terça-feira, 13 de novembro de 2012


               Fim primordial do matrimônio
               A Igreja e seus mandamentos e sacramentos
             por Monsenhor Henrique Magalhães

                                                          

O fim principal do matrimônio é a geração e a educação da prole.
Recordemos a lição que, a este respeito, nos deu o Santo Padre Pio XI, na sua célebre encíclica - "Casti Connubii" de 31 de Dezembro de 1930.[1]
Deus Criador, na Sua infinita bondade, quis servir-Se dos homens, como cooperadores, para propagar a vida. É o que se depreende das mesmas palavras da Bíblia Sagrada, descrevendo a maravilhosa cena da Criação dos nossos primeiros pais: "crescei e multiplicai-vos e enchei a terra".
Note-se, porém, que esta ordem divina foi dada muito antes do primeiro pecado.
Santo Agostinho, comentando - com a habitual elegância dos seus escritos - as palavras do apóstolo São Paulo a Timóteo, diz: "A opinião de São Paulo é que as núpcias devem ser contraídas por motivo da prole. Quero, continua o bispo de Hipona, quero que as moças se casem, para procriarem os filhos e serem boas mães de família".
Quem reflete seriamente sobre a dignidade humana, quem crê na vida futura e espera que Deus recompense abundantemente o bem praticado no mundo; quem não vê no homem apenas um ser que, de qualquer maneira, há de se esforçar por gozar a vida, mas um futuro cidadão da eternidade, um discípulo de Jesus Cristo que deve sofrer, como seu Mestre, para merecer; quem considera a criatura racional como composta de alma e corpo - o corpo, templo da alma, e a alma, templo de Deus; quem foi educado na verdadeira escola espiritualista católica, ou ao menos crê na imortalidade da alma - não pode deixar de ver na procriação uma bênção de Deus, em favor da humanidade; uma honra insigne para as famílias, que são chamadas a desempenhar a missão de colaboradores do mesmo Criador!
A criatura racional pela excelência da sua natureza, está acima de todos os outros seres da terra. Mais ainda: Deus quer a geração dos homens não só para que eles encham o mundo, mas para que conheçam o seu Eterno Senhor, e O amem, e pratiquem o bem, especialmente a verdadeira caridade que é puro amor e finalmente sejam, pelo mesmo Deus, recebidos em Seu Reino eterno.
Não basta, porém, colaborar na continuidade da espécie. É preciso educar a prole. E essa educação há de ter por base a Religião.
Quantas mães andam esquecidas da grave obrigação que lhes é imposta: encaminhar, desde cedo desde tenra infância, seus filhinhos para, Deus! Quadros de beleza incomparável - tão comuns antigamente é hoje escasseando: as mães, juntando as mãozinhas do seu filho, ensinando-lhe as primeiras orações, traçando com o pequenino o sinal da Cruz, que há de mostrar-lhe sempre a sua dignidade de cristão!
Se a prole, no começo, não se pode prover a si mesma do necessário para a vida física, nem para a vida intelectual - nada pode certamente quanto à vida espiritual. Da grande responsabilidade dos pais. Responsabilidade que não se pode admitir desprezada, quando se trata de cristãos e muito mais ainda de católicos.


[1] As citações estão de acordo com a Encíclica

segunda-feira, 5 de novembro de 2012




Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
livro de 1943
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)


