terça-feira, 27 de agosto de 2013

Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo


(Lib. 9,10-11: CSEL 33,215-219)


(Séc.V) 


"Procuremos alcançar a sabedoria eterna
Estando bem perto o dia em que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina. Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem.
Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagávamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2,9). Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas águas celestes de tua fonte, fonte da vida que está junto de ti.
Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras. No entanto, Senhor, tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites. Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou, não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu coma maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?” O que lhe respondi, não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me a mime a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?”
Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria. Ouvindo isto, ansiosa, censurando-o como olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Vê o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no altar de Deus, onde quer que estiverdes”. Terminando como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia da sua doença, aos cinqüenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo".
1Cor 7,29a.30b.31; 2,12a
"Meus irmãos, o tempo é breve.
Os que se alegram sejam, pois,
como se não se alegrassem;
os que usam deste mundo,
como se dele não usassem,
Porque passa a aparência perecível deste mundo
Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo".
Oração
"Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes misericordioso as lágrimas de santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".
(Liturgia das Horas

segunda-feira, 26 de agosto de 2013


Pequeno Guia para Praticar a Oração do Coração


Siga estas sugestões:

- Estabeleça um tempo certo para a sua oração; no começo é útil, pelo menos, uma meia hora.

- Escolha o lugar da oração; é necessário que seja silencioso e recolhido. Se possível, coloque-se diante de um crucifixo ou um ícone sagrado, ou melhor ainda, diante da Eucaristia.

- Coloque-se de joelhos, com os ombros bem eretos, os braços relaxados. Se aprende a rezar também com o corpo, a sua oração será mais atenta.

- Comece fazendo bem o sinal da cruz: tocando a fronte consagre ao Pai os seus pensamentos; tocando o peito consagre a Cristo o seu coração, a sua capacidade de amar; tocando os ombros consagre ao Espírito as suas ações, a sua vontade.

- Separe a oração em quatro momentos de quinze minutos cada um:

(Momento 1)
Concentre a sua mente e o seu coração na presença do Espírito em nós. É ele o mestre da oração. Converse com ele sobre o que mais lhe preocupa. Invoque-o com fé dizendo simplesmente: "Vem Espírito Santo" ou "Vem Espírito criador". Feche os olhos porque assim será mais facilitado na concentração; procure a posição do corpo que mais ajude a sua concentração e não favoreça a preguiça. Se aparecerem distrações volte à invocação que escolheu desde o início.

(Momento 2)
Concentre-se na presença de Jesus, se possível, olhando a Eucaristia. É o momento de ler a Palavra de Deus: leia com calma uma, duas, três vezes; peça luz para entender a Palavra que foi preparada para você, para a sua jornada. Repita muitas vezes: "Jesus Salvador!" ou simplesmente "Jesus".

(Momento 3)
É o momento do Pai. Concentre a sua atenção na presença amorosa do Pai. Ame! Permaneça em silêncio ou repita a simples palavra: "Pai" ou "Meu pai, eu me abandono em ti".

(Momento 4)
Faça ao Pai esta pergunta: "Pai, o que quer que faça hoje? Qual é a sua vontade para mim?" Agradeça, interceda pelos outros. Ao terminar a sua oração tome uma decisão concreta a fim de que a sua oração o leve à ação. Conclua pedindo a Nossa Senhora a graça de aprender a rezar.

Lembre-se: as invocações ritmadas com a respiração facilitam a concentração.

Para refletir

"A sua oração seja simples, porque tanto o publicano como o filho pródigo, ambos foram reconciliados com Deus através de poucas palavras. Repetir uma só palavra ajuda o recolhimento." (S. João Climaco)

"A atenção é a essência da oração. A qualidade da atenção está diretamente proporcionada com a qualidade da oração." (Simão Weil)

"Na oração não queira fazer outra coisa a não ser que ficar na presença de Deus." (S. Francisco de Sales)

"A oração do coração é essencialmente escolher estar só com Ele. É uma oração muito simples, as palavras que usamos não são conceitos de mente, mas são a voz do coração." (Thomas Merton)

Rezar é sobretudo amar. Muitas vezes a nossa oração é pobre de amor. Se a oração não é um ato de amor, não é oração. Jesus denunciou o nosso pouco amor quando disse: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim" Na oração organizemos a nossa jornada decidindo procurar em tudo a vontade de Deus. A oração deve mudar a vida: quando isso não acontece, devemos duvidar que a nossa oração seja verdadeira. Amar é mudar. Amar é crescer. Amar é converter-se. A alma da oração é a escuta: quem escuta ama, quem não escuta não ama. A escuta de Deus se torna mais fácil se lhe perguntarmos: "Senhor, o que queres de mim hoje? Qual é a sua vontade sobre mim? O que devo fazer para lhe agradar?"

