sábado, 8 de março de 2014

Ladainha da Humildade

Ladainha da Humildade 



Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.
Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, 
dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu, Jesus,
 dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo,
 e que eu possa ser diminuído, Jesus, dai-me a graça de
 desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Jesus,
 dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas 
as coisas, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora 
me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, 
dai-me a graça de desejá-lo.

Santa Bernadette, rogai por nós!

Composta pelo Cardeal Merry del Val, Secretário de 
Estado de São Papa Pio X


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sexta-feira, 7 de março de 2014



1ª Sexta-feira do mês, dia do Sagrado Coração de Jesus!
"Sagrado Coração de Jesus, fazei que eu Vos ame cada  vez  mais..."

segunda-feira, 3 de março de 2014

MONTE TABOR


                                                              MONTE TABOR
                                           "INDO PARA  LÁ..." ATÉ A PÁSCOA...


"A abstração da paisagem do deserto acabou por me purificar,
deixando minha mente vazia, com sua vastidão imensa. Era um estado que
se alcançava não apenas pela soma do pensamento nesse vazio,
mas também pela subtração. Na debilidade da vida na terra
estava espalhada a força do céu, vasta, linda e vigorosa."
T. E. Lawrence - Os Sete Pilares da Sabedoria
(Lawrence da Arábia)

NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO



" O PEQUENO NÚMERO DE ALMAS QUE GUARDARÁ O  TESOURO DA FÉ E DAS VIRTUDES SOFRERÁ UM CRUEL, INDIZÍVEL E PROLONGADO MARTÍRIO. MUITAS DELAS DESCERÃO AO TÚMULO PELA VIOLÊNCIA DO SOFRIMENTO E SERÃO CONTADAS COMO MÁRTIRES QUE SE SACRIFICARAM PELA IGREJA E PELA PÁTRIA." (N. SENHORA DO BOM SUCESSO)

sábado, 1 de março de 2014

As sete portas do inferno: Sexta porta.


As sete portas do inferno: Sexta porta.

SEXTA PORTA: O PROTESTANTISMO





O protestantismo é inimigo jurado da nossa Santa Religião. Nega os dogmas mais santos: o Santo Sacrifício da Missa, a Confissão, a Comunhão, a maior parte dos sacramentos, a existência do purgatório, a instituição Divina da Igreja, a autoridade do Papa, a legitimidade do culto dos santos. Neste particular vai até a caluniar aos católicos, dizendo que adoram os santos, as imagens. Não, mil vezes não! Não adoramos os santos. Adoramos só a Deus.


Quanto aos santos, nós os honramos, pedimos sua proteção junto de Deus. Honramos as imagens como sendo os retratos dos santos. Que mal haverá nisso? Não podemos honrar o retrato de um pai, de uma mãe, de um benfeitor, colocá-lo em nossa sala, no lugar de honra? Se Deus, outrora, proibiu aos judeus que tivessem imagens, é porque os judeus habitavam no meio de idólatras e estavam expostos a cair na idolatria. Foi uma medida disciplinar e passageira. Aliás, o mesmo Deus deu ordem a Moisés que adornasse a arca com imagens de anjos. Se os protestantes não têm outra coisa que nos exprobrar, calem-se; esta acusação cobre-os de ridículo.


É inegável a existência do perigo protestante no Brasil.


Não se deve, porém, temer exageradamente o protestantismo porque ele tem contra si a promessa feita por Cristo à sua Igreja e porque de sua natureza tende a se desagregar, dividir e multiplicar-se. Todas as tentativas de união serão sempre uma paródia da verdadeira união de fé. Ademais o Brasil nasceu, cresceu e vive ainda sob o bafejo santo da Igreja Católica e não quer ser ingrato às bênçãos celestes, simbolizadas pela constelação bendita do Cruzeiro do Sul. Não se deve, portanto, exagerar o perigo protestante.


Mas, doutra parte, não deve ser desprezado ou descurado.


A fé, na verdade, foi prometida à Igreja e não às nações; estas, como os indivíduos, a podem perder; e não padece dúvida que o protestantismo é um sério perigo que poderá ser grave se não se empregarem os remédios aptos e convenientes.


Não se devem desprezar os protestantes, porque são nossos irmãos transviados e cegos. Nem é tática bélica desprezar o inimigo, ainda que aparente fraquezas.


