domingo, 13 de setembro de 2015



Que graça é para nós nos encontrarmos com um santo que nos diga: “Eis o teu defeito dominante e eis também a atração principal da graça que deves seguir generosamente para chegar à união com Deus”. 

COMO CONHECER NOSSO DEFEITO DOMINANTE?

Em primeiro lugar, é evidente que importa muito conhecê-lo, e não ter quaisquer ilusões sobre este ponto. E esse conhecimento nos parece ainda mais necessário pelo fato de que o nosso adversário, o inimigo de nossa alma, o conhece muito bem e o usa para pôr a discórdia em nós e ao nosso redor. Na cidadela de nossa vida interior, defendida pelas várias virtudes, o defeito dominante é como o ponto fraco não defendido nem pelas virtudes teologais nem por aquelas morais. O inimigo das almas procura precisamente, em cada um de nós, o ponto fraco, facilmente vulnerável, e o encontra ligeiramente. É, portanto, necessário que também nós o conheçamos.

Mas como discerni-lo? Nos principiantes é demasiado fácil, quando são sinceros. Mais tarde, porém, o defeito dominante torna-se menos óbvio, pois procura esconder-se camuflando-se como uma virtude; o orgulho toma, exteriormente, a veste da magnanimidade, e a pusilanimidade tenta se cobrir com o manto da humildade. É necessário, todavia, chegar a conhecer o defeito dominante, porque, se nós não o conhecemos, não podemos combatê-lo, e, se não o combatemos, não haverá em nós verdadeira vida espiritual.

A fim de pode-lo discernir, devemos primeiro pedir a Deus a luz: “Senhor, fazei-me conhecer os obstáculos que coloco, de um modo mais ou menos consciente, à obra da graça em mim. Dai-me, depois, a força de eliminá-los, e se eu for negligente ao fazê-lo, dignai-Vos de eliminá-los Vós mesmo, mesmo que eu deva sofrer por isso”.

Depois de haver assim pedido com grande sinceridade esta luz, devemos nos examinar seriamente. E como? Perguntando a nós mesmos: ao que tendem as minhas preocupações mais ordinárias pela manhã logo ao acordar, ou quando me encontro só? Onde se fixam espontaneamente os meus pensamentos e os meus desejos? Aqui devemos nos lembrar que o defeito dominante, que comanda facilmente todas as nossas paixões, assume toda a aparência de uma virtude, e se não fosse combatido poderia conduzir à impenitência. Judas alcançou esta com a avareza, vício que não soube nem quis dominar; ela o conduziu como um impetuoso vento que arremessa um navio contra os escolhos.

Para descobrir o defeito dominante, devemos também nos perguntar: “Qual é geralmente a causa ou a fonte da minha tristeza e da minha alegria? Qual é o motivo geral das minhas ações, a origem ordinária dos meus pecados, sobretudo quando não se trata de culpa acidental, mas de uma sequência de pecados, ou de um estado de resistência à graça, especialmente quando este estado dura vários dias e nos leva a omitir os nossos exercícios de piedade?”. Então, devemos sinceramente procurar o motivo pelo qual a alma se recusa a voltar para o bem.

Devemos nos dizer ainda: “O que pensa disso o meu diretor [espiritual]? Qual é, segundo ele, meu defeito dominante? Ele é certamente melhor juiz do que eu”. De fato, ninguém é bom juiz em causa própria, e aqui o amor próprio nos engana.

Bem, muitas vezes o nosso diretor descobriu esse defeito antes de nós, e talvez já tentou algumas vezes falar a respeito. Nós, porém, temos, talvez, procurado nos escusar?

E aqui a escusa é pronta, porque o defeito dominante excita facilmente todas as nossas paixões, as comanda como se lhes fosse o dono, e estas lhe obedecem instantaneamente. Desse modo, o amor próprio ferido excita, prontamente, a ironia, a cólera, a impaciência.

Além disso, quando o defeito dominante se enraíza em nós, tem uma repugnância particular em deixar-se desmascarar e combater, porque quer reinar em nós. E isso chega, às vezes, a tal ponto que se o próximo nos acusa de tal defeito nós lhe respondemos: “Posso ter mil defeitos, mas este realmente eu não o tenho”.

Podemos reconhecer o defeito dominante também pelas tentações que nosso inimigo suscita mais frequentemente em nós, porque ele costuma nos atacar, sobretudo por este ponto fraco da nossa alma.

Finalmente, nos momentos de verdadeiro fervor, as inspirações do Espírito Santo vêm a nos pedir sacrifícios precisamente sobre este ponto.

Se recorrermos sinceramente a estes diferentes meios de discernimento, não nos será muito difícil reconhecer esse inimigo interior que carregamos em nós e que nos torna escravos: “Quem se entrega ao pecado é escravo do pecado”, diz Jesus em São João (8,34). É como uma prisão interior que carregamos em nós, onde quer que vamos. Devemos, portanto, aspirar ardentemente à libertação.

Que graça é para nós nos encontrarmos com um santo que nos diga: “Eis o teu defeito dominante e eis também a atração principal da graça que deves seguir generosamente para chegar à união com Deus”.

É por isso que o Senhor chamou “filhos do trovão” – Boanerges – aos jovens Apóstolos Tiago e João, que queriam que descesse fogo do céu sobre uma aldeia que se recusara a recebê-los. Lemos em São Lucas (9,56): “Ele advertiu-os, dizendo: ‘Não sabeis de qual espírito sois! O Filho do homem veio, não para perder os homens, mas para salvá-los’.”

Na escola do Salvador, os dois Boanerges tornaram-se doces e mansos, tanto que São João Evangelista, no final de sua vida, só sabia dizer uma coisa: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros” (1Jo 3,18-23). E quando lhe perguntavam por que repetia sempre a mesma coisa, ele respondia: “É o preceito do Senhor, e se o observardes, tereis feito tudo”. João não tinha perdido nada de seu ardor, de sua sede de justiça, mas estas qualidades se haviam espiritualizado e acompanhado por uma grande doçura.

Padre Réginald Garrigou-Lagrange
(Trecho de “As Três Idades da Vida Interior”, Vol. II, Padre Réginald Garrigou-Lagrange, Edizioni Vivere In).
Tradução: Giulia d’Amore.



I veri amici del popolo non sono né rivoluzionari, né novatori, ma tradizionalisti. (San Pio X, Lettera Apostolica “Notre charge apostolique”)
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Relato de experiência de Quase Morte.
IMPRESSIONANTE!!!


Estou trazendo aqui um relato impressionante de uma experiência de quase morte Mellen-Thomas Benedict é um artista que sobreviveu a uma experiência de quase-morte em 1982. Ele permaneceu morto por mais de uma hora e meia após ter morrido de câncer. 

É uma lição para todos nós valorizarmos mais a vida, o semelhante, o Planeta Terra. Ele viu o que somos verdadeiramente, seres de uma beleza incomparável, poderosos e puro amor. Estamos “representando” aqui na terra um papel que exprime apenas uma minúscula parcela do que somos, e que ter uma visão negativa do mundo em que vivem mesmo sendo da 3º pode conduzir a morte de modo negativo.

Na hora de sua morte ele saiu do corpo e foi para a luz. Ele estava curioso a respeito do universo, e foi levado pra longe, para as profundezes remotas da existência e além, para o vazio energético do nada que existe por detrás do Big Bang. Durante a sua experiência, ele absorveu uma quantidade enorme de informações sobre a reencarnação. 