(fonte: Movimento Contemplativo Missionário Pe. De Foucauld)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ARTE: A necessidade da inútil transcendência

Ao contrário do que possam dizer os modernos críticos de arte e do que possa parecer ao observador da nossa arte e arquitetura contemporâneas, o fato é que a arte verdadeira não pode ser senão a arte do Belo. Qualquer outro objetivo para o qual se lhe empregue equivale a trair a sua missão, esvaziá-la de seu significado mais profundo.
A arte é uma atividade eminentemente humana: não há povo ou cultura que não a tenha em alguma medida desenvolvido e, simultaneamente, em nenhuma espécie animal nós encontramos sensibilidade artística. Como diria Chesterton, trata-se de atividade tão evidentemente humana que qualquer pessoa naturalmente acredita que o mais pré-histórico dos homens possa ter pintado macacos na parede da caverna, mas tomaria por hoax ou brincadeira de Primeiro de Abril que mesmo o mais evoluído dos macacos conseguisse um dia pintar a figura de um homem. Se a arte é portanto atividade propriamente humana, os seus fins devem estar ordenados e proporcionados à natureza do homem.
Que esta natureza esteja voltada para o exterior – para as pessoas com as quais nos relacionamos, para as coisas que fazemos no mundo, para as influências que exercemos sobre o ambiente ao nosso redor – é fato que me parece incontestável; que ela não esteja ao menos em alguma medida voltada também para o interior, contudo, é uma extrapolação indevida que repugna a mais básica consciência que qualquer um tem de si próprio. Que exista e seja digno de consideração o mundo material ao nosso redor – o espaço que transformamos, o tempo contra cujos limites lutamos, os objetos que construímos e dos quais nos utilizamos – é algo bastante evidente; que para além dessas coisas não exista nenhuma transcendência digna de atenção é um pressuposto sem sentido, não demonstrado e indemonstrável.
Vivemos em um mundo que preza a utilidade e a eficiência acima de tudo; é escusado dizê-lo. Este mundo nos proporcionou avanços técnicos com os quais os nossos antepassados sequer poderiam sonhar: hoje, usufruímos de facilidades teoricamente capazes de nos fazer felizes em um grau jamais antes alcançado pela humanidade. Mas, no entanto, ainda nos sentimos vazios. Desinteressamo-nos rapidamente das coisas – por extraordinárias que sejam – que o progresso deposita aos nossos pés. Deparamo-nos com maravilhas sem fim e, contudo, pouco caso fazemos delas, sempre descartando-as tão logo alguém nos acene de longe com um brinquedo mais moderno ou uma última novidade.
Não se trata meramente da eterna insatisfação humana, sempre voltada para aquilo que ainda não tem. O problema, temo, é mais grave. Sentimo-nos vazios e insatisfeitos porque o mundo moderno deliberadamente voltou as costas a uma importante dimensão de nossa existência, sem cujo cultivo nós nos tornamos acabrunhados, frustrados e deprimidos.
Trata-se precisamente daquela dimensão que produz em nós, seres humanos, a necessidade de beleza. Percebam os leitores que esta particular exigência é diametralmente oposta àquelas sobre as quais falávamos há pouco: a beleza nem sempre anda de mãos dadas com a utilidade, e dificilmente poderia ser diretamente proporcional à eficiência das coisas. Se fôssemos ser rigorosos, diríamos que, na verdade, é precisamente o oposto: há um quê de inutilidade nas coisas que são belas. Olhando melhor, percebemos que a beleza é detentora de um certo capricho mimado que a faz exigir ser desejada meramente por aquilo que ela é, e não como um meio para se obter alguma outra coisa.
Mas afinal o que é belo? Mistificações acadêmicas contemporâneas à parte, belo é aquilo que responde positivamente à sadia capacidade de admiração humana. Tomemos um exemplo concreto da natureza: digamos, um colorido pôr-do-sol. Na lógica consumista moderna, poucas coisas poderiam ser mais inúteis. Ele não custa nada e não provoca em nós nenhum efeito duradouro; não está sob nosso controle e não podemos nos utilizar dele como meio para obter nada de concreto. Dir-se-ia que não possui valor. Mais ainda, contém em si uma certa dose de "anti-eficiência", pois para ser admirado exige atenção dedicada, com a exclusão de tudo o que de "útil" se esteja fazendo naquela hora. O trabalhador de uma fábrica precisa parar a linha de produção para se dar ao luxo de contemplar um pôr-do-sol; se quer admirá-lo um homem do campo, precisa encostar a enxada e atrasar por algum tempo a aragem do solo. A beleza, portanto, parece não apenas em si mesma inútil, como ainda atrapalhar aquilo que é verdadeiramente útil: a solução – dirá um pensador moderno – é obviamente reduzí-la ao mínimo possível, somente àquilo que não formos capazes de eliminar do horizonte vital humano.
Isso explica o desterro sofrido pela beleza do nosso quotidiano. Tal solução, contudo, é um erro de proporções gigantescas: o ser humano não se reduz àquilo que ele faz. Permanece com necessidades transcendentes (ousemos chamá-las pelo seu nome tradicional: necessidades espirituais) que, absolutamente, não são supridas pelos bens materiais que o mundo moderno pode lhe proporcionar. 


