terça-feira, 27 de novembro de 2012


Sobre a Comunhão frequente - Parte 1 - Santo Afonso de Ligório



Disse Santo Afonso Maria de Ligório:


"Com que ardor deseja Jesus Cristo vir a nós pela santa Comunhão!"Desejei ardentemente comer esta páscoa convosco antes de sofrer".Desejei ardentemente, falou ele naquela noite em que instituiu este sacramento de amor.Diz São Lourenço Justiniano: O amor que nos tinha o forçou a falar assim.


Para que facilmente cada um pudesse recebê-lo, quis ficar sob as aparências de pão.Se ele tivesse ficado sob a aparência de algum alimento raro, ou de preço elevado, os pobres ficariam privados dele.Mas não, Jesus quis ficar sob as aparências de pão: custa pouco, em toda parte se encontra, todos poderão achá-lo e recebê-lo em qualquer lugar do mundo.


Para que nos animemos a recebê-lo na Sagrada Comunhão ele nos exorta com muitos convites: "Vinde comer o pão e beber o vinho que vos preparei.Comei, amigos e bebei", referindo-se à eucaristia.Impõe-nos ainda como preceito: "Tomai e comei: isto é o meu corpo".Atrai-nos ainda com a promessa do paraíso para que o recebamos: "Quem come a minha carne, tem a vida eterna.Quem come este pão viverá para sempre".Ameaça-nos com o inferno, com a exclusão do céu, se nos recusarmos a comungar: "se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".Estes convites, promessas e ameaças, nascem todos do grande desejo que ele tem de vir a nós neste Sacramento.


Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com.br/

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



                    CRUCIFIXO  DE  SAN  GIOVANNI  ROTONDO, ONDE PE. PIO RECEBEU OS ESTIGMAS...