Por causa da sua experiência de quase-morte, ele trouxe de volta descobertas científicas. O Sr. Benedict tem estado profundamente envolvido com os mecanismos de comunicação celular e pesquisas sobre o relacionamento entre a luz e a vida que se chama Biologia Qüântica.

O Sr. Benedict descobriu que as células vivas respondem muito rapidamente à estimulação de luz, e isto resulta entre outras coisas, numa cura de alta velocidade. 

Ele é um pesquisador, inventor e palestrante, que tem seis patentes nos Estados Unidos. A experiência quase-morte do Sr. Benedict foi re-impressa aqui com autorização dos autores Dr. Lee Worth Bailey e Jenny Yates. 

O seu livro excelente intitulado The Near-Death Experience: A Reader publicado pela Routledge, Nova York, em 1996, é altamente recomendável pelo webmaster um pedaço da sua experiência quase-morte também aparece no livro de P. M. H. Atwater, Beyond the Light . Sobre a experiência de Mellen, Dr. Ken Ring ressaltou, "Sua história é uma das mais extraordinárias dentro da extensa pesquisa que tenho feito sobre experiências de quase-morte."
                                                              
Em 1982 eu morri de um câncer terminal. A doença era inoperável, e todos os tipos de quimioterapia que me davam me faziam vegetar cada vez mais. Os médicos me deram de seis a oito meses de vida. Eu fui um obstinado por informações nos anos 70, e me tornei cada vez mais desanimado por causa da crise nuclear, da crise ecológica e esses assuntos. E, por não ter um base espiritual, eu passei a acreditar que a natureza havia cometido um engano e que nós provavelmente éramos um organismo canceroso no planeta. 

Eu não via nenhuma saída para os problemas que tínhamos criado para nós mesmos e para o planeta. E enxergava todos os humanos como sendo câncer, já que era isso que eu tinha. Foi isso que me matou. Cuidado com a sua visão do mundo. Ela pode voltar pra você, especialmente se for uma visão de mundo negativa. Eu tinha uma visão gravemente negativa. Isto foi o que me conduziu à morte. 

Eu tentei vários métodos alternativos de cura, mas nada ajudou. Então eu decidi que isto ficaria apenas entre eu e Deus. Na verdade eu nunca havia encarado Deus antes, nem lidado com Ele. Eu não tinha nenhuma espiritualidade na época, mas eu comecei uma jornada para aprender espiritualidade e curas alternativas. Eu li tudo o que pude e me agarrei ao assunto, porque eu não queria ter uma surpresa quando chegasse do outro lado. Comecei a ler sobre várias religiões e filosofias. Tudo era muito interessante e me deu uma esperança de que havia alguma coisa do outro lado. Por outro lado, eu era um artista liberal que fazia vitrais e não possuía assistência médica. Então, todas as minhas economias se foram do dia pra noite nos exames médicos. 

Enfrentei os médicos sem nenhum tipo de seguro. Eu não queria que a minha família se afundasse financeiramente e decidi lidar com isso sozinho. Eu não tinha dores constantes, mas apagava de vez em quando. Fiquei de um jeito que nem me atrevia a dirigir e eventualmente ia parar no hospital. Eu contratei minha própria enfermeira. E fui abençoado por este anjo, que ficou junto comigo na fase terminal. 

Eu durei cerca de dezoito meses. Não quis tomar muitos remédios, para ficar o mais consciente possível. E comecei a ter tanta dor, que isso era a única coisa que eu tinha na consciência, felizmente por poucos dias de cada vez. Eu me lembro de acordar um dia em casa por volta das 4:30 da manhã, sabendo que estava acabado. Este era o dia em que eu ia morrer. Então eu chamei uns amigos para me despedir. Eu acordei minha enfermeira e disse a ela. Eu tinha um acordo particular com ela de que ela deixaria meu corpo morto sozinho por umas seis horas, porque eu tinha lido que muitas coisas interessantes acontecem quando você morre. Eu voltei a dormir. 

A próxima coisa que eu lembro é o começo de uma típica experiência quase-morte. Subitamente eu estava totalmente consciente e de pé, mas meu corpo estava na cama. Tinha uma escuridão a minha volta. A experiência de estar fora do corpo foi mais vívida do que as experiências ordinárias. Foi tão vívida que eu podia ver cada cômodo da casa, eu podia ver o topo da casa, eu podia ver em volta da casa, eu podia ver embaixo da casa. Tinha uma luz brilhando. Eu me virei para ela. A luz era muito similar com o que muitas outras pessoas haviam descrito nas suas experiências quase-morte. A Luz é magnífica. É tangível; você pode senti-la. É atraente; você quer ir pra ela da mesma forma como você iria para os braços da sua mãe ou do seu pai ideais. Na medida em que eu fui me movendo para a luz, eu senti intuitivamente que se eu fosse até lá eu estaria morto. Então na medida em que eu ia me movendo para a luz eu disse, "Por favor, espere um pouco, espere um segundo. Eu quero refletir sobre isto; eu gostaria de conversar com você antes de ir." Para a minha surpresa, toda a experiência parou naquele ponto. Você está sim no controle de sua experiência quase-morte. Isto não é como um passeio na montanha-russa. Então meu pedido foi honrado e eu tive alguma conversas com a luz. 

A luz estava sempre se transformando em figuras como Jesus, Buda, Krishna, mandalas) , imagens arquetípicas e simbólicas. Eu perguntei a ela, "o que está acontecendo aqui? Por favor luz, esclareça-me. 

Eu realmente quero saber a verdade sobre esta situação." Eu não tenho palavras exatas para dizer , porque foi um tipo de telepatia. A luz respondeu. A informação que foi transferida a mim foi que as suas crenças dão forma ao tipo de feedback que você obtém diante da luz. Se você for Budista ou Católico ou Fundamentalista, você terá um feedback relacionado com o que você acredita. 

Você tem uma chance de olhar e examinar as coisas, mas a maioria das pessoas não fazem isso. Enquanto a luz se revelava para mim, eu me dei conta que o que eu realmente estava vendo era uma matriz de nosso Eu Superior. O que eu posso dizer é que aquilo se transformou em uma matriz, uma mandala de almas humanas, e o que eu percebi foi que o que nós chamamos de Eu Superior em cada um de nós, é na verdade uma matriz. E é também um canal condutor para a Fonte; cada um de nós vem diretamente de lá, como uma experiência direta da Fonte. Todos temos um Eu Superior, ou uma parte além-alma. Ela se revelou para mim na sua forma mais verdadeira. A única forma que eu encontrei para descrever isso é o que o Eu Superior é como um canal. Ele não parece um canal mas é uma conexão direta com a Fonte que todos nós temos. Nós estamos diretamente conectados com a fonte. A luz estava me mostrando a matriz do Eu Superior. E ficou bem claro para mim que todos os Eus Superiores estão conectados como um ser só, todos os humanos estão conectados como um ser só, nós somos na verdade o mesmo ser, diferentes aspectos do mesmo ser. Independente de religiões. Este foi o meu feedback. 

E eu vi a mandala de seres humanos. É a coisa mais linda que eu já vi. Eu fui até ela e foi simplesmente magnífico, avassalador. Era como se todo o amor que você sempre quis estivesse ali. Aquele tipo de amor que cura, que cicatriza, que regenera. 