Voltemos ao exemplo da arte: trata-se do engenho por meio do qual o homem é capaz de expressar a beleza; ou talvez seja melhor dizer que ela é o artifício mediante o qual o homem transforma o mundo ao seu redor (principalmente as coisas desagradáveis do mundo ao seu redor) em algo de valor, digno de admiração. A morte concreta de um inocente é uma coisa trágica, uma realidade com a qual nós, absolutamente, não queremos nenhum contato. Mas na Pietà de Michaelangelo, por exemplo, existe alguma coisa de sublime e que nos é útil, afinal de contas: na Virgem Santíssima com o Seu Filho morto aos braços nós encontramos consolo para as nossas próprias dores e dificuldades. Se o nosso vizinho espancasse sua esposa até a morte, por exemplo, isso seria para nós apenas uma brutalidade deprimente; se é Desdêmona quem morre sob os braços fortes do Mouro de Veneza, isso nos ensina a não sermos tão ligeiros em julgar os nossos próximos, isso nos torna de alguma maneira melhores.
O homem procura a beleza para fugir ao caos do mundo, para manter a sua sanidade em meio a um universo hostil, para suportar as agruras de uma vida que nem sempre é do jeito que ele gostaria. E, por isso, é digno de censura um certo movimento que pretende transformar a arte em apenas uma extensão da feiúra do mundo. Colocar a arte a serviço da feiúra equivale a transformá-la em uma anti-arte; pretender elevar o vulgar e o banal à categoria de valores artísticos é o mesmo que rebaixar a arte à sarjeta do que existe de pior no mundo. E fazê-lo é transformar a arte em alguma coisa sem sentido. De fato, nesses moldes não há razão para existir arte no mundo.
E a capacidade do homem de expressar a beleza em forma de arte anda lado a lado com a sua capacidade de reconhecer a beleza no mundo em que ele vive, de tal modo que um mundo em que não exista beleza artística equivale na prática a um mundo onde as pessoas não são capazes de reconhecer a beleza em si: no final das contas, trata-se de um mundo doente. Pretender que qualquer coisa possa deter igualmente o mesmo valor artístico é o mesmo que dizer que não existe valor artístico em nada: imaginar que tudo é belo conduz, no final das contas, à inelutável conclusão de que tudo é feio. E existe alguma coisa de terrivelmente assustadora na perspectiva de vivermos em um mundo pleno de feiúra, em um universo caótico sem fronteiras, completamente cercados por coisas horríveis das quais não temos nenhuma possibilidade de fugir. Viver em semelhante ambiente não pode ser de nenhuma maneira saudável. Existir em tais condições não é digno de nenhum ser humano.
Ao contrário, os homens de todos os tempos sempre souberam conservar a abertura ao transcendente por meio do cultivo da beleza, sempre foram capazes de reconhecer o seu valor e estimá-la como a um bem. O estreito laço (até onde me conste, existente em todas as culturas) entre manifestação artística e sentimento religioso não é fortuito: ele existe porque todos os homens de algum modo intuem que, se existe um Deus, Ele é digno daquilo que nós possuímos de melhor. Se existe um Deus, Ele não pode ser senão Belo. Se existe um Deus, expressar a Beleza é, de alguma forma, expressá-Lo a Si mesmo.