Frutos que produz a meditação de Jesus crucificado.
Sub umbra illius quem desideraveram sedi; et fructus eius dulcis gutturi meo – “Eu me sentei debaixo da sombra daquele a quem tanto tinha desejado; e o seu fruto é doce ao meu paladar” (Cant. 2, 3).
Sumário. Representemo-nos muitas vezes Jesus agonizante sobre a cruz; detenhamo-nos em contemplar algum tempo as suas dores e o afeto com que sofreu, e disso tiraremos copiosos frutos de vida eterna. Da cruz de Jesus parte uma aragem celeste que suavemente nos desliga das coisas terrenas e nos torna leves todos os nossos trabalhos; acenderá em nós um santo ardor para sofrer e morrer por amor daquele que quis padecer e morrer por nosso amor. É sobre o Calvário que se formaram e ainda se formam os santos.
I. Ó almas devotas, procuremos imitar a Esposa dos Cânticos sagrados, que se assentou debaixo da sombra daquele que era o único objeto dos seus desejos. Representemo-nos frequentes vezes, especialmente nas sextas-feiras, Jesus moribundo sobre a cruz; ponhamo-nos a contemplar algum tempo com ternura as suas dores e o afeto que nos teve; e então bem poderemos dizer: E o seu fruto é doce ao meu paladar. É sobre o Calvário e pela contemplação de Jesus crucificado que se formaram em todos os tempos e ainda hoje se formam os santos.
No meio do tumulto deste mundo, das tentações do inferno e dos temores dos juízos divinos, oh! Quão doce repouso acham as almas amantes de Deus, ao contemplarem, a sós e em silêncio, o nosso amantíssimo Redentor, quando está em agonia ou derrama o seu divino sangue gota a gota, por todos os membros feridos e dilacerados pelos açoites, pelos espinhos e pelos cravos. Ah! Quão doces frutos ali colhem e que progressos tão rápidos fazem então no caminho da perfeição! – Sim, porque à vista de Jesus Cristo esvaecem-se do nosso espírito todos os desejos de grandezas mundanas, de riquezas terrestres, de prazeres dos sentidos! Sopra da Cruz uma aura celestial, que nos desprende docemente de todas as coisas da terra e nos faz reputar leves todos os nossos sofrimentos; mais: acende em nós um santo desejo de sofrer e morrer por amor daquele que tanto quis sofrer e morrer por nosso amor. Pelo que dizia São Francisco de Sales: “Fixai Jesus crucificado em vosso coração, e todas as cruzes e espinhos deste mundo se vos afigurarão como rosas.”
O meu Jesus, se Jesus Cristo não fosse, como deveras é, o Filho de Deus e Deus verdadeiro, o nosso Criador e soberano Senhor, mas tão somente um homem qualquer, quem não sentiria compaixão à vista de um jovem nobre, inocente e santo que morre sobre um patíbulo infame à força de tormentos, não para expiar os seus delitos próprios, mas para expiar os dos seus inimigos, a fim de os livrar da morte que lhes era devida? Como é, pois, que não há de atrair o afeto de todos os corações um Deus que por amor de suas criaturas morre num mar de desprezos e de dores? Como é que as criaturas hão de amar alguma coisa que não seja Deus, e pensar em outra coisa senão em serem gratas a seu tão amoroso benfeitor?
II. Oh, si scires mysterium Crucis! Quando o tirano quis induzir Santo André a renegar Jesus Cristo, por ser este crucificado como um criminoso, respondeu-lhe o Santo: “Ó tirano, se soubesses o amor que te mostrou Jesus Cristo, morrendo sobre a cruz para satisfazer por teus pecados e obter-te uma felicidade eterna, de certo não te esforçarias por m´O fazeres renegar; antes tu mesmo havias de abandonar tudo o que possuis e esperas sobre a terra, afim de agradares e contentares a um Deus que tanto te amou.”
É isso o que tem feito santos e tantos mártires que abandonaram tudo por Jesus Cristo. Oh, que vergonha para nós! Quantas tenras virgenzinhas renunciaram às alianças com os grandes, às riquezas dos palácios, e a todos os gozos terrestres, e de boa mente sacrificaram a vida, a fim de retribuírem de alguma maneira, com o seu afeto, o amor que lhes mostrou o seu Deus crucificado! D´onde vem, pois, que tantos cristãos ficam insensíveis à Paixão de Jesus Cristo? É porque pouco consideram no muito que Jesus Cristo padeceu por nosso amor.
Ah, meu Redentor, eu também fui um desses ingratos! Com a lembrança dos meus pecados, o demônio quisera representar-me a salvação como por demais difícil; mas, meu Jesus, a vista do Crucifixo assegura-me que não me repelireis de diante da vossa face, se eu me arrependo de Vos ter ofendido e Vos quero amar. Sim, arrependo-me e quero amar-Vos de todo o meu coração. Detesto os malditos prazeres que me fizeram perder a vossa graça. – Amo-Vos, ó Bem infinitamente amável, e sempre Vos quero amar. A lembrança dos meus pecados servir-me-á tão somente para me abrasar mais no vosso amor, visto que viestes atrás de mim, quando eu fugia de Vós. Não, não quero mais separar-me de Vós, nem deixar de Vos amar, ó meu Jesus. – Ó refúgio dos pecadores, Maria, vós, que tão grande parte tivestes nas dores de vosso Filho, quando ia morrer, rogai a Jesus que me perdoe e me conceda a graça de o amar. (I 648.)
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(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 274- 277.)

Postado por Klaus Kürten às 08:12



quinta-feira, 22 de novembro de 2012






SE UMA PEQUENA PARTE DO CORPO DE CRISTO É ATINGIDO, TODO O CORPO É ESMAGADO...

Tesouro de Exemplos - Parte 235

UM TIRO SACRÍLEGO


Perto de Valença, na Espanha, celebrava-se um festa em honra do Santo Cristo numa ermida. Muita gente desfilara durante o dia, rezando diante de Jesus. À tarde, quando todos se tinham retirado, voltava da fábrica um operário, o qual, parando, puxou do revólver e com riso satânico, apontou para a imagem e atirou, esmagando-lhe o dedo do pé direito, e depois retirou-se.
À noite, indo a um baile, enquanto se divertia, deixou cair o revólver, saiu um tiro e bala esmagou-lhe um dedo do pé direito, como esmagara o do Cristo da ermida.
Um médico o tratou, mas a ferida nunca se fechava. Foi necessário cortar-lhe o dedo, depois o pé, mais tarde a perna, e a gangrena caminhava sempre, e ninguém compreendia por que aquela ferida não se fechava. Era um chaga produzida pela justiça de Deus, chaga que levou o operário a uma morte horrível.