Enquanto eu pedia que a luz continuasse explicando, eu entendi o que é a matriz do Eu Superior. Nós temos uma rede em volta do planeta onde todos os Eus Superiores estão conectados. É como uma grande companhia, um nível de energia sutil que está próximo, o nível espiritual, pode-se dizer. Então, após uns minutos, eu pedi por mais esclarecimento. 

Eu realmente queria saber sobre o universo, e eu estava pronto para saber naquele momento. Eu disse, "Estou pronto, pode me levar." 

Então a luz virou a coisa mais linda que eu já vi até hoje: a mandala de almas humanas neste planeta. E eu com a minha visão negativa sobre o que aconteceu no planeta. 

Conforme eu pedia para luz a continuar me esclarecendo, eu vi nessa mandala como nós somos lindos na nossa essência, no nosso núcleo. Nós somos as mais lindas criações. A alma humana, a matriz humana da qual todos fazemos parte é absolutamente fantástica, requintada, exótica, tudo. Eu não tenho palavras suficientes para expressar como este instante mudou a minha visão do ser humano. E disse, "Oh, Deus, eu não sabia o quanto somos belos" Em qualquer nível, alto ou baixo, em qualquer forma que você esteja, você é a criação mais linda sim. Eu fiquei atônito ao perceber que não existe nada de mau em nenhuma alma.

E disse, "Como pode ser?"

E a resposta foi que nenhuma alma era ruim por natureza. As coisas terríveis que acontecem com as pessoas podem levá-las a fazer coisas ruins, mas suas almas não são más. 

O que todas as pessoas buscam, e o que as sustenta é o amor, a luz me disse. O que distorce as pessoas é a falta de amor. 

As revelações vindas da luz pareciam não ter fim, e então eu perguntei, "Isto quer dizer que a raça humana será salva?" E a Grande Luz falou, ao som de um tipo de toque de trombetas e com uma chuva de luzes espiraladas, "Lembre-se disso e nunca esqueça;

Você salva, redime e cura a si mesmo. Você sempre pôde fazer isto. Você sempre poderá. Você foi criado com este poder, desde antes do começo do mundo." 

Naquele momento eu fui até mais longe. Eu entendi que NÓS JÁ FOMOS SALVOS, e nós nos salvamos porque fomos feitos para a auto-correção, assim como o resto do universo de Deus. Este é o porquê da segunda vinda. Eu agradeci à Luz de Deus com todo o meu coração. A melhor coisa que eu pude dizer foram estas palavras simples de agradecimento pleno: "Oh Deus amado, Universo querido, amado Ser Superior, eu amo a minha vida." 

A luz parecia respirar em mim ainda mais profundamente. Era como se a luz estivesse me absorvendo completamente. O amor que a luz é, até esse dia, é algo indescritível.

Eu penetrei em uma outra realidade, mais profunda que a anterior, e percebi algo muito, muito maior. Era um fluxo de luz, vasto e repleto, no meio do coração da vida. Eu perguntei o que era aquilo. A luz respondeu, "Este é o RIO DA VIDA. Beba desta água manancial para satisfazer o seu coração." E assim fiz eu. Tomei um grande gole e depois mais um. Beber da própria vida! Eu fiquei em êxtase.

E então a luz disse, "Você deseja algo." A luz sabia tudo sobre mim, todo passado, presente e futuro. "Sim!" eu sussurrei Eu pedi para ver o resto do universo; além do nosso sistema solar, além de toda a ilusão humana. A luz então me disse que eu poderia ir com o Rio. Eu fui, e fui carregado através da luz para o fim do túnel. Eu senti e ouvi uma série de estrondos sonoros muito suaves. Que enxurrada! De repente, eu parecia estar sendo lançado para fora do planeta no rio da vida. Eu vi a Terra voar para longe. O sistema solar, com todo seu esplendor passou por mim a toda velocidade e desapareceu. Mais rápido que a velocidade da luz, eu voei através do centro da galáxia, absorvendo cada vez mais conhecimento. Eu aprendi que esta galáxia, e todo o universo, estão abarrotados das mais variadas espécies de VIDA. 

Eu vi muitos mundos. A boa notícia é que não estamos sós neste universo! Conforme eu viajava por este fluxo de consciência através do centro da galáxia, o fluxo estava se expandindo em imponentes ondas fractais de energia. Os super-conglomerados de galáxias com toda sua sabedoria ancestral passaram por mim. Aquilo foi uma maravilha inimaginável! Eu realmente estava como uma criança maravilhada; um bebê no mundo da fantasia! Parece que todas as criações do universo passavam voando por mim e desapareciam num ponto de luz. Quase que imediatamente uma segunda luz apareceu. 

Ela vinha de todos os lados, e era bem diferente; uma luz composta de mais do que todas as freqüências no universo. E novamente eu senti e ouvi um monte de estrondos sonoros suaves. Minha consciência ou meu ser, estavam se expandindo para todo o universo holográfico e para além dele. Conforme eu passava pela segunda luz, eu me dei conta de que eu tinha transcendido a verdade. Estas são as melhores palavras que eu encontrei, mas vou tentar explicar melhor. Conforme eu passava pela segunda luz, eu me expandi além da primeira luz. Eu me encontrei num profundo estado de quietude, além de todo e qualquer silêncio. Eu pude ver ou perceber o ETERNO, além do infinito. Eu era o vazio. Eu estava na pré-criação, antes do Big Bang. Eu ultrapassei o começo do tempo - a primeira palavra - a primeira vibração. Eu estava no centro da criação. Eu senti como se eu estivesse tocando a face de Deus. Não foi um sentimento religioso. Eu estava simplesmente em harmonia com a vida absoluta e com a consciência. Quando eu digo que eu pude ver ou perceber o eterno, eu quero dizer que eu pude vivenciar toda criação se gerando. Não tinha começo nem fim. Este é um pensamento que desafia a mente não? Os cientistas vêem o Big Bang como um único episódio que criou o universo. Eu vi que o Big Bang é apenas um de um número infinito de Big Bangs que criam universos infinita e simultaneamente. A única imagem que chega um pouco perto disso, em termos humanos, seriam aquelas criadas pelos supercomputadores que usam equações geométricas fractais. Os povos ancestrais sabiam disso. Eles diziam que a Mente de Deus criava universos novos periodicamente, através da expiração, e des-criava (de-creating) outros universos através da inspiração. Estes períodos, ou épocas eram chamados de Yugas. A ciência moderna chama de Big Bang. Eu estava na consciência pura e absoluta. Eu podia ver ou perceber todos os Big Bangs ou Yugas criando e des-criando a si próprios. Na mesma hora eu entrei neles todos simultaneamente. 

Eu vi que toda e qualquer parte da criação tem o poder de criar. É muito difícil tentar explicar isso. Eu ainda não tenho palavras. Depois do meu regresso eu fiquei anos assimilando a experiência do vazio. E o que eu posso dizer é que o vazio é ao mesmo tempo menos do que nada e mais do que tudo que existe. O vazio é o zero absoluto; o caos formando todas as possibilidades. É a consciência absoluta, ainda mais do que a inteligência universal. Onde está o vazio? Eu sei. Está dentro e fora de tudo. Você, neste momento, enquanto vive, está sempre dentro e fora do vazio simultaneamente. 