DIA 4

Relações com os Mortos
Se a lembrança dos mortos é tão grata, se tem tanta força para nos determinar a fazer o bem, que será o pensamento íntimo de nossas relações de cada instante com eles?
A doutrina católica oferece a perspectiva mais consoladora sobre essa estreita e afetuosa comunicação das almas dos escolhidos, que começa além-túmulo e prossegue na bem aventurança eterna.
O ensino da Igreja nos permite crer que nossos defuntos não estão ausentes, mas apenas velados e sempre junto a nós.
Ah! O pai, a mãe, o filho, o amigo a quem eu prezava, não era somente aquele corpo que se via e se tocava, mas também aquela alma a quem Deus havia concedido toda a afeição que me mostrava e que eu lhe retribuía. Aquela alma já não se manifesta mais exteriormente, porém ainda me faz sentir sua presença.
Falem a respeito aqueles a quem Deus outorgou a graça de compreender o que essa comunicação das Igrejas militante e purgante encerra de consolador e suave! «Aquele a quem choramos, escrevia Fenelon, não se ausentou de nós, fazendo-se invisível. Ele nos vê, ele nos quer, ele se compadece de nossas necessidades. Os sentidos e a imaginação só é que perderam seu objeto. Aquele que já não podemos ver, está mais do que antes conosco. Encontrá-los-emos sempre no meio de nós, olhando-nos e oferecendo-nos os verdadeiros socorros. Não sofrendo mais suas enfermidades, melhor do que nós conhece ele as nossas, e pede os remédios que nos dão cura. Embora privado de vê-lo há muitos anos, eu lhe falo, abro-lhe meu coração, tenho a crença de encontrá-lo na presença de Deus; e, conquanto já o tenha chorado amargamente, não posso dizer que o perdi. Oh! Quanto é real esta união íntima!»
«A morte, diz S. Bernardo, não separa dois corações unidos pela piedade.»
«As almas dos justos não nos deixam. Se quisermos, elas se conservarão conosco e nos farão experimentar um bem estar indefinível, mas real. Invoquemo-las frequentemente com as nossas preces, com as nossas aspirações, e com as boas obras que lhes fizeram e também a nós farão ganhar o Céu.» (Gergerès)
Eu posso, portanto, associar-vos a meus trabalhos, a minhas orações, a minhas alegrias, a minhas tristezas, ó meus queridos finados! Que bem me faz este pensamento!





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Trecho extraído do livro - Mês das Almas do Purgatório - Mons José Basílio Pereira - 10a. Edição - 1943 - Editora Mensageiro da Fé Ltda - Salvador - Bahia


As sete portas do inferno - quarta porta: 
A embriaguez


“Não erreis: os bêbados não herdarão o reino de Deus”, diz S. Paulo. A embriaguez é um dos vícios mais vergonhosos e funestos. O seu efeito imediato é privar o homem do uso da razão e até de seus membros. Este pecado ultraja a Deus porque mancha e apaga no homem a imagem de Deus. Pela sua alma o homem é a imagem de Deus. Como Deus, a alma conhece, ama e quer. Vede agora o escravo da bebida. Onde está a imagem de Deus? O embriagado é incapaz de formar uma ideia. Semelhante ao animal, não é capaz de exprimir seu pensamento. Onde estão seus sentimentos? Só tem instinto de bruto. Onde está sua liberdade? Faz o que não quer e não faz o que quer. Chega a ponto de não poder ficar de pé, de não poder dirigir seus passos, de cair. 
Um dia, um bêbado caiu numa sarjeta. Chega um cão, olha, fareja-o festejando-o com a cauda. O cachorro parecia satisfeito por encontrar um colega. Mas depois o cachorro foi-se embora, e o bêbado ficou deitado na lama, porque não podia arredar-se do lugar. Deus fez o homem grande, diz a Escritura, mas, pelo vício, o homem nivelou-se ao bruto.
O alcoólico é inimigo de sua alma, porque calca aos pés todos os mandamentos da lei de Deus. Amai a Deus sobre todas as coisas, diz o primeiro mandamento. O escravo da embriaguez é do número daqueles que S. Paulo estigmatiza, quando diz: “Seu ventre é seu Deus”. O bêbado blasfema frequentemente, roga pragas, jura falso, profana o dia do Senhor, é mau filho, mau pai, mau esposo, briga, fere, às vezes mata. Como é raro dois embriagados separarem-se sem trocar uns murros e se estragar a cara.
Quanto ao sexto mandamento, são obscenidades de toda espécie, pensamentos, desejos, palavras, olhares, ações, brutalidades que os próprios irracionais ignoram. No vinho está a luxúria, diz o Espírito Santo.
O alcoólico é inimigo de seu corpo. O álcool é um veneno, acaba sempre por estragar e matar. Exerce um efeito funesto sobre o estômago, o coração, os rins. Os médicos contam até vinte doenças quase todas mortais, causadas pelo álcool. De 120.000 pessoas que morrem cada dia, 20.000 morrem diretamente pelos excessos alcoólicos.
O alcoólico é inimigo de sua família. Uma boa moça regozijava-se na doce esperança de em breve achar-se ao lado de um moço, o preferido do seu coração, para levar com ele uma vida cheia de alegria e de felicidade. Por ele deixou pai e mãe, a ele dá sua mocidade, seu coração, suas forças, seu trabalho, sua vida. E o moço lhe promete torná-la feliz, promete-o, jura-o, até, ao pé do altar. E, agora, escravo da embriaguez chega em casa bêbado, envergonha sua esposa, a contrista, a descompõe, a maltrata, e, às vezes, deixa-lhe faltar o estrito necessário. Que ingratidão, que traição!
Este pecado levanta contra ele um brado de maldição, arrancado de um coração esmagado. O eco desta maldição subirá até ao trono de Deus, para bradar vingança contra o violador do amor conjugal.
Mau esposo, talvez pai pior ainda. Filhos idiotas, raquíticos, epilépticos, eis, geralmente, a descendência do alcoólico. E estas pobres criaturas geralmente nascem predispostas ao vício. O fruto não cai longe da árvore, diziam os antigos.
Que educação dará aliás tal pai a seus filhos? Que ouvem os filhos? Palavras obscenas, conversas ímpias. Que veem? brigas, escândalos. Pai miserável, que responderás no dia do juízo, quando Deus te perguntar qual o exemplo que deste a teus filhos?
Renunciai ao vício, cristãos, e gozareis as satisfações da virtude e da abundância, os encantos da vida de família, tão puros e tão santos. Que alegria ver-se objeto da afeição de uma esposa, ter filhos sadios e bem educados! Fugi, pois, do maldito vício da embriaguez. Rezai, frequentai os sacramentos, afastai-vos da ocasião, principalmente, lembrai-vos da palavra de S. Paulo: “Os bebedores não entrarão no céu”.
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Continua com a quinta porta: A Má Educação dos Filhos
As 7 Portas do Inferno: Introdução
Primeira porta: A Impureza
Segunda Porta: O Furto

Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953


RETIRADO DO BLOG: A GRANDE GUERRA

As sete portas do inferno - terceira porta: profanação do dia do Senhor

A santificação do domingo comporta duas coisas: a cessação do trabalho e a oração.
Aos domingos não se pode trabalhar sem necessidade ou por motivo justo: “Trabalhareis durante seis dias, disse outrora Deus aos israelitas, mas ao sétimo dia não fareis nenhum trabalho, nem vós nem vossos servos”. Trabalhar aos domingos é, pois, uma desobediência formal a Deus.
O trabalho do domingo é um desastre para o corpo, para a alma e mesmo para a fortuna.
As máquinas de bronze e de aço não podem trabalhar semanas e meses seguidos. Forçosamente, de quando em vez, é preciso pararem, repousarem, senão arrebentam. Não somos de bronze nem de aço, somos de carne. Sem o repouso de oito em oito dias, dizem os sábios, os homens abreviam consideravelmente sua vida.
Quereis ver um povo sadio, forte, alegre? Vede as nações que respeitam o domingo. Quereis ver um povo doentio, fraco? Considerai os países em que o dia do Senhor é profanado.
Quanto à alma, o trabalho ao domingo faz que o homem nem se lembre dela. Quem trabalha sem cessar torna-se material como a terra que cultiva, como as máquinas que maneja, torna-se um animal, um bruto.
Notou-se que os revolucionários, os criminosos têm-se recrutado principalmente entre os profanadores do domingo.
Afinal nossos interesses temporais pedem que santifiquemos o domingo.
Se Deus não constrói a casa, diz o profeta, em vão trabalham os que a edificam.
O trabalho ao domingo é como o bem mal adquirido, atrasa. Deus não engana. Ora, disse aos judeus: “Guardareis o dia do Senhor e respeitareis meu santuário: se fizerdes estas coisas, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo e a terra e as árvores darão o seu fruto; comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros em vossa terra. Se, pelo contrário, rejeitardes meus mandamentos, visitar-vos-ei em minha cólera, vossas árvores, vossos campos, não darão seu fruto, farei que o céu seja como ferro e a terra como bronze, plantareis debalde a vossa semente e vossos inimigos a comerão, as feras devorarão vosso gado, mandarei a peste, a guerra, a fome”. Repousemos, pois, ao domingo e santifiquemos este dia pela oração.
A oração obrigatória é a Santa Missa, para quem não tem um motivo justo de dispensa. Estes motivos são os seguintes: doenças, cuidados de crianças ou de doentes, grande distância da igreja (mais de uma hora de caminho, a pé), falta de companhia para senhoras, pobreza tal que a gente não possa se apresentar na igreja sem se envergonhar.
As mães que têm crianças pequenas, procurem alguém que possa substituí-las, para que, pelo menos de vez em quando, possam ouvir a Santa Missa.
Não esqueçamos que faltar à Missa por descuido, por preguiça, é pecado grave. Mau sinal, péssimo sinal, perder a Missa aos domingos. Enquanto o homem aos domingos veste a roupa limpa, toma o caminho da igreja, assiste ao santo sacrifício, ouve a palavra de Deus, há esperança. Embora este homem se tenha desviado de Deus, um dia voltará para ele.
Mas, quando o homem chegou a este ponto de embrutecimento que não faz mais distinção entre dia de serviço e dia de domingo, não há mais esperança. Não é mais cristão, não é mais homem, é animal. É a perda da alma, é o inferno.
Que dizer agora dos que não só profanam o dia do Senhor pelo trabalho e a perda de Missa, senão pelo pecado propriamente dito. Infelizmente, para muitos, o domingo é o dia do pecado, da embriaguez, do jogo, do escândalo.
Que crime! Roubar a Deus o dia que ele reservou para sua glória e para nossa salvação, e consagrá-lo a Satanás pelo pecado!
O que digo do domingo, digo-o das festas que, muitas vezes, em lugar de serem festas dos santos, são festas do demônio, pela devassidão. Assim é que outrora os judeus celebravam os domingos e as festas e por isso Deus lhes disse: “Eu tenho horror de vossas festas, lançar-vos-ei em rosto as imundícies de vossas solenidades”. O que Nossa Senhora e os santos esperam de nós nos seus dias de festas não são músicas, foguetes, danças, jogos, orgias, mas orações fervorosas, confissão, comunhão. Só assim nos tornamos merecedores de seus favores.
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Continua com a quarta porta: A Embriaguez
As 7 Portas do Inferno: Introdução
Primeira porta: A Impureza
Segunda Porta: O Furto
Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953.