Postado por Jesuan às 11:19

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                CONTRACEPÇÃO - PECADO MORTAL


Os que usam do matrimônio, empregando meios para evitar a geração, cometem um gravíssimo pecado mortal. Enumeremos as razões:

1º - É contra a mente de Deus

O ato sexual foi instituído por Deus para a geração. Para isto criou o homem e a mulher... Aparelhou-os orgânica e psicologicamente para o nobre mister da reprodução. Associou-os à Sua obra de Criador, porque os pais geram o corpo e Deus infunde a alma a cada novo homem que vem ao mundo. Atraiu-os e compensou-os dos encargos da geração com os prazeres dos sentidos e as alegrias espirituais da vida conjugal. Portanto, transformar o ato sexual em meio de prazer, impedindo-lhe a finalidade geradora, é agir contra a mente de Deus.

2º - É contra a natureza

A natureza indica o fim da união dos sexos. Estão no homem e na mulher, os germes de uma nova vida. Entre os animais a união só se dá para a geração: realizada esta, a fêmea se recusa sistematicamente. O ato, é, pois, realizado primariamente para a geração, embora não o seja unicamente para isto. Admite fins secundários; mas não admite que se impeça e destrua o fim primeiro. Não se pode proceder contra a natureza.

O Catecismo, na sua linguagem enérgica, enumera o pecado sensual contra a natureza entre os "pecados que bradam aos céus e pedem vingança a Deus." Para que se lhe aquilate melhor da perversidade, basta considerar que a prostituição ou mesmo a infidelidade conjugal - embora pecados mortais - são menos graves do que ele.

3º - É contra o matrimônio

No contrato matrimonial faz-se a doação dos corpos em vista da geração dos filhos, portanto. Os cônjuges se unem no matrimônio para o exercício da função sexual. Ela constitui matéria e finalidade do próprio contrato matrimonial. O cônjuge, dá-se ao outro para colaborarem ambos na procriação, que é o termo natural da função conjugal. E não se dá para nenhum ato contrário à natureza mesma do contrato - como seria realizar a união excluindo por meios positivos o seu fim natural.

4º - É contra o amor

Os homens corrompidos acordaram em chamar amor à função sexual. A sublimidade da palavra escusa-lhes a baixeza dos sentimentos. É-lhes vantajoso o disfarce. Mas a dignidade do amor não se compadece. É o amor conjugal um misto das atrações da carne e de aspirações morais. O amor tem no homem outras faces e se pode elevar às alturas do puro espiritual. Não é esta a natureza do amor conjugal. Mas seria bestial colocá-lo na esfera do instinto e confiná-lo ao sexo.

Mesmo entre cônjuges chega-se ao amor espiritual, sem o sexo; mas nunca merecerá o nome de amor a fome de sensualidade que tanto se sacia com a esposa como procura a mercenária.
Amor...

"Amor" comprado a dinheiro nas feiras da volúpia!

"Amor" que abandona a esposa, quando esta não ceva a besta humana!

"Amor" que só vê o sexo, e despreza a pessoa!

Se fosse isto o amor, como chamaríamos à dedicação desinteressada das almas nobres, ao devotamento de uma esposa cujo marido a moléstia inutilizou para tais funções, ao afeto espiritualizado de dois velhinhos em quem a idade extinguiu o fogo da paixão? A verdade é que a função sexual é separável do amor - e os que a procuram por ela não sabem o que é o amor. São tremendos egoístas - e nada mais contrário ao amor do que o egoísmo.

CONSEQÜÊNCIAS

Gravíssimo pecado mortal, tão contrário às leis divinas e naturais, à própria condição do matrimônio e do amor, é ainda o neo-maltusianismo uma sementeira de males.

1. A ciência médica condena os vários processos anti-concepcionais como nocivos à saúde, principalmente da esposa. Distúrbios nervosos e psíquicos, perturbações do aparelho genital, repercussões patológicas no sistema glandular, fibromas, adenoma uterino, etc., além dos inevitáveis perigos de infecção local, são o triste cortejo desses degradantes processos.

Copio de Ensaios de Biologia, do capítulo "A esterilidade voluntária e sua patologia", de Barbosa Quental, algumas opiniões.

"A mulher está toda organizada em vista da maternidade; a falta de reprodução ou a insuficiência de reprodução vicia todo o seu metabolismo". (Dutalollis, em Troubes, Funcionels et Dystrophies en Gynecologie)

"Todas as vezes que o útero não produz filhos tende a fazer fibromas". (Pinard)

"Todos os processos anti-concepcionistas são de natureza a lesar a saúde daqueles que os usam regularmente". (Max Marcuse)

"O uso repetido dessas práticas não pode deixar de influenciar a saúde num sentido desfavorável e de provocar perturbações mentais".(Max Cann)

"Sabido como é... que no útero e no colo uterino uma tal irritação é produzida pela introdução de produtos químicos, pelas injeções anti-sépticas e pela presença prolongada de corpos estranhos como pessários oclusivos, etc., há sérias razões para crermos que o aumento acusado dos cânceres genitais esteja ligado às práticas desta natureza".