Você não precisa ir a lugar algum nem morrer para chegar lá. O vazio é o vácuo ou o nada entre todas as manifestações físicas. O ESPAÇO entre átomos e seus componentes. A ciência moderna começou a estudar esse espaço entre tudo. Eles chamam isso de Ponto Zero ). Sempre que eles tentaram mensurá-lo, chegavam a conclusão que não tinham instrumentos com escalas compatíveis, que seriam infinitas, por assim dizer. Existe muito mais 'Ponto Zero' no seu próprio corpo e no universo do que qualquer outra coisa! O que os místicos chamam de vazio não é vazio. É cheio de energia, uma energia diferente, que criou tudo o que somos. Tudo desde o Big Bang é vibração, desde a primeira palavra, que é a primeira vibração. 

O "Eu Sou" bíblico realmente tem um ponto de interrogação depois. "Eu Sou? O que Sou Eu?" Então a criação é Deus explorando a Si Mesmo através de tudo o que se possa imaginar, numa contínua e infinita exploração por meio de cada um de nós. Através de cada fio de cabelo da sua cabeça, através de cada folha, em cada árvore, através de cada átomo, Deus está explorando a Si Mesmo, o grande "Eu Sou". 

Eu comecei a enxergar que tudo o que é, é o Eu (Self), literalmente; o seu Eu (your Self), o meu Eu (my Self). Tudo é o grande Eu. 

É por isso que até quando uma folha cai Deus sabe. Isto é porque onde quer que você esteja, este é o centro do universo. Em qualquer lugar que qualquer átomo estiver este é o centro do universo. Deus está lá e Deus está no vazio. 

Enquanto eu estava explorando o vazio e todos os yugas ou criações, eu estava totalmente fora das nossas concepções de tempo e espaço. E eu descobri, nesse estado expandido, que a criação é puramente consciência absoluta, ou Deus, vindo para a experiência da vida que conhecemos. O vazio em si é destituído de experiência. Ele é pré-vida, antes da primeira vibração. A Mente de Deus é mais do que vida e morte. Portanto existe muitas coisas além de vida e morte para se experimentar no universo! Eu estava no vazio e estava consciente de tudo o que já foi criado. Era como enxergar com os olhos de Deus. De repente eu não era mais eu. A única coisa que eu posso dizer é que eu estava vendo com os olhos de Deus. E subitamente eu soube o porquê de cada átomo, e pude enxergar tudo. 

O interessante foi que eu fui para o vazio e eu voltei com o entendimento de que Deus não está lá. Deus está aqui. É isso. Então a busca constante da raça humana de ir para fora para achar Deus......Deus deu tudo para nós, tudo está aqui, é aqui que está. E o que nós estamos vivendo agora é a exploração de Deus sobre Si mesmo em nós. As pessoas estão tão ocupadas tentando se tornar Deus que elas deveriam entender que nós já somos Deus e Deus está se tornando nós. É exatamente isso. 

Quando eu entendi isso, eu já estava satisfeito com o vazio, e queria retornar a esta criação , ou yuga. Parecia a coisa mais natural a ser feita. Então eu de repente voltei pela segunda luz, ou Big Bang, e escutei mais alguns estrondos. Eu vim pelo rio da consciência de volta por toda a criação, que passeio! Os super conglomerados de galáxias passaram por mim me dando ainda mais insights. Eu passei pelo centro da nossa galáxia, que é um buraco negro. Buracos negros são os grandes processadores ou recicladores do universo. você sabe o que tem do outro lado de um buraco negro? Somos nós; nossa galáxia; que foi reprocessada de um outro universo. Na sua configuração energética total, a galáxia parecia uma fantástica cidade de luzes. Toda energia deste lado do Big Bang é luz. 

Cada sub-átomo, átomo, estrela, planeta, até a própria consciência é feita de luz e tem uma freqüência e/ou partícula. Luz é uma coisa viva. Tudo é feito de luz, até as pedras. Então tudo está vivo. Tudo é feito da luz de Deus; tudo é muito inteligente. Conforme eu vinha pelo rio, eventualmente eu avistava uma luz enorme vindo. Eu sabia que era a primeira luz; a matriz do Eu Superior do nosso sistema solar. Então o sistema solar inteiro apareceu na luz, acompanhado de um daqueles estrondos suaves. Eu vi que o sistema solar no qual vivemos é o nosso maior corpo. Este é o nosso corpo local e somos muito maiores do que imaginamos. Eu vi que o sistema solar é o nosso corpo. 

Eu sou uma parte dele, e a terra é um grande ser criado que somos nós, e nós somos a parte dela que sabe que é assim. Mas nós somos apenas uma parte dela. Nós não somos tudo, mas somos uma parte que sabe que é assim. Eu pude vislumbrar toda a energia que esse sistema solar gera, e esse é um show de luzes inacreditável! Eu pude escutar a Música das Esferas) . Nosso sistema solar, assim como todos os corpos celestes, gera uma matriz única de luz, som e energias vibracionais. Civilizações avançadas de outros sistemas estelares podem localizar vida no universo na forma que a conhecemos pela vibração ou padrão matricial. Como em uma brincadeira de crianças. As crianças da terra (seres humanos) produzem um som abundante neste momento, como crianças brincando no quintal do universo. 

Eu fui pelo rio até o centro da luz. Senti-me abraçado por ela conforme ela ia me levando para dentro de sua respiração novamente, seguido por mais um estrondo. Eu estava na grande luz de amor com o rio da vida fluindo através de mim. E tenho que dizer de novo, esta é a luz mais amorosa e sem julgamentos que existe. É o pai-mãe ideal para a sua criança. "E agora?" eu me perguntei. A luz me explicou que não existe morte; somos seres imortais. Nós já estivemos vivos desde sempre. Eu compreendi que fazemos parte de um sistema vivo que se recicla eternamente. 

Ninguém me disse que eu tinha que voltar. Eu simplesmente soube que eu voltaria. Era natural, a partir do que eu tinha visto. Eu não sei quanto tempo eu fiquei com a luz, em tempo humano. Mas chegou um momento em que eu percebi que todas as minhas perguntas tinham sido respondidas do outro lado, de verdade. Todas as minhas perguntas tinham sido respondidas. 

Cada ser humano tem uma vida diferente, e perguntas diferentes. Algumas de nossas perguntas são universais, mas cada um de nós explora isso a que chamamos vida de uma forma própria. E assim é com todas as formas de vida, de montanhas até cada folha em cada árvore. E isso é muito importante para o resto de nós neste universo. Porque tudo contribui para a Grande Figura, a totalidade da vida. Nós somos literalmente Deus explorando a Si Mesmo na dança infinita da vida. A peculiaridade de cada um contribui com toda a existência. Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, nem passou pela minha mente, e também ninguém me disse, que eu retornaria para o mesmo corpo. 

E também nem importava. Eu tinha total confiança na luz e no processo da vida. Conforme o rio se fundiu com a grande luz, eu pedi para nunca esquecer as revelações e as sensações do que eu tinha aprendido do outro lado. Eu ouvi um "Sim". Foi como um beijo na minha alma. Então eu fui conduzido de volta pela luz na realidade vibratória novamente. O processo inteiro se reverteu, até com mais informação sendo passada para mim. Eu voltei para casa, e eu estava tendo lições sobre os mecanismos da reencarnação. Eu estava obtendo respostas para todas aquelas pequenas perguntas que eu tinha: "Como isto funciona? Como aquilo funciona?" Eu sabia que eu reencarnaria. 