Se não se deve exagerar nem diminuir o perigo, é preciso considerá-lo em seu justo limite.


Daí a necessidade de um estudo leal e ponderado sobre as forças e elementos do protestantismo no Brasil. Quanto maior for o estudo, tanto melhor será o combate.
Devemos combater os protestantes:


Com grande caridade, muita paciência e ardente zelo pela sua conversão; com constante e sólida instrução, do povo nas verdades reveladas; com a prática das virtudes cristãs e com a frequência dos sacramentos; advertindo os fiéis dos enganos; dando bom exemplo; com o sacrifício e orações fervorosas para que todos sejam uma só coisa (Jo 17, 22).


O protestantismo foi fundado por Lutero. Quem era Lutero? Um frade que, depois de passar muitos anos no convento, deixou a vida religiosa, deixou seu hábito e... casou. Com quem? Com uma freira, chamada Catarina, que ele mesmo tirou do convento. Lutero viveu e morreu na crápula, na orgia, no escândalo. Julgai se Deus pode suscitar semelhante apóstolo para reformar a Igreja ou fundar uma nova religião.
Não discutamos com protestantes, não vamos ao seu culto, nem por curiosidade. Não leiamos suas bíblias, seus folhetos. É pecado mortal ter consigo uma bíblia protestante. Tudo isso expõe nossa fé a naufragar.



(O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6ª. Edição, Editora Vozes, 1953).


FONTE: A Grande Guerra

Da gratidão para com as Dores de Maria Santíssima.


Da gratidão para com as Dores de Maria Santíssima.

Honora patrem tuum: et gemitus matris tuae ne obliviscaris — “Honra a teu pai e não te esqueças dos gemidos de tua mãe” (Eccles. 7, 29).


Sumário. Posto que a morte de Jesus Cristo fosse suficiente para remir uma infinidade de mundos, quis todavia a Santíssima Virgem, pelo amor que nos tem, cooperar para a nossa salvação, preferindo sofrer toda espécie de dores a ver nossas almas sem redenção e na antiga perdição. É nosso dever respondermos a tamanho amor da Rainha dos Mártires, ao menos pela compaixão de suas dores e pela imitação de seus exemplos.


I. São Boaventura, contemplando a divina Mãe ao pé da Cruz para assistir à morte de seu Filho, volve-se para ela e lhe diz: Senhora, porque quisestes vós também sacrificar-vos sobre o Calvário? Não bastava, por ventura, para nossa redenção um Deus crucificado, que quisésseis ser crucificada também vós sua Mãe? Non sufficiebat Filii passio, nisi crucifigeretur et Mater? — Ah certamente bastava a morte de Jesus para salvar o mundo e ainda infinitos mundos; mas, pelo amor que nos tem nossa boa Mãe quis também concorrer para a nossa salvação, pelos merecimentos de suas dores, que ofereceu por nós no Calvário.


Por isso diz o Bem-aventurado Alberto Magno, que, assim como somos obrigados a Jesus pela Paixão que quis sofrer por nosso amor, assim também somos obrigados a Maria pelo martírio, que na morte do Filho quis espontaneamente padecer pela nossa salvação. — Acrescento espontaneamente, porque, como revelou o Anjo a Santa Brígida, esta nossa tão piedosa e benigna Mãe antes quis sofrer todas as penas do que ver as almas privadas da redenção e deixadas na antiga miséria.


A bem dizer, foi este o único alívio de Maria, no meio de sua grande dor pela paixão do Filho: o ver com a sua morte remido o mundo perdido e reconciliados com Deus os homens seus inimigos. Mas, infelizmente, esse único alívio da Santíssima Virgem foi-lhe amargurado pela previsão que, se a morte de Jesus havia de ser para muitos a causa de ressurreição e de vida, para muitos outros seria por própria culpa causa de maior ruína e de morte eterna: Ecce positus est hic in ruinam et in resurrectionem multorum in Israel (2) — “Eis que este está posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel”.