Na Idade Média, o Cristianismo erigiu em honra ao seu Deus as magníficas catedrais que até hoje podem ser encontradas por toda a Europa. À luz do que já falamos aqui, é fácil encontrar as razões pelas quais elas foram construídas e perceber o que possibilitou ao gênio humano alcançar tão vertiginosas alturas.
O Cristianismo é a Religião do Deus feito homem e, portanto, nada do que seja propriamente humano lhe é estranho. Ora, a arte é atividade humana por excelência, como dissemos; logo, era natural que a arte encontrasse proeminente lugar dentro do Cristianismo.
A Religião existe para levar os homens ao Céu por meio do desprezo das coisas terrestres. Ora, vimos que a Beleza opõe-se ao culto desmedido dos bens materiais, à sanha hipnótica por utilidade e eficiência terrestres. Assim, nada mais natural de que o Cristianismo, por meio da Beleza, acenasse aos homens as promessas do Céu.
A Religião existe para dar sentido à vida dos homens, ensinando-lhes a serem melhores. Como vimos, as obras de arte têm o condão de transformar as coisas desagradáveis da realidade em algo onde podemos encontrar conforto, que nos impele a sermos melhores. Portanto, era de se esperar que o Cristianismo se utilizasse também dela para conduzir os homens no caminho da perfeição.
O Cristianismo, por fim, é Religião, é movimento que se propõe a restaurar a unidade perdida entre o homem pecador e o Deus três-vezes Santo, é detentor de um Evangelho a anunciar a todos os homens, tem a missão de revelar Deus ao homem para Ele criado. Como vimos, existe alguma coisa de sagrada na Beleza, algo que a faz se aproximar de Deus; logo, é natural que o Cristianismo use também a Beleza para falar do Deus que ele tem para anunciar ao mundo.
A confluência de todas essas causas elevou a capacidade artística humana às alturas nos arcos das catedrais que, arremessados em direção ao Céu, elevavam consigo a Deus as almas que se punham a admirá-los. A Beleza é digna de falar de Deus porque Deus é Belo: e assim os templos religiosos eram belos também, como que para predispor as almas dos que neles adentravam para o encontro com Deus que eles existem para proporcionar.
Porque, assim como o gosto pela Beleza, a sede de Deus é também parte constituinte da natureza humana, como Santo Agostinho expressou de maneira lapidar: "criastes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Vós". A sede da Beleza e a sede do Infinito, assim, convergem para uma única sede, são ambas aspectos da mesma necessidade de transcendência que aflige todos os homens, e que simplesmente não pode ser saciada por simples negação. Por maior que seja a hostilidade do ambiente no qual vive, há no interior de cada homem certa capacidade de se relacionar com o infinito. E perceber que falta beleza no mundo moderno é, no fundo, também uma maneira de se deparar com a ausência de Deus nesses tempos cruéis em que vivemos.
Texto de Jorge Ferraz, analista de sistemas e proprietário, desde 2008, do blog "Deus lo Vult!"
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Imagem 1: Detalhe do "Nascimento de Vênus", de Botticelli / daystarvisions.com
Imagem 2: Pietà, de Michaelangelo /valdoresende.com
Imagem 3: Catedral de Orvieto, na Itália / aascj.org.br
http://revistavilanova.com/a-necessidade-da-inutil-transcendencia/
Visto em: http://revistavilanova.com/a-necessidade

-da-inutil-transcendencia/

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


QUARESMA DE SÃO MIGUEL ARCANJO

Para se preparar para esta quaresma é necessário:

* Acender uma vela abençoada diante de uma imagem ou estampa do Arcanjo;
* Oferecer uma penitência durante os 40 dias;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:
* A Partir do dia 15-08-13, conta-se 40 dias!!

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus tende piedade de nós! (3x)

LADAINHA DE SÃO MIGUEL

Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.



Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.

Ao final, reza-se:

Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.

V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Consagração a São Miguel Arcanjo

Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013


Maria Simma e as almas do purgatório

terça-feira, 13 de agosto de 2013





Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Continuamos a publicar alguns relatos de Maria Simma, uma alma mística dos nossos dias que, durante quase toda a sua vida, teve – e ainda tem – um contato frequente com as almas do purgatório. Esses relatos foram tirados do relatório sobre Maria Simma, escrito por seu diretor espiritual, Padre Alfonse Matt.


A VISÃO DO PURGATÓRIO
“‘O purgatório está em muitos lugares’, respondeu uma vez Maria Simma. ‘As almas não vêm do purgatório, mas vêm com o purgatório’. Maria Simma viu o purgatório de diferentes maneiras. Há enormes multidões de almas no purgatório. É um contínuo vaivém. Uma vez viu um grande número de almas, completamente desconhecidas. As que haviam pecado contra a fé traziam uma chama escura sobre o coração, outras, que haviam pecado por impureza, traziam uma chama vermelha.
Depois viu também as almas em grupos: padres, religiosos, religiosas, viu católicos, protestantes e pagãos. As almas dos católicos devem sofrer mais que as dos protestantes. Os pagãos, em compensação, têm um purgatório ainda mais leve, mas recebem menos ajuda e a sua pena dura mais tempo. Os católicos recebem mais ajuda e salvam-se muito mais depressa.
Viu ainda muitos religiosos e religiosas, condenados ao purgatório por sua tibieza e falta de amor. Até crianças de apenas seis anos podem precisar sofrer muito tempo no purgatório.
A maravilhosa harmonia existente entre o amor e a justiça de Deus no purgatório foi revelada a Maria Simma. Cada alma é castigada segundo a natureza de suas faltas e o grau de apego com que cometeu o pecado.
A intensidade do sofrimento não é a mesma para cada alma. Algumas devem sofrer como se sofre numa vida difícil sobre a terra e devem esperar para chegar à contemplação de Deus. Um dia de purgatório pesado é mais terrível que 10 anos de purgatório leve. A duração das penas é bem variável. Há ainda almas que devem sofrer duramente até o Juízo Final. Outras têm apenas meia hora para sofrer ou ainda bem menos; a bem dizer, atravessam voando o purgatório.
O demônio pode torturar almas do purgatório, principalmente as que foram causa da condenação de outras. As almas do purgatório sofrem com admirável paciência e louvam a misericórdia de Deus, graças à qual escaparam do inferno. Sabem que mereceram sofrer e se arrependem de seus pecados. Imploram Maria, a Mãe de Misericórdia. Maria Simma viu também muitas almas que esperavam o socorro da Mãe de Deus. Quem acha durante a vida que o purgatório não é tão mau assim e disso se prevalece para pecar, deve pagar duramente por isso.


COMO PODEMOS AJUDAR AS ALMAS DO PURGATÓRIO?
1. Principalmente pelo Santo Sacrifício da missa, que é insubstituível.
2. Pelos sofrimentos expiatórios: todo sofrimento físico ou moral oferecido para as almas, traz grande alívio.
3. O rosário é, depois da missa, o meio mais eficaz de ajudar as almas. Através do rosário são libertadas diariamente numerosas almas que, sem essa ajuda, deveriam sofrer muitos anos ainda.
4. A Via-Sacra também pode lhes trazer grande reconforto.
5. De inestimável valia são as indulgências, dizem as almas.
São elas uma apropriação da expiação oferecida por Jesus a Deus, seu Pai. Todo aquele que, durante a vida, ganha muitas indulgências para os mortos, receberá também mais do que os outros na sua última hora; pois receberá a graça de ganhar inteiramente a indulgência plenária. Não tirar proveito desses tesouros da Igreja para as almas do purgatório é uma crueldade. Vejamos! Se você se encontrasse diante de uma montanha de moedas de ouro, com a possibilidade de pegar quantas quisesse para ajudar um pobre infeliz, incapaz, por si mesmo, de pegá-las, não seria cruel você recusar o trabalho de estender a mão para fazê-lo? Em muitos lugares, diminuem ano a ano o uso das orações indulgenciadas. Os fieis deviam ser exortados a fazê-las com frequência.
6. As esmolas e as boas obras, principalmente as doações para as Missões, ajudam as almas do purgatório.
7. Acender velas ajudam-nas também, primeiro por ser um ato de atenção e amor para com elas; depois, porque se são bentas, as velas iluminam a escuridão em que se encontram as almas.
Uma criança de 11 anos, da família Kaiser, pediu orações a Maria Simma. Estava no purgatório por ter, no Dia de Finados, apagado as velas sobre os túmulos e roubado a cera para brincar. Velas bentas têm muito valor para as almas. No dia de Nossa Senhora das Cadeias, Maria Simma teve que acender duas velas por uma alma enquanto suportava por ela sofrimentos expiatórios.
8. A aspersão de água benta também alivia os sofrimentos dos mortos. Certa vez, aspergindo água benta para as almas ao sair de casa, Maria Simma ouviu uma voz dizer-lhe: ‘Mais!’.
Todos esses meios de consolação não ajudam as almas na mesma proporção. Se alguém em vida deu pouco valor à santa missa, também quando estiver no purgatório a missa lhe será de pouco proveito. Quem durante a vida teve o coração insensível, recebe pouca ajuda. Duramente devem expiar também aqueles que pecaram por difamação. No entanto, quem teve um bom coração durante a vida, recebe muita ajuda. Uma alma que havia negligenciado sua frequência às missas pôde pedir oito missas para alívio de seu sofrimento porque, durante sua vida, havia mandado celebrar oito missas por uma alma do purgatório.


MARIA E AS ALMAS DO PURGATÓRIO
Maria é, para as almas do purgatório, a Mãe de Misericórdia.
Quando Seu nome ressoa no purgatório, as almas experimentam grande alegria. Uma alma disse que, ao morrer, Maria pediu a Jesus a libertação de todas as almas que se encontravam então no purgatório. Jesus atendeu esse pedido de sua Mãe e, no dia da Assunção, essas almas acompanharam Maria ao céu, por ter sido Ela, nessa ocasião, coroada Mãe de Misericórdia e Mãe da Divina Graça. No purgatório, Maria distribui as graças de acordo com a vontade de Deus; passa frequentemente pelo purgatório. Isso foi o que viu Maria Simma.


AS ALMAS DO PURGATÓRIO E OS AGONIZANTES
Na noite de Todos os Santos uma alma lhe disse: ‘Hoje, dia de Todos os Santos, vão morrer, no Vorarlberg, duas pessoas que estão em grande perigo de se perderem para a eternidade. Só poderão ser salvas se rezarmos por elas com insistência’. Maria Simma rezou, sendo ajudada ainda por outras pessoas. Na noite seguinte, uma alma veio dizer-lhe que as duas tinham escapado do inferno e chegado no purgatório. Um dos dois doentes deixou-se ainda administrar no último momento; o outro recusou a unção dos enfermos. As almas do purgatório dizem que muita gente vai para o inferno porque pouco rezamos por elas. Deveríamos rezar de manhã e à noite a seguinte oração indulgenciada:
Jesus, Tu que amas de um amor tão ardente as almas, peço-te e conjuro-te, pela agonia de teu Sacratíssimo Coração e pelas dores de tua Santíssima Mãe, lava, em teu sangue, os pecadores do mundo inteiro que se encontram agora em agonia e que vão morrer nesta noite ainda.
Divino Coração de Jesus, que sofreste a agonia, tem misericórdia dos agonizantes. Amém.
Maria Simma viu uma vez muitas almas sobre a balança entre o inferno e o purgatório.”
Fonte: “Maria Simma, Segredos revelados pelas almas do Purgatório”, Associação Maria Porta do Céu

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


Meditações para a Sexta-feira: Grandes penas de Jesus sobre a Cruz



Despectum et novissimum virorum, virum dolorum et scientem infirmitatem – “O mais desprezado e o último dos homens; homem de dores e experimentado nos trabalhos” (Is. 53, 3).


Sumário. Contemplemos Jesus suspenso no madeiro infame, cheio de dores e tormentos. Por fora está dilacerado pelos açoites, pelos espinhos e cravos; cada um de seus membros tem seu sofrimento particular. Por dentro está aflito e triste, desolado e desamparado de todos, mesmo do seu divino Pai. O que, porém, o atormenta mais é a vista dos pecados a serem cometidos pelos homens, remidos ao preço de seu sangue. Ah! Meu Redentor, eu também sou um dos ingratos que