A terra é um grande processador de energia, e a consciência individual desenvolve-se a partir do interior de cada um. Eu pensei em mim como um humano pela primeira vez, e fiquei feliz por sê-lo. Depois de tudo o que eu vi, eu já ficaria feliz em ser um átomo no universo. Um átomo. Imagine ser a parte humana de Deus...essa é a bênção mais fantástica. É uma benção que está muito além da maior expectativa do que uma benção pode ser. Para cada um de nós, ser a parte humana dessa experiência é algo imponente, magnífico. Cada um de nós, independentemente de onde estivermos, com problemas ou não, é uma benção para o planeta, onde estivermos. Então eu passei pelo processo de reencarnação esperando ser um bebê em algum lugar. 

Mas eu estava recebendo um ensinamento sobre como a identidade individual e a consciência se desenvolvem. E eu reencarnei de volta neste corpo. Eu fiquei tão surpreso quando eu abri meus olhos. E não sei por que, porque eu já tinha entendido isso, mas ainda assim foi uma surpresa estar de volta neste corpo, de volta no meu quarto, com alguém se debulhando em lágrimas por cima de mim. Era minha enfermeira. Ela desistiu uma hora e meia após me encontrar morto. Ela teve certeza de que eu estava morto; todos os sinais de morte estavam lá - e eu já estava ficando enrijecido. 

Não sabemos há quanto tempo eu estava morto, mas sabemos que se passou uma hora e meia desde que eu fui encontrado. Ela tinha respeitado o meu desejo de deixar meu corpo recém-falecido a sós por umas horas, o máximo que ela pudesse. Nós tínhamos um estetoscópio amplificado e muitas maneiras de checar as funções vitais do corpo para ver o que estava acontecendo. 

Ela pode verificar que eu estava morto mesmo. Não foi uma experiência de quase-morte. Eu experienciei a morte por no mínimo uma hora e meia. Ela me encontrou morto e olhou o estetoscópio, a pressão arterial e o monitor cardíaco por uma hora e meia. Daí eu acordei e vi luz do lado de fora. Eu tentei levantar para ir até ela, mas eu caí da cama. Ela ouviu o barulho, entrou correndo e me viu no chão. Quando me recuperei eu estava muito surpreso e ainda atônito sobre o que tinha acontecido comigo. No começo toda a memória da viagem que eu fiz não estava lá. Eu continuava escorregando para fora deste mundo e continuava perguntando, "será que estou vivo?" Este mundo parecia mais um sonho do que o de lá. Em três dias eu estava me sentindo normal novamente, com mais clareza, embora de uma maneira que eu nunca tinha me sentido antes. Minha lembrança da viagem voltou um pouco depois. 

Eu não conseguia ver mais nada de errado com os seres humanos como eu via antes. Antes disso tudo eu costumava julgar muito. Eu achava que muitas pessoas eram problemáticas, na verdade todos eram problemáticos, menos eu. Mas eu curei tudo isso. 

Cerca de três meses depois, um amigo me falou que eu deveria fazer exames, e assim eu fiz. Eu estava me sentindo muito bem, mas fiquei com medo de ter más notícias. Eu me lembro do médico na clínica olhando para os exames de antes e de depois, dizendo, "Bem, você não tem nada." Eu disse, "Verdade? Isto é um milagre?" Ele disse, "Não, essas coisas acontecem, e são chamadas de remissões espontâneas." Ele não se impressionou. Mas foi um milagre, e eu me impressionei, mesmo se ninguém mais o fizesse. O mistério da vida tem muito pouco a ver com inteligência. O universo não é um processo intelectual mesmo. O intelecto ajuda; é brilhante, mas agora é só com isso que a gente processa, ao invés de nossos corações e a parte mais sábia de nós. 

O centro da terra é um grande transmutador de energia, como vemos em filmes sobre o campo magnético da terra. Esse é nosso ciclo, atraindo almas reencarnadas de volta e completando novamente o ciclo. Um sinal de que você está atingindo o nível humano é quando você começa a desenvolver uma consciência individual. 

Os animais tem uma alma grupal, e eles reencarnam em grupos de almas. Um veado será um veado para sempre. Mas ao se tornar um humano, não importa se um humano deformado ou um gênio, mostra que você está no caminho do desenvolvimento de uma consciência individual. Isto faz parte da consciência de grupo a qual chamamos humanidade. Eu vi que as raças são conglomerados de personalidades. Nações como França, Alemanha e a China têm cada uma a sua personalidade. Cidades tem personalidades, elas têm grupos de almas que atraem certas pessoas. Famílias têm grupo de almas. A personalidade individual está se desenvolvendo como ramificações de um fractal: a alma grupal se explora na nossa individualidade. As diferentes questões que cada um de nós tem são muito muito importantes. Esta é a forma pela qual a Mente de Deus explora a si mesma - através de você. Então faça as suas perguntas, realize as suas pesquisas. 

Você encontrará o seu Eu e encontrará Deus neste Eu, porque só existe o Eu. Mais do que isto, eu comecei a ver que cada um de nós, humanos, somos almas-gêmeas ). Nós somos parte da mesma alma, que se fragmenta (fractaling) (em diversas e criativas direções, mas ainda é a mesma alma. 

Agora quando eu olho pra qualquer ser humano eu vejo uma alma-gêmea, minha alma gêmea, aquela que eu sempre procurei. Além disso, a maior alma-gêmea que você irá encontrar é você mesmo. 

Somos todos masculinos e femininos. Nós vivemos isso no útero e nos estágios de reencarnação. Se você está procurando por uma alma-gêmea definitiva fora de você, pode ser que você não encontre, ela não está lá. Assim como Deus não está "lá". Deus está aqui. Não procure Deus fora. Procure Deus aqui. Olhe para o seu Eu. Comece pelo maior caso de amor que você jamais teve...com você mesmo. A partir daí você passará a amar tudo. 
Eu fiz uma descida ao que vocês chamariam de inferno, e foi muito surpreendente. Eu não encontrei satã ou o mal. Minha descida ao inferno foi uma descida à miséria humana, à ignorância e escuridão do não-saber dentro de cada um. Parecia uma eternidade de miséria. 

Mas cada uma das milhões de almas a minha volta tinham uma pequena estrela de luz sempre disponível. Mas ninguém parecia prestar atenção nela. Eles estavam consumidos pela sua própria dor, trauma e miséria. Mas, após o que parecia uma eternidade, eu comecei a buscar aquela luz, como uma criança pedindo a ajuda dos pais. Então a luz se abriu formando um túnel que veio direto para mim e me isolou daquele medo e daquela dor. Isto é o que o inferno realmente é. Então o que estamos fazendo é aprender a dar as mãos, e nos unir. As portas de saída do inferno estão abertas agora. Nós vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos. 

A luz veio para mim e se transformou em um enorme anjo dourado. Eu disse, "você é o anjo da morte?" Ele expressou para mim que ele era minha alma superior, minha matriz do Eu Superior, uma parte super-antiga de nossos seres. Então eu fui levado para a luz. 