Os que desejarem um conhecimento mais largo do assunto vejam La Limitation des Naissances de Raoul de Guchteneere e La Vie Intime des Époux de Gaston Monin. Aliás, é fácil perceber que a natureza nunca deixa violar impunemente as suas sábias leis.

2. As conseqüências sociais são igualmente graves. Alarmam-se sociólogos e moralistas com a crescente diminuição da natalidade. Os que aprofundaram o assunto ficaram horrorizados ante as perspectivas. (Ver L'Indiscipline de Moeurs de Paul Bureau, talvez o mais completo estudo sobre a questão) A derrota da França, minada de anti-concepcionismo, era prevista desde há muito, não somente por Mussolini e Rommel, mas pelos franceses a quem o vício não cegara.

No Brasil já temos centros em que o neo-maltusianismo, de mãos dadas às misérias físicas, leva o nível demográfico abaixo da necessidade de estabilidade da população. [NB: Essa preocupação não é algo relativo apenas a década de 50, comprove) Os sociólogos chamam "família normal" a que tem três filhos: dois respondem pela falta dos pais e um representa o aumento da população. Menos do que isto constitui inevitável baixa demográfica, verdadeiro suicídio de uma nação. Não estamos considerando agora o aspecto moral, mas o demográfico, deste importante problema.

E mesmo assim vemos que é criminoso o procedimento dos cônjuges que ficam no segundo filho, quando não se contentam com o "filho único", de tão perigosas perspectivas.

Os neo-maltusianistas pretendem que a limitação na natalidade diminuirá a porcentagem da mortalidade infantil. Enganam-se. Diminuirá evidente e conselheiralmente o número de crianças mortas: nascem menos, morrem menos. Mas até aumentará a porcentagem. De fato, o birth-control elimina precisamente os filhos da classe em que morrem menos crianças. As classes mais desfavorecidas de meios econômicos, educação higiênica, etc. são os que mais procriam, e onde há maior coeficiente de crianças mortas. A razão da mortalidade infantil é outra, se morrem de preferência as crianças da classe mais prolifera não é porque a mortalidade esteja na proporção da natalidade e sim por falta de educação, higiene e meios econômicos.

O remédio está não em estancar as fontes da vida, mas em acudir as classes abandonadas com assistência social, educação e recursos necessários à condigna subsistência. (A comparação entre a natalidade e a mortalidade infantil de vários países mostra precisamente o que acabamos de dizer. Países com natalidade fraca (como a França) têm grande percentil de mortos, enquanto outros, cuja natalidade é bastante forte (Holanda) têm um baixo nível de mortalidade. Países há (Alemanha, Itália) em que, ao mesmo tempo que a natalidade cresceu, a mortalidade diminuiu, graças à divulgação dos meios de proteção à vida infantil. Esses meios, divulgados entre as classes proliferas, têm conseguido em toda parte, uma sensível diminuição na mortalidade).

Se os neo-maltusianos argumentassem de verdade, deviam proceder de outra maneira. Estão sendo dizimadas as crianças? Corre risco a manutenção do nível demográfico - e então é necessário intensificar a natalidade. Imaginem um economista que reclamasse diminuição de produção por ver escassear o artigo...

Não: o remédio está em eliminar as causas das mortes das crianças - tal como tem feito a ciência com crescente eficácia. E não na solução simplista de eliminar preventivamente os filhos. Assim, ter-se-ia de eliminar muita coisa. Para evitar desastre de avião, suprimia-se a aviação...