II. Tão grande amor de Maria em unir ao sacrifício da vida do Filho o de seu próprio coração, bem merece a nossa gratidão; e a nossa gratidão consista em meditarmos e nos compadecermos das suas sores. Mas disto exatamente queixou-se ela com Santa Brígida: “Minha filha”, disse-lhe, “quando considero os cristãos que vivem no mundo, para ver se há quem se compadeça de mim e se lembre de minhas dores, acho bem poucos, ao passo que a maior parte deles se esquecem por completo. Por isso quero que tu ao menos delas te lembres e nelas medites muitas vezes, e compadecendo-te de mim, procures, quanto for possível, imitar a minha resignação em padecê-las: Vide dolorem meum, et imitare quantum potes et dole.” — Meu irmão, imaginemos que a divina Mãe nos fala da mesma maneira, particularmente nestes dias do carnaval, em que os pecadores renovam tantas vezes a crucifixão de Jesus e por conseguinte também as dores de Maria.


Ó minha dolorosa Mãe, vós tanto chorastes o vosso filho, morto pela minha salvação; mas que me aproveitarão as vossas lágrimas, se eu me condeno? Pelos merecimentos, pois, das vossas dores, alcançai-me uma verdadeira dor dos meus pecados, uma verdadeira emenda de vida, com uma perpétua e tenra compaixão da Paixão de Jesus e das vossas dores. Se Jesus e vós, sendo tão inocentes, tanto tendes padecido por mim, alcançai-me que eu, réu do inferno, padeça também alguma coisa por vosso amor.


Finalmente, ó minha Mãe, pela aflição que experimentastes, vendo diante de vossos olhos os vosso Filho, entre tantas penas, inclinar a cabeça e expirar sobre a Cruz, vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Ah, advogada dos pecadores, não deixeis de assistir à minha alma aflita e combatida, na grande passagem que terá de fazer para a eternidade. E porque é fácil ter eu então perdido a fala e a voz para invocar o vosso nome e o de Jesus, em que ponho todas as minhas esperanças, rogo desde agora a vosso Filho, vosso Esposo e a vós, que me socorrais naquele último momento, e digo: † Jesus, Maria e José, expire a minha alma em paz em vossa companhia (3). (*I 229.)
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1. Se entre a Epifania e a Septuagésima só houve três semanas, os devotos de Maria Santíssima poderão tomar hoje a meditação sobre Maria Santíssima modelo da esperança, pag. 205.
2. Luc. 2, 34.
3. Indulg. de 100 dias, cada vez.


(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 259 - 262.)



Read more: http://www.saopiov.org/2014/03/da-gratidao-para-com-as-dores-de-maria.html#ixzz2ukglF2cL

O carnaval santificado e as divinas beneficências.


O carnaval santificado e as divinas beneficências.






Fidem posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris ― "Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas" (Ecclus. 22, 28).


I. Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que Lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.


É por isso que os santos, afim de desagravarem o Senhor um pouco de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo de carnaval Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso afim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão freqüente.


Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus sacramentado, ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.


II. Ut et in bonis illius laeteris ― "para que te alegres com ele nas suas riquezas". O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazeres-Lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo: Fidem posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris. Oh, como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval Lhe são oferecidos pelas almas suas prediletas!


Conta-se na vida de Santa Gertrudes que certa vez ela viu num êxtase o divino Redentor que ordenava ao Apóstolo São João escrevesse com letras de ouro os atos de virtude feitos por ela no carnaval, afim de a recompensar com graças especialíssimas. Foi exatamente neste mesmo tempo, enquanto Santa Catarina de Sena estava orando e chorando os pecados que se cometiam na quinta-feira gorda, que o Senhor a declarou sua esposa, em recompensa (como disse) dos obséquios praticados pela Santa no tempo de tantas ofensas.


Amabilíssimo Jesus, não é tanto para receber os vossos favores como para fazer coisa agradável ao vosso divino Coração, que quero nestes dias unir-me às almas que Vos amam, para Vos desagravar da ingratidão dos homens para convosco, ingratidão essa que foi também a minha, cada vez que pequei. Em compensação de cada ofensa que recebeis, quero oferecer-Vos todos os atos de virtude, todas as boas obras, que fizeram ou ainda farão todos os justos, que fez Maria Santíssima, que fizestes Vós mesmo, quando estáveis nesta terra. Entendo renovar esta minha intenção todas as vezes que nestes dias disser: + Meu Jesus, misericórdia (1). ― Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, apresentai vós este humilde ato de desagravo a vosso divino Filho, e por amor de seu sacratíssimo Coração obtende para a Igreja sacerdotes zelosos, que convertam grande número de pecadores.

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1. Indulg. de 300 dias cada vez.


(Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 272-274.)


FONTE: São Pio V