Em breve nossa ciência irá quantificar o espírito. Não será maravilhoso? Estão aparecendo aparelhos que são sensíveis à energia sutil ou espiritual. Os físicos utilizam os aceleradores de partículas para esmagar átomos e ver do que eles são feitos. Eles chegaram nos quarks e charms, e tudo mais. Bom, um dia eles chegarão àquilo que mantém tudo isso junto e eles serão obrigados a chamar isso de .....Deus. Com os aceleradores de partículas, eles não apenas vêem o que está aqui, mas eles estão criando partículas. Graças a Deus a maioria delas tem vida curta de milisegundos e nanosegundos. Nós apenas estamos começando a entender que nós também estamos criando, conforme caminhamos. Como eu vi a eternidade, eu vim para uma realidade na qual existe um ponto em que passamos todo o conhecimento e começamos a criar o próximo fractal. 

Temos o poder de criar conforme vamos explorando. E isso é Deus expandindo seu ser através de nós. Desde o meu retorno eu venho experimentando a luz espontaneamente, e eu aprendi como ir para aquele espaço quase que em qualquer hora na minha meditação. Cada um de vocês pode fazer isso. Já está no seu equipamento, você já está capacitado.

O corpo é a luz mais maravilhosa que existe. O corpo é um universo de uma luz incrível. O Espírito não está nos forçando a dissolver o corpo. Não é isso que está acontecendo. Pare de tentar se tornar Deus; Deus está se tornando você. Aqui. 

A mente é como uma criança correndo pelo universo, exigindo e pensando que ela criou o mundo. Mas eu pergunto para a mente: "O que a sua mãe tinha a ver com isso? Este é o próximo nível de consciência espiritual. Ah, minha mãe! De repente você desiste do ego, porque você não é a única alma do universo. Uma das perguntas que eu fiz para a luz foi, "o que é o céu?" Eu ganhei de presente um tour por todos os céus que foram criados: os Nirvanas, os Campos da Fartura, todos. Eu passei por eles. Eles são formas-pensamento que nós criamos. Nós não vamos realmente para o céu; nós somos reprocessados. Mas seja o que quer que criemos, nós deixamos uma parte de nós lá. É real, mas não é a alma toda. Eu vi o céu cristão. Espera-se que seja um lugar lindo, e você fica na frente do trono, venerando eternamente. Eu tentei. É chato! Isso é tudo que iremos fazer? É infantil demais. Eu não pretendo ofender ninguém. Alguns céus são bem interessantes, e outros são muito chatos. Eu achei os céus dos povos ancestrais mais interessantes, como o dos índios norte-americanos, os Campos da Fartura. Os egípcios têm céus fantásticos. E assim por diante. Existem tantos deles... 

Em cada um deles tem um fractal que é sua interpretação particular, a não ser que você faça parte do grupo de almas que acredita apenas no Deus daquela religião particular. Estamos muito juntos, no mesmo estádio de baseball. Mas mesmo assim, cada um é um pouco diferente. Tem uma parte sua que você deixa ali. Morte é vida, não é céu. Eu perguntei para Deus, "Qual é a melhor religião do planeta? Qual está certa?" E a mente de Deus disse, com muito amor, "Eu não me importo." Isto foi uma graça incrível. Isto significa que nós somos seres que nos importamos. Mas o Deus poderoso de todas as estrelas nos diz, "Não importa em qual religião você está." Elas vêm e vão, elas mudam. O Budismo não esteve aqui sempre, o Catolicismo não esteve aqui sempre, e todos eles estão prestes a ficar mais iluminados. Mais luz está vindo para todos os sistemas agora. Haverá uma reforma na espiritualidade que será tão dramática quanto a reforma protestante. Vai ter um monte de gente brigando por causa disso, uma religião contra a próxima, acreditando que só ela está certa. 

Todo mundo pensa que é dono de Deus, as religiões e filosofias, especialmente as religiões, porque elas formam grandes organizações acerca de sua filosofia. Quando Deus disse "Eu não me importo", eu entendi imediatamente que é para a gente se importar. É importante, porque somos os 'cuidadores'. Importa para nós e isso que é importante. O que temos é uma equação de energia na espiritualidade. Em última instância Deus não importa se você é Protestante, Budista ou seja lá o que for. Isto é apenas uma faceta do todo. Eu adoraria que todas as religiões entendessem isso e deixassem os outros Serem. Não é o fim das religiões, mas nós estamos falando do mesmo Deus. Viva e deixe viver. Cada um tem um ponto de vista diferente. E todos adicionam algo ao grande quadro; todos são importantes. 

Eu fui para o outro lado com um monte de medos sobre lixo tóxico, mísseis nucleares, explosão demográfica, florestas tropicais. E voltei amando cada problema. Amo a radioatividade. Amo aquela nuvem em forma de cogumelo, esta é a mandala mais sagrada que nós manifestamos até agora, como um arquétipo. Esta nuvem, mais do que qualquer religião ou filosofia na terra, nos levou de repente para um outro nível de consciência, todos juntos. 

O fato de sabermos que nós podemos explodir o planeta 50 ou 500 vezes, nos fez finalmente perceber que estamos todos unidos neste momento. Por um período eles tem que explodir mais bombas para que entendamos. Até que comecemos a dizer, "Nós não precisamos mais disso."Neste momento estamos no mundo mais seguro que já existiu, e ele vai ficar ainda mais seguro. Então eu voltei amando a radioatividade, porque ela nos uniu. Essas coisas são muito grandiosas. Como Peter Russel diria, estes problemas agora são do "tamanho da alma." Você tem respostas do tamanho da alma? SIM! A devastação das florestas tropicais vai diminuir, e em cinqüenta anos haverá mais árvores no planeta, como há muito tempo não vemos.
Se você gosta de ecologia; você é aquela parte do sistema que está se tornado consciente. Vá com tudo, mas não fique deprimido. Isto é uma parte de um todo maior. A terra está num processo de domesticação dela mesma. E nunca mais será um lugar tão selvagem como já foi no passado. Haverá lugares selvagens lindos, reservas onde a natureza será vicejante. Jardins e reservas serão a coisa do futuro. O aumento da população estará se aproximando de um alcance ótimo o suficiente para causar uma mudança na consciência. E esta mudança de consciência irá alterar política, dinheiro, energia. 

O que acontece quando sonhamos? Somos seres multi-dimensionais. Podemos acessar estas outras dimensões através dos sonhos lúcidos. Na verdade, o universo é o sonho de Deus. Uma das coisas que eu vi é que os humanos são um grão no planeta que é um grão na galáxia que por sua vez é um grão. Estes são sistemas gigantes, e nós estamos em um tipo de sistema mediano. Mas os seres humanos já são legendários em todo o cosmos da consciência. 

O pequenino ser humano da Terra/ Gaia é legendário. Um dos motivos de sermos legendários é o fato de sonharmos. Nós somos sonhadores legendários. De fato, todo o cosmos tem buscado o significado da vida, o significado de tudo. E foi o pequeno sonhador que veio com a melhor resposta de todas. Nós sonhamos e criamos isso. Sonhos são importantes. Depois de morrer e voltar, eu realmente respeito a vida e a morte. Nas nossas experiências com o DNA, nós devemos ter aberto a porta de um grande segredo. 

Em breve será possível viver o quanto quisermos viver neste corpo. Depois de viver uns 150 anos mais ou menos, existirá uma sensação intuitiva da alma que fará você querer mudar de canal. Viver para sempre em um corpo não é tão criativo quanto a reencarnação, como transferir energia para este fantástico vórtice de energia que nós estamos. 