3. Do ponto de vista moral são múltiplas as conseqüências, e cada qual mais grave.

a) Já insinuamos quanto se rebaixa o homem que faz o amor apenas a função sexual. Agravemo-lo agora com a degradante circunstância de desvirtuar esta função, arrebatando-a do serviço da espécie para o desfrute pessoal.

b) Precisaria de apontar a degradação da esposa, transformada em mera ceva de incontestável paixão sedenda de prazeres e trânsfuga das responsabilidades? Basta pensar no que exigem da mulher certas práticas anti-concepcionais, mesmo fisicamente...

c) A experiência ensina que a provocação de abortos acompanha quase sempre os cuidados neo-maltusianos. E os crimes vão se acumulando, cada qual mais grave. Abyssus abyssum invocat.

d) O egoísmo passional dos fraudadores vai-se alimentando. A diuturnidade os caleja. Embotam-se os sentimentos elevados. Recurvados sobre si, como um caracol moral, só enxergam a si próprios, seus interesses e seus sentidos, num criminoso desprezo da sociedade, do próximo e dos próprios bens superiores.

e) Atentem os maridos nestas duas últimas considerações que lhes vamos apresentar, sem pretendermos esgotar o assunto:

1) Os desentendimentos a que dá lugar a limitação da natalidade. É este um aspecto que pouco tem preocupado os maridos, e, no entanto, é importante e grave. As mulheres se tornam, com os processos anti-concepcionais, insatisfeitas, irritadiças - nevropatas. Vai-se a paz, a harmonia do lar. Diminui a resistência espiritual, a capacidade de tolerância, e multiplicam-se os atritos.

Afastada dos Sacramentos da Penitência e da Comunhão, a mulher perde o mais forte esteio em que se apoia a alma, e começa a perder o equilíbrio. E ai de um lar cuja esposa perde a linha justa!...

Eis preparado o caminho para desgraças maiores.

2) A infidelidade conjugal é, muitas vezes, o castigos desses pecadores. Vem primeiro a suspeita. Estes processos frequentemente falham. Mas o marido confia cegamente neles. E a mulher aparece grávida!... Conheço verdadeiras tragédias por isto. São fáceis de imaginar, aliás. (Sei de um médico que só se convenceu depois do exame de sangue para prova de paternidade. Avaliemos porém, o estado de espírito deste homem durante todo aquele tempo, e a situação doméstica sob tão opressiva atmosfer. 
3) As conseqüências espirituais já ficaram insinuadas. Afastamento dos Sacramentos; vida em permanente pecado mortal; progressivo abandono das outras práticas religiosas; insensibilidade espiritual, verdade da fé; extinção das inquietações e do próprio remorso - paz em charco que precede a impenitência final! O quadro é horroroso, porém verdadeiro.

Retirado do livro Noivos e esposos - Pe. Álvaro Negromonte - págs 112-119
 CRÉDITOS: BLOG  CATÓLICOS TRADICIONAIS DE RIBEIRÃO PRETO.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


A incrível história da sopa de feto

***Contém imagens fortíssimas... mas não posso deixar de denunciar o que é um crime aos olhos de Deus...
os inocentes clamarão justiça ao Criador...
ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!: AS IMAGENS SÃO FORTES, AINDA QUE PAREÇAM MONTADAS. AOS MAIS SENSÍVEIS, SUGIRO QUE PAREM NO TEXTO.




Eu já havia recebido uma ou outra imagem dessas há tipo uns dois anos, num desses e-mails do conhecido do conhecido que chegam na nossa caixa de entrada e que a gente nem dá atenção de tanto receber spam. Achei de mau gosto. Falava de uma certa sopa de feto, que moradores do Sul da China, provavelmente Guangdong e Taiwan (os caras por lá comem de tudo, eu sei, mas por favor...), tomavam para aumentar a potência sexual. Não dei a mínima e achei que era totalmente lenda urbana e que as fotos eram armação. É aquela coisa de comunista comendo criancinha, pensei.





E qual não foi a minha supresa quando, há coisa de uns meses, me deparei com o blog do estudante Yu Miao, amigo de um jornalista chinês (aqui, mas tem que se registrar), que decidiu ir até a cidade de Foshan, em Guangdong, verificar até que ponto essa história era verdade. Pois o cara viajou até a cidade e conversou com moradores locais, que disseram que não apenas a história é verdade, como muita gente (na região e em Taiwan) toma a sopa de feto numa espécie de ritual macabro, escondidos da polícia.





O jornalista conversou com um sujeito de 62 anos (ao lado de uma garota de 19), me parece que um pequeno empresário taiwanês, que afirma tomar regularmente a sopa, fácil de fazer, segundo ele, porque o aborto é um procedimento usual na China. Algumas mulheres chegam a vender o feto, que deve ter até seis meses. A sopa é feita com ervas da medicina tradicional chinesa que, acredita-se, aumentam a potência sexual, tipo bajitian, dangshen, o conhecido chinese wolfberry, entre outras mais populares, como gengibre. E leva outras carnes também, como galinha e porco.