RETIRADO DO BLOG: A GRANDE GUERRA
As sete portas do inferno - segunda porta: o furto

Não erreis, diz o mesmo apóstolo, os ladrões não herdarão o reino de Deus.
O furto consiste em tomar, sem razão legítima, o alheio, às escondidas do dono. A rapina é um furto praticado à força na presença do dono. 
A fraude consiste em enganar no comércio, no peso, na medida, na qualidade, no preço, nos contratos. A usura, em cobrar juros excessivos.
É pecado intentar processos injustos, recorrer à chicana para apoderar-se dos bens ou dos direitos dos outros, ficar com um objeto achado quando o dono é conhecido ou pode ser conhecido facilmente, comprar cientemente coisas furtadas, causar qualquer prejuízo ao próximo em seus bens, sua lavoura, seus negócios.
Enfim, pecam contra a justiça todos os que mandam ou aconselham ou às vezes simplesmente consentem que outros causem qualquer prejuízo ao próximo.
Pois este pecado é tão abominável que deveria inspirar horror a todos os cristãos, porque atrai sobre o homem a cólera de Deus e os priva do céu.
O alheio é uma isca com que se engole o anzol pelo qual Satanás pega as almas. No entanto os homens são tão levados para os bens perecedores, que seus herdeiros disputarão e arrancarão depois da morte, que obcecados pela cobiça deixam se arrastar. Há certas pessoas que tributam, por assim dizer, honras divinas ao dinheiro e o apreciam como seu fim último. “Seus deuses são o ouro e a prata”, diz o profeta Daniel.
Verdade é, há pecados mais graves que o furto, mas nenhum torna mais difícil a eterna salvação. A razão disso é que, para alcançar o perdão dos demais pecados, basta ter deles um verdadeiro arrependimento, e confessá-los; mas não assim quando se trata do furto; o arrependimento com a confissão não é suficiente, além disso é preciso restituir. Ora, nada mais raro que a restituição. Eis a visão que teve um certo eremita: viu Lúcifer sentado no seu trono. Era a hora em que os demônios voltavam da terra aonde tinham sido mandados para tentar os homens. A um que chegou muito atrasado, Satanás perguntou qual o motivo do seu grande atraso. Respondeu que tinha trabalhado até àquela hora para impedir a um ladrão que fizesse uma restituição que lhe pesava muito na consciência. Lúcifer mandou castigá-lo, dizendo-lhe que não devia ignorar que o ladrão nunca restitui e que tinha perdido seu tempo.
Em verdade assim é.
Dir-se-ia que o alheio se converte em próprio sangue e a dor de tirar o próprio sangue para dá-lo a outro é coisa dura de se sofrer. Demonstra-o a experiência de todos os dias.
Quantos procuram iludir-se sobre a necessidade da restituição. Alega-se a pobreza... a família... deixa-se aos herdeiros o cuidado de restituir, ou, para tranquilizar a consciência, dá-se alguma esmola aos pobres, mesmo quando se conhece a quem se deve. No entanto, Santo Agostinho disse: “ou restituição ou condenação”.
Consideremos com S. Gregório que as riquezas que temos amontoado por meios injustos nos abandonarão um dia, mas que os crimes cometidos nunca nos abandonarão. Lembremo-nos que é uma extrema loucura deixar após si bens de que não teremos sido donos senão uns instantes e de carregar conosco injustiças que nos atormentarão eternamente.
Não tenhamos a insensatez de transmitir aos nossos herdeiros o fruto do nosso pecado para nos carregar de toda a pena que lhe é devida e não nos exponhamos à horrorosa desgraça de arder eternamente na outra vida por termos educado e enriquecido filhos talvez ingratos. Lembremo-nos principalmente da palavra de Jesus Cristo: “Que serve ao homem lucrar o mundo inteiro, se depois perder sua alma?”
Continua com a terceira porta: A Profanação do Dia do Senhor
As 7 Portas do Inferno: Introdução
Primeira porta: A Impureza
Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953. 