Nós iremos na verdade ver a sabedoria da vida e da morte, e aproveitá-la. Nós já vivemos desde sempre, assim como estamos vivos agora. Este corpo que você está usando vive desde sempre. Ele vem de um infindável rio da vida, e vai de volta ao Big Bang e além. Este corpo dá vida à próxima vida, na energia densa e na sutil. Este corpo já vive desde sempre. 

Nós vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

refazendo tarefa

1. Inteirar-se sobre o que é a Decápole: origem, localização, cultura e importância.
2. Ler o 1º livro de Macabeus 1,10-64 e elencar as tentativas de helenização dos judeus, sobretudo, por parte de Antíoco IV.
3. Quais foram as formas de resistência dos judeus à imposição cultural e religiosa helenista, segundo 1º Macabeus de 2-16.

Podemos veri󿬁car até aqui que parte da população rompeu a aliança com o deus dos seus antepassa-dos, contudo existiram aqueles que de certa orma resistiram ideologicamente às práticas helenizantes,e os que se revoltaram abertamente como é o caso de Matatias e os seus cinco 󿬁lhos (1Mc 2. 2-5). Sãoenviados a Modin emissários do rei “encarregados de orçar a apostasia”, pediram que Matatias osse oprimeiro a atender as ordens do rei, porém ele se nega e, ao ver outro judeu se oerecer, mata-o e, tam-bém, ao emissário do rei: está declarada a revolta dos Macabeus (1Mc 2. 15-28). Matatias convoca o povo󿬁el à aliança e oge para as montanhas; muitos se juntaram a ele (1Mc 2. 28). Alguns judeus ogem parao deserto e, devido ao ocorrido com Matatias, a guarnição que se encontrava na Acra sai em sua buscae ao serem encontradas no deserto, essas pessoas se recusam a lutar, por ser o Sábado do Senhor, e sãomassacradas pelos soldados Selêucidas (1Mc 2. 29-38).Quando Matatias soube da morte dos seus, “chorou amargamente” e resolve revidar porque, se não,logo todos os judeus 󿬁éis seriam exterminados (1Mc 2. 39-41). Depois, saem pelo território recuperandoa lei das mãos dos gentios, destruindo altares e circuncidando à orça os meninos incircuncisos (1Mc 2.45-48). Na sequência dos acontecimentos, Matatias morre e é delegado a Judas Macabeus o comando doexército (1Mc 2. 65-49).Judas Macabeus conseguiu vencer várias vezes as tropas selêucidas, cujo primeiro comandante, éApolônio, governador da Samaria, que perde, acilmente, a batalha. 2Mc 8. 1-7 nos inorma como eramas estratégias militares utilizadas pelos Macabeus. Judas ia colocando seus homens nas comunidades, àsescondidas chamando outros para a luta. Eles atacavam, preerencialmente, à noite, pegando os habitan-tes e soldados, nas aldeias, de surpresa, provocando incêndios, tomando pontos estratégicos e causandomuitas perdas aos inimigos. Podemos veri󿬁car, também, que, antes de cada batalha, Judas in󿬂amava ocoração dos seus companheiros, recorrendo a discursos carregados de religiosidade como podemos ve-ri󿬁car em 1Mc 3. 18-23, e em 1Mc 4. 8-11, citados a seguir:

Por isso disse Judas aos seus: “Não tenhais medo do seu número, nem vos desenco-rajes ante seu ímpeto. Lembrai-vos de como vossos pais oram salvos no mar verme-lho, quando o Faraó os perseguia com o seu exército. Clamemos, pois agora, ao Céu,suplicando-lhe que se mostre benigno para conosco: que se recorde da Aliança com osnossos pais e esmague, hoje, este exército que está diante de nós. Então saberão todosos povos que existe Alguém que resgata e salva Israel”.

Utilizando-se dessas estratégias relacionadas acima e, às vezes, não podendo ugir do combate corpo--a-corpo, como podemos veri󿬁car em 1Mc 3. 23-26, Judas consegue várias vitórias. Primeiro, venceuApolônio, governador da Samaria (1Mc 3. 10-12), depois o General Seron, comandante do exército daSíria (1Mc 13-26). Na sequência de grandes vitórias, vencendo exércitos cada vez maiores, os Macabeus

derrotam os Generais Nicanor e Górgias, estes enviados pelo regente Lísias, o qual ocupava o lugar doRei Antíoco, pois este estava em campanha militar na Pérsia (1Mc 3. 31-32, 38). Então, em vista da der-rota dos seus generais, o próprio Lísias oi combater os judeus revoltosos e também sucumbiu perante asorças dos macabeus (1Mc 4. 28-35).Depois dessa decisiva vitória, é estabelecida uma relativa trégua, Judas reconquista Jerusalém e o tem-plo é puri󿬁cado e novamente dedicado a YHWH (1Mc 4. 36-55). Um tempo depois, no ano de 164 aEC,Antíoco Epíanes morre na Pérsia e antes de morrer, declara que Felipe deveria ser o tutor de seu 󿬁lhoe preparando-o para ser rei (1Mc 6. 1-17). Lísias, por sua vez, assim que soube da morte do rei AntíocoEpianes proclamou rei o jovem Antíoco e deu-lhe o nome de Eupátor (1Mc 6. 17).Os macabeus, no ano 163/162, resolvem tomar a Acra, depois de terem construído plataormas emáquinas e orti󿬁cado o Santuário e Betsur, sendo que alguns dos sitiados ugiram e oram pedir ajudaa Antíoco V (1Mc 6. 18-27). Este, certamente orientado por Lísias reúne um grande exército e parte emcampanha militar contra os judeus. Na Batalha de Bet-Zacarias Judas sore a primeira derrota e é sitiadono monte Sião (1Mc 6. 28-54). No entanto, para a sorte dos Judeus sitiados, Felipe o conselheiro de An-tíoco IV, que ora nomeado pelo rei, no leito de morte, como tutor de Antíoco V, volta disposto a lutarpelo poder com a parte do exército que acompanhava o 󿬁nado rei em sua campanha na Pérsia (1Mc 6.55-56). Então Lísias que estava com Antíoco V na Judeia, percebendo as intenções de Felipe argumentacom o rei e os seus generais da seguinte orma:
[...] “Estamos enraquecendo-nos dia por dia. Nossas provisões diminuem e o lugaré orti󿬁cado. Além disso, os cuidados do reino aguardam-nos. Estendamos, pois, amão direita e esta gente, azendo as pazes com eles e com toda a sua nação. Vamosreconhecer-lhes o direito de viverem segundo as suas leis, como antes, já que é porcausa dessas leis, que nós quisemos abolir, que eles se exasperaram e 󿬁zeram tudo isto”(1Mc 6. 57-59).
O rei acata as recomendações de Lísias, e revoga a lei que seu pai tinha outorgado, voltando para aSíria. 2Mc 13. 23 narra esses acontecimentos da seguinte maneira:
Soube então que Felipe, deixado a rente dos negócios do reino, havia-se rebelado emAntioquia. Consternado, entrou em negociações com os judeus, condescendeu comeles e prestou juramento sobre todas as condições que ossem justas. Reconciliado,chegou a oerecer um sacriício e deu mostras de respeito para com o templo e de be-nevolência para com o Lugar Santo.
Um acordo de paz oi estabelecido, porém durou pouco tempo, pois Demétrio, um primo deAntíoco V, que vivia como reém em Roma, consegue escapar, volta para a Síria e mata Lísias e AntíocoV, chegando ao poder em, aproximadamente, 161 aEC (1Mc 7. 1-4). Alcimo, descendente de uma linha-gem de sacerdotes junto com outros judeus helenizados, oram até o rei Demétrio e 󿬁zeram um acordocom ele. Alcimo é declarado Sumo-Sacerdote e tem autorização para se vingar de todos os revoltosos. Os

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

16 de Julho - Nossa Senhora do Carmo







A festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.
Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vêmo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. Suposto isto,causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas.
De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria. 
Santa Teresa, a grande Santa da Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento.
Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.


MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO SIMÃO STOCK


Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.
Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.
A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.
Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.
No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.
A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock.
Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário. “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno". 
Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão. 
Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.
É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.
Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão. 




PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO


Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”. O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina: “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.

O Segundo privilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3, III 1322)
Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII. 


“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se limitou a cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em toda parte são muito grandes, consola também, como piedosamente se crê, aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.


Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições: 


1. Inscrição no registro da Irmandade. 
2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente. 
3. Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória. As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado a praxe de fazer essas devoções diárias.
4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em outras equivalentes. 
5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em honra de Maria Santíssima. (4-1-1908).
A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte. 


REFLEXÕES


O fim, pois, que a irmandade de Nossa Senhora do Carmo se propõe é: propagar o reino de Deus, por meio da devoção a Maria Santíssima, meditar nas virtudes da Mãe de Deus e imitá-las, merecer uma proteção especial de Nossa Senhora, em todos os perigos do corpo e da alma, alcançar-lhe bênção na hora da morte e a libertação das penas do Purgatório. O Escapulário é o hábito da salvação. Para que o possa ser, é preciso que seja a vestimenta da justiça. Se o maior interesse de Maria Santíssima é salvar almas, desejo maior não tem, senão que seus filhos se apliquem à prática das virtudes, do amor de Deus e do próximo, que sejam pacientes, humildes, mansos e puros e trabalhem pela santificação de sua alma.
A história da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é uma epopéia de feitos maravilhosos, na ordem sobrenatural. O escapulário tem sido a salvação de milhares e milhares de cristãos nas suas necessidades espirituais e materiais. Para que nas mãos de Nossa Senhora possa ser efetivamente instrumento de salvação, indispensável é o renascimento espiritual de quem o leva, o cumprimento fiel dos deveres do estado de quem se diz devoto a Nossa Senhora do Carmo. Certamente, não é devoto a Maria Santíssima quem vive em pecado e ofende a Deus sem cessar.


ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO CARMO 


Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Fortificai minha fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade. 


Nossa Senhora do Carmo, libertai as benditas almas do purgatório. Amém! 


(3 Ave-Marias e Glória ao Pai)

São Macabeus, Mártires


01 de agosto dia de São Macabeus, Mártires



Macabeu era o segundo nome de Judas, o terceiro filho de Matatias, que foi o primeiro chefe dos judeus na rebelião contra o imperador sírio Antíoco Epifânio. Posteriormente, o nome foi aplicado a todos os familiares e descendentes de Matatias e àqueles que os seguiram na revolta contra o rei da Síria. Entre eles estavam os santos que a Igreja comemora neste dia. Os Macabeus são os únicos mártires do Antigo Testamento que são comemorados pela Igreja. Os judeus se rebelaram porque Antíoco queria lhes impor a religião grega, mas o pretexto para que eclodisse a revolta foi a perseguição que empreendeu Antíoco contra os judeus, como um alento para o seu furor pela derrota que sofreu no Senado romano em sua segunda campanha contra o Egito (168 aC). Com efeito, Antíoco enviou à Jerusalém um general de nome Apolônio, comandando cerca de vinte e dois mil homens com ordem de helenizar a cidade; e se houvesse qualquer resistência de parte dosjudeus, deviam matá-los, sem piedade, e substituí-los por estrangeiros. O mais famoso dos mártires judeus que preferiu morrer em vez de quebrar a lei de Deus, foi Eleazar. Era um ancião de venerável aspecto e um dos principais escribas ou doutores da Lei. Os perseguidores, pensando que o povo iria seguir o exemplo de Eleazar, tentaram de todas as formas seduzirem a que renegasse sua fé, não poupando adulações, ameaças e violência, mas o ancião não cedeu. Alguns dos que testemunharam as torturas, movidos de compaixão, aconselharam que fosse dado a Eleazar um pouco de carne bovina, que não estava proibida pela lei, para que os judeus acreditassem ter comido carne de porco, e o rei ficasse assim satisfeito. Eleazar, porém, se recusou a aceitar este subterfúgio, dizendo que os jovens se sentiriam, portanto, autorizados a violar a lei, uma vez que ele, com noventa anos de idade, teria adotado os ritos dos gentios. Acrescentou, em seguida que, se cometesse semelhante crime, não escaparia, vivo ou morto, das mãos do Todo-Poderoso. Foi então levado para o local de sua execução e, antes de morrer flagelado, Eleazar exclamou: «Senhor, cujo olhar perscruta o mais íntimo do coração, Tu vês a tortura que sofro; minha alma, porém, se regozija de sofrer por causa da Lei, pois que tenho por Ti um santo temor». Ao martírio de Eleazar seguiu os dos outros sete irmãos, que foram torturados, um após o outro e, com invencível coragem e valor, inspirados por sua própria mãe, Solomônia. A morte do mais jovem foi ainda mais cruel do que a de seus irmãos. A mãe, após ter oferecido a Deus em oração a vida de seus filhos, entregou a sua própria vida ao Altíssimo, fiel à sua Lei. A história dos santos sete Mártires Macabeus inspirou Judas Macabeu que liderou a revolta contra Antíoco Epifânio e, com a ajuda de Deus, conquistou a vitória, purificando em seguida o Templo de Jerusalém de toda a idolatria. Todos estes eventos estão registrados no Segundo Livro de Macabeus, que faz parte do conjunto de livros da Escritura Sagrada. Muitas homilias sobre os santos Mártires Macabeus foram feitas por vários Padres da Igreja – São Cipriano de Cartago; Santo Ambrósio de Milão; São Gregório Nazianzeno e São João Crisóstomo. Os sete santos Mártires Macabeus são: Habim, Antônio, Guriah, Eleazar, Eusebio, Hadim (Halim) e Marcello.

Nossa Senhora no Sábado


Nossa Senhora no Sábado

Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

Santo Afonso Maria de Ligório


02 de agosto dia de Santo Afonso Maria de Ligório

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Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Marianella, no Reino de Nápoles, no dia 27 de Setembro de 1696. De rara inteligência, recebeu em 1712 o doutorado em direito civil e canônico. Não lhe faltaram temperamento e dons artísticos: poeta, músico, arquiteto, pintor. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. Compôs um Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, Tu Scendi dalle Stelle, e numerosos outros hinos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado. No ano 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos. Foi ordenado presbítero a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de presbiterado com os pobres e os jovens humildes de Nápoles. Fundou as "Capelas da Tarde", que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos. No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Afonso escreveu diversas obras importantes para a Igreja sobre espiritualidade e teologia 111 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas (Glorias de Maria, Oração, Tratado da Castidade e etc...). Mas, sua maior contribuição para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa. Em 1762, aos 66 anos foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos. No dia 1º de agosto de 1787, morreu entre os seus no Convento de Pagani. Foi canonizado em 1831 pelo Papa Gregório XVI e declarado Doutor da Igreja (1871) e Padroeiro dos Moralistas e Confessores (1950).