Em Foshan, ele foi até o restaurante (de fachada tipo cozinha regional), cujo dono, o senhor Li, disse que não tinha costela (a senha para quem quer a tal da sopa) naquele momento. Depois, aos sussurros, avisou que conhecia uma casal de migrantes cuja mulher estava no oitavo mês de gravidez. Como o casal já tinha duas filhas, eles planejavam vender o feto para um laboratório ou para o restaurante, de modo que pudessem pagar pelo aborto e evitar a multa imposta pelo governo chinês para quem burla a política do filho único. A sopa, disse o tal senhor Li, custa 3.500 yuans (US$ 515).




O jornalista passou a semana entrevistando moradores do local e, ainda que poucos tivessem sequer visto a tal da sopa, praticamente todos sabiam que ela existia e algumas pessoas a tomavam. Quando o jornalista estava para deixar a cidade, o tal microempresário falou com ele que uma "mercadoria nova" havia chegado e vários conhecidos estavam prontos para experimentá-la. Na mesa, ele descobriu estarrecido que os fetos custam entre 300 yuans e 500 yuans.





No post, o jornalista disse que visitou a cozinha e, com base no que viu, pode atestar que as imagens divulgadas na internet (de outro momento de preparo da sopa) são verdadeiras. O post provocou uma enxurrada de comentários indignados de chineses horrorizados com a tal sopa de feto macabra. Os que acrditam na história culpam a política do filho único e a forte superstição do povo chinês pela lamentável prática.
Nunca li nada sobre isso na imprensa estatal chinesa e quem me avisou do post e me mandou as imagens foi meu tradutor, dizendo que a história estava repercutindo horrores entre os estudantes da sua universidade.

---Fonte:http://oglobo.globo.com/blogs/gilberto/post.asp t=a_incrivel_historia_da_sopa_de_feto&cod_post=127911&a=25

segunda-feira, novembro 19, 2012

                                               NAJA

De Malo, questão 10, artigo 3 - A inveja é pecado capital. As filhas da inveja:
Murmuração, detração, ódio, exultação pela adversidade, aflição pela prosperidade.
Como dissemos acima, vícios capitais são aqueles que, a título de causa final, geram outros vícios. Ora, o fim tem caráter de bem e, do mesmo modo, a vontade tende ao bem e à fruição do bem, que é o prazer. Por isso, assim como a vontade é movida a agir pelo bem é também movida pelo prazer.
Deve-se também considerar que, assim como o bem é o fim do movimento volitivo de perseguir [prosecutio: tender a um bem para obtê-lo], assim também o mal é o fim do movimento volitivo que é o fugir: do mesmo modo como alguém que quer obter um bem, persegue-o; assim também quem quer evitar um mal, foge dele. E como o prazer é a fruição de um bem, assim também a tristeza é um certo termo do mal que oprime o ânimo. O homem que repudia a tristeza é levado a fazer muitas coisas para afastar a tristeza ou as coisas que inclinam à tristeza.
Ora, sendo a inveja uma tristeza pela glória de outro, considerada como um certo mal, segue-se que, movido pela inveja, tenda a fazer coisas contra a ordem moral para atingir o próximo e, assim, a inveja é vício capital.
Nesse impulso da inveja, há princípio e termo final. O princípio é precisamente impedir a glória alheia, que é o que entristece o invejoso, e isto se faz diminuindo o bem do outro ou falando mal dele: disfarçadamente, pela murmuração [sussurratio, fofoca], ou abertamente, pela detração.
Já o termo final da inveja pode ser considerado de dois modos: um primeiro diz respeito à pessoa invejada e, nesse caso, o impulso da inveja termina, por vezes, em ódio, isto é, o invejoso não só se entristece pela superioridade do outro, mas, mais do que isso, quer seu mal sob todos os aspectos.
De um outro modo, o termo final desse impulso pode ser considerado por parte do próprio invejoso, que se alegra quando consegue obter o fim que intentava: diminuir a glória do próximo e, assim, se constitui esta filha da inveja que é a exultação pela adversidade do próximo. Mas, quando não consegue obter seu propósito - o de impedir a glória do próximo -, então se entristece: é a filha da inveja chamada aflição pela prosperidade do próximo.