RETIRADO DO BLOG: A GRANDE GUERRA

AS SETE PORTAS DO INFERNO
A primeira porta: Impureza
Não erreis, disse São Paulo, os impuros não herdarão o céu. A impureza é o amor desregrado dos prazeres da carne. Pensar voluntariamente em coisas desonestas; desejar praticar, ver, ouvir coisas escandalosas; dizer palavras, ter conversas imorais, ler livros obscenos, olhar gravuras, espetáculos, pessoas indecentes; permitir-se consigo ou com outras pessoas liberdades criminosas; praticar no sacramento do matrimônio o que a moral cristã proíbe... são pecados contra a pureza.
Dirão alguns: isso é pecado pequenino. Pequenino? Mas é pecado mortal. Diz Santo Antonino que é tal a corrupção que faz lavrar este pecado, que nem os próprios demônios podem sofrê-lo, e acrescenta o mesmo santo que, quando se cometem semelhantes torpezas, até o demônio foge de vê-las.
Considerai agora o horror que causará a Deus aquela pessoa que, como diz São Pedro, semelhante ao suíno, se revolve no lodaçal deste pecado. Dirão ainda os escravos da impureza: Deus é misericordioso, conhece a fraqueza da carne. Pois ficai sabendo que, conforme o relata a Escritura, os mais terríveis castigos que Deus descarregou sobre o mundo foram as punições deste pecado.
Abramos, com efeito, a Escritura. O mundo está ainda no começo e já os homens estão corrompidos, carnais impudicos. Deus se arrepende de ter criado o homem e por isso toma a resolução de o exterminar. Abre as cataratas do céu, a chuva cai durante quarenta dias e quarenta noites, as águas sobem até cobrirem as montanhas mais altas, e a humanidade morre afogada, abismada nas águas do dilúvio. Só escapam oito pessoas, a família de Noé que, sozinho, guardara a castidade.

Será pecado leve? Que lemos ainda na Bíblia? Havia na Palestina cinco cidades célebres pelo seu comércio, suas riquezas, mais célebres, ainda, pela sua corrupção espantosa. Naquelas cidades cometiam-se pecados de que nem se pode dizer o nome, pecados sensuais contra a natureza, pecados horrorosos que infelizmente se cometem hoje, depois de dois mil anos de cristianismo. Que fez Deus? Mandou chover sobre aquelas cidades uma chuva, não mais de água, mas de fogo e de enxofre, que reduziu a cinzas as cidades e os habitantes.
Não satisfeito, Deus mandou à terra que se abrisse e ao inferno que engolisse os restos infames de Sodoma e Gomorra.
Que nos diz ainda a Sagrada Escritura? Que outrora Deus mandava queimar vivo a quem cometia semelhantes pecados e até aos casados que profanavam o matrimônio pelo crime horrendo do adultério. Este pecado de adultério, depois do assassínio, o mais grave de todos os pecados contra o próximo, foi sempre considerado até pelos pagãos como um crime digno de todos os castigos. Os antigos egípcios condenavam a ser queimada viva a mulher casada que tinha cometido este pecado; os saxões igualmente condenavam à fogueira a mulher casada infiel, e à forca o cúmplice de seus crimes. E há cristãos que trazem na lama do pecado o sacramento que São Paulo chama grande.
Estes são apenas os castigos para este mundo. Que será no outro mundo!
Está escrito, e a palavra de Deus não volta atrás, que os desonestos não entrarão no reino do céu. E este o pecado que arrasta para o inferno o maior número das almas. Diz São Remígio que a maior parte dos condenados estão no inferno por causa deste pecado. O mesmo diz São Bernardo: este pecado precipita no inferno quase todo o mundo. Do mesmo modo fala Santo Isidoro: é a luxúria muito mais que qualquer outro vício que sujeita o gênero humano ao demônio. Em uma palavra, e é a doutrina de todos os santos, de cem condenados no inferno, haverá um ladrão, um assassino, um ímpio, mas noventa e nove desonestos.
Pobres pecadores. Longe de mim o infundir-vos o desespero; o que quero dizer é que, se vos achais atolados neste vicio, procurai sair quanto antes deste lodaçal imundo, senão o inferno será vossa sorte eterna.
O que deveis fazer é o seguinte:
1º. Rezar. A oração é uma chuva celestial que apaga o pecado da concupiscência. Rezai antes de dormir, de joelhos, ao pé do leito, três Ave-Marias à pureza de Nossa Senhora.
2º. Repelir sem demora todo mau pensamento e desejo, chamando pelos nomes de Jesus e Maria.
3º. Fugir, mas fugir absolutamente, custe o que custar, da ocasião do pecado, da frequentação de tal pessoa, de tal casa, de tal divertimento, de um modo especial destas danças modernas tão imorais e escandalosas.
4º. Enfim o meio mais eficaz é a recepção frequente e piedosa dos sacramentos da confissão e comunhão.
Desenganai-vos, se agora não vos emendardes, mais tarde será tarde demais.


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Continua com a segunda porta: O Furto


As 7 portas: Introdução


Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953.


RETIRADO DO BLOG: A GRANDE GUERRA

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


ATRAVÉS DOS OLHOS DE JESUS VOL. 1
(C. ALAN AMES)

JESUS + - 14 DE JULHO 1996

- FELIPE, CONTE - NO SOBRE SUAS ANDANÇAS - PEDI A FELIPE, QUE HAVIA ESTADO EM CASA COM A FAMÍLIA.
-NÃO HÁ MUITO QUE CONTAR, SENHOR - RESPONDEU ELE. - ESTIVE COM MINHA FAMÍLIA E GOSTEI MUITO DE VÊ-LOS DE NOVO. FOI BOM FICAR EM CASA, MAS EU NÃO VIA A HORA DE ESTAR NOVAMENTE CONTIGO, SENHOR - EXCLAMOU.
- O AMOR DA FAMÍLIA É UM MARAVILHOSO DOM DE DEUS, O QUAL DEVERIA SER USUFRUÍDO E GUARDADO COMO UM TESOURO. LEMBREM-SE  SEMPRE, PORÉM, DE QUE O AMOR A DEUS DEVE VIR EM  PRIMEIRO LUGAR, POIS QUANDO SE AMA A DEUS, O AMOR SE FAZ  PRESENTE EM TODA A SUA VIDA. TUDO PROCEDE DO AMOR DE DEUS; ASSIM, QUANDO SE AMA A DEUS, EM TUDO SE COLOCA AMOR. É DESSA FORMA QUE O AMOR CRESCE E SE PROPAGA - FALEI.
 DEVE HAVER MAIS, FELIPE - DISSE PEDRO, ANSIOSO POR SABER O QUE MAIS TERIA ACONTECIDO.
- REALMENTE HÁ. O NOME DO SENHOR ESTÁ NA BOCA  DE TODA A GENTE POR TODOS OS LUGARES. TODAS AS PESSOAS COM QUEM ME ENCONTREI  ESTÃO FALANDO SOBRE OS MILAGRES QUE TU REALIZAS. MUITO TÊM ESPERANÇA DE QUE TU VÁS ÀS SUAS CIDADES E ALDEIAS. OUTRAS ESTÃO À ESPERA DE TU CHEGADA - RELATOU FELIPE.
- SE AO MENOS TODAS AS PESSOAS ESPERASSEM POR MINHA VINDA E ENTÃO ME ESCOLHESSEM QUANDO EU CHEGASSE, O MAL DESAPARECERIA- DISSE, EM MEIO A UM SUSPIRO.
- SENHOR, PRECISAS TOMAR CUIDADO, POIS FIQUEI SABENDO QUE NAS SINAGOGAS HÁ MUITOS QUE ESTÃO QUE ESTÃO COM INVEJA DE TI; MUITOS QUEREM TE PREJUDICAR E MUITOS DESEJAM QUE NÃO ESTIVESSES AQUI - DISSE FELIPE, NUM TOM DE ADMOESTAÇÃO.
 - MEU AMIGO, LEMBRE-SE DE QUE DEUS ESTÁ CONOSCO, E NADA NOS PODE DETER ATÉ QUE A VONTADE DE MEU PAI SE REALIZE EM NOSSA VIDA - DISSE, DE MANEIRA TRANQUILIZADORA.
- MAS, SENHOR, PRECISAS TOMAR UM POUCO MAIS DE CUIDADO, OU ELES TE ACABARÃO MATANDO - SUPLICOU FELIPE, PENSANDO QUE EU NÃO  H AVIA PERCEBIDO A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO.
- A VIDA VEM DE DEUS. QUANDO ELA É TIRADA, É PELO PAI QUE É TIRADA E NA HORA DELE. A VIDA É SOMENTE O COMEÇO DE UMA  ETERNIDADE DE AMOR, O QUAL É ENCONTRADO ATRAVÉS DA MORTE. A MORTE NÃO DEVE CAUSAR MEDO, POIS, PARA AQUELES QUE ACREDITAM EM DEUS,ELA É A PORTA DE ENTRADA PARA O CÉU - DISSE EU - A MORTE É TÃO MAL INTERPRETADA, QUANDO DEVERIA SER TÃO CLARA! UM DIA, ENTRETANTO, VOU ESCLARECER A CONFUSÃO PARA AQUELES QUE QUISEREM OUVIR, VER E ACREDITAR. ENTÃO A VERDADE DA MORTE SERÁ CONHECIDA. PARA OS QUE CREREM, ELA SE CONVERTERÁ EM ALEGRIA; E PARA OS QUE NÃO CREREM, EM TRISTEZA. MORTE: UMA D´DIVA PARA OS QUE VIVEM UMA VIDA DIGNA, E UMA TRISTEZA PARA AQUELES QUE PECAM!
MEUS DISCÍPULOS FICARAM EM SILÊNCIO POR ALGUNS INSTANTES, ATÉ QUE JUDAS ISCARIOTES FALOU:
- ESTOU MORRENDO DE FOME, VAMOS COMER!
TODOS CAÍRAM NA RISADA, E ATÉ EU TIVE DE RIR DIANTE DESSE COMENTÁRIO. JUDAS NÃO ENTENDEU PORQUE NÓS RIMOS, MAS JUNTOU-SE A NÓS, OLHANDO-NOS COM PERPLEXIDADE. COMEÇAMOS ENTÃO A PREPARAR A REFEIÇÃO, E JUDAS DEU UM SORRISO AUTÊNTICO DESSA VEZ .
TERMINAMOS NOSSA REFEIÇÃO  E NOS PREPARÁVAMOS PARA IR EMBORA, QUANDO TIAGO VEIO ATÉ MIM E DISSE BAIXINHO:
- SENHOR, FELIPE FICOU PREOCUPADO COM NOSSA IDA A JERUSALÉM. ELE NÃO SABE SE PODERÁ IR, POIS NÃO TEM PASSADO BEM JÁ HÁ ALGUNS DIAS. TU VISTE? COMEU MUITO POUCO, E AINDA ONTEM PERCEBI QUE SEU ESTÔMAGO ESTÁ INCHADO .
- NÃO SE PREOCUPE MAIS COM FELIPE TIAGO, POIS SUA ENFERMIDADE JÁ SE FOI - RESPONDI .
OBRIGADO, SENHOR - DISSE TIAGO, SEM ABRIGAR NO CORAÇÃO QUALQUER DÚVIDA DE QUE EU LHE DISSERA A VERDADE.
MAIS TARDE ENQUANTO CAMINHÁVAMOS PELA ESTRADA, FELIPE APROXIMOU-SE DE MIM E  DISSE :
- SENHOR ATÉ CHEGASSES HOJE, EU ESTAVA ME SENTINDO MAL, MAS LOGO QUE TE VI MELHOREI. ONTEM CHEGUEI A PENSAR QUE NÃO IRIA AGUENTAR CAMINHAR ATÉ JERUSALÉM CONTIGO, QUE EU SERIA UM FARDO . AGORA EU POSSO ANDAR ATÉ OS CONFINS DO MUNDO .
- MEU AMIGO, FICO FELIZ POR VOCÊ ESTAR MELHOR . EU SENTIRIA SUA FALTA SE VOCÊ NÃO NOS PUDESSE ACOMPANHAR - DISSE-LHE .
- SENHOR, SENTI TUA FALTA QUANDO EU ESTAVA LONGE . COMO MEU CORAÇÃO DESEJAVA ANSIOSAMENTE ESTAR CONTIGO!! ÀS VEZES EU CHORAVA PORQUE QUERIA ESTAR PERTO DE TI - DISSE, TÍMIDA MAS SINCERAMENTE, FELIPE. .
-  EU ESTOU E ESTAREI SEMPRE COM VOCÊ. CONSOLE-SE COM ISSO NAQUELES MOMENTOS EM QUE POSSA ACONTECER DE VOCÊ SE SENTIR SOZINHO, AMEAÇADO, OFENDIDO, OU DE ESTAR NUM LUGAR EM QUE NÃO QUER ESTAR OU DE TER D IR AONDE NÃO DESEJA... CONSOLE-SE, POIS EU ESTAREI COM VOCÊ, EU NUNCA O ABANDONAREI - DISSE-LHE, PENSANDO EM TODOS AQUELES QUE SOFRERIAM POR MIM ATÉ A PRÓPRIA VIDA .
- SENHOR, ÀS VEZES EU PUDE SENTIR TUA PRESENÇA, MAS NÃO ERA A MESMA COISA COMO  VER-TE - RESPONDEU FELIPE .
- VOCÊ É REALMENTE, FELIZ, FELIPE, POIS VOCÊ ME VIU . MUITOS HAVERÁ NO FUTURO QUE NÃO ME TERÃO VISTO, MAS ME RECONHECERÃO; MUITOS QUE SE ENTREGARÃO INTEIRAMENTE POR MIM, CONTANDO, ÀS VEZES, APENAS COM MINHA PRESENÇA PARA FORTALECÊ-LOS . QUE RECOMPENSAS POR SEREM SACRIFÍCIOS OFERECIDOS PARA DEUS; RECOMPENSAS QUE VOCÊ JAMAIS PODERIA ENTENDER NESTA VIDA! - DISSE, ANTEVENDO OS MUITOS QUE SERIAM ACOLHIDOS NO CÉU POR MEU PAI E INUNDADOS COM NOSSO AMOR POR TODA A ETERNIDADE.
PERGUNTOU FELIPE:
- HAVERÁ MUITOS SACRIFÍCIOS, SENHOR? 
OLHEI PARA ELE E VI SUA MORTE E OS  MUITOS OUTROS QUE HAVERIAM DE MORRER POR MIM.
 O BASTANTE, FELIPE, O BASTANTE - RESPONDI, CONTENDO AS LÁGRIMAS,  AO PENSAR NO AMOR DE TODOS OS MÁRTIRES, AMOR QUE TROUXE LUZ NA ESCURIDÃO .
PEDRO JUNTOU-SE A NÓS E DISSE A FELIPE, ENVOLVENDO-O NUM ABRAÇO:
- ESTOU CONTENTE POR VOCÊ ESTAR DE VOLTA CONOSCO . SENTI SUA FALTA, VOCÊ BEM SABE.
FELIPE SORRIU E DISSE:
 - É BOM ESTAR DE VOLTA . SINTO-ME DE NOVO EM CASA .
OLHEI PARA ELES E PENSEI : " DOIS AMIGOS EM VIDA, E DOIS MÁRTIRES UNIDOS NA MORTE POR MEU AMOR !" E COMECEI A CHORAR ALTO .
PEDRO E FELIPE OLHARAM AMBOS PARA MIM E PERGUNTARAM :
- ESTÁ TUDO BEM CONTIGO? PODEMOS AJUDAR EM ALGUMA COISA?
- NÃO, MEUS AMIGOS, NÃO É NADA, NÃO SE PREOCUPEM . SÓ ESTOU REFLETINDO SOBRE COMO O AMOR QUE VOCÊS SENTEM É PROFUNDO .
- RESPONDI ENQUANTO PROSSEGUÍAMOS : EU, AOS PRANTOS ; E TODOS OS DEMAIS EM SILÊNCIO.

                                                            JESUS DE NAZARÉ