Fonte: http://vigariodesinformado.blogspot.com.br/2012/11/as-cinco-provas-da-existencia-de-Deus.html

domingo, 18 de novembro de 2012



            A Salvação é o Negócio mais IMPORTANTE e o mais Descuidado.

Por Santo Afonso Maria de Ligório


Quam dabit homo commnitationem pro anima sua?
“Que dará o homem em troca da sua alma?”
(MT.16,26.)

Coisa estranha! Ninguém quer passar por negligente nos negócios do mundo, e muito não tem pejo de descuidar no negócio da eternidade, o mais importante de todos. Muitos fazem até tudo para perderem a alma, e a maior parte dos cristãos vivem como se as verdades eternas fossem outras tantas fábulas. Nós ao menos não sejamos tão insensatos e pensemos seriamente de que nada nos serviria ganharmos o mundo inteiro, se depois viéssemos a perder a nossa alma.

Perdida alma, está tudo perdido, e para sempre!

A salvação eterna é certamente o negócio que, sobre todos os outros, mais nos interessa, porque dele depende a nossa eterna felicidade ou desgraça. Todavia é deste negócio que os cristãos menos se ocupam.
Não se poupa nenhum cuidado, nem se perde nenhum momento, para chegar a tal dignidade, ganhar tal demanda, concluir tal negócio; que de conselhos então, que de providenciais! Não se come, não se dorme. Mas depois, que se faz para assegurar a salvação eterna? Como é que se vive? Não se faz nada, ou, para melhor dizer, faz-se tudo para a perder, e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, o céu e a eternidade não fossem verdades da Fé, mas sim fábulas inventadas pelos poetas.
Que mágoa não sentimos quando se perde uma demanda, uma colheita! Quantos cuidados para reparar o prejuízo! Quando se perde um cavalo, um cão, quantas diligências para os reaver! Perdemos a graça de Deus, e dormimos e gracejamos e rimos! – Coisa estranha! Cada um tem pejo de passar por negligente nos negócios do mundo; e são inúmeros os que não têm pejo de se descuidar do negócio da salvação, o mais importante de todos! Confessam que os Santos foram verdadeiros sábios, porque só trabalharam para se salvarem, e eles mesmos ocupam-se de todas as coisas do mundo com exceção da sua própria alma!
Mas vós, diz são Paulo, ao menos vós, meus irmãos, aplicai-vos ao grande negócio da vossa salvação eterna, que é o negócio que mais vos interessa:Rogamus vos, ut vestrum negotium agatis. “Por quanto”, exclama Jesus Cristo, “de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma? ou que dará o homem em troca de sua alma? ” Perdida a alma está tudo perdido, e perdido para sempre.
Persuadamo-nos de que a salvação eterna é para nós o negócio mais importante, por ser irreparável se não o realizarmos. Portanto, afim de o levarmos a feliz êxito, não receiemos trabalhos nem fadigas. “O reino eterno”, diz são Bernardo, “não se dá aos preguiçosos, mas aos que se houverem valorosamente no serviço de Jesus Cristo. ”

Oração:

Ah! meu Deus, graças Vos dou por me achar ainda aqui aos vossos pés não no inferno, tantas vezes por mim merecido. Mas de que me serviria a vida que me concedeis, se eu continuasse a viver privado da vossa graça? Nunca mais isto me suceda! Virei-Vos as costas e Vos perdi, ó meu supremo Bem. Arrependo-me de todo o coração e antes tivesse morrido mil vezes! Eu Vos perdi; mas o Profeta me diz que sois todo bondade e Vos deixais achar pela alma que Vos busca: Bonus est Dominus animae quarenti illum . Se no passado tenho fugido de Vós, ó, Rei de meu coração, agora Vos busco e só a Vós quero buscar. Amo- Vos, † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, com todo o afeto da minha alma. Aceitai-me e não desprezeis o amor de um coração que algum tempo Vos desprezou. Doce me facere voluntatem tuam – “Ensinai-me a fazer a vossa vontade.” Dizei-me o que devo fazer para vos agradar; quero fazer tudo que desejardes. Meus Jesus, salvai a minha alma, pela qual destes o sangue e a vida; daí-me a graça de Vos amar sempre nesta vida e na outra. Espero tudo pelos vossos merecimentos. Confio também em vossa intercessão, ó grande Mãe de Deus e minha Mãe, Maria Santíssima.

Amém.

Excelente texto para elucidar melhor 

São Leonardo de Porto Maurício

blog: Almas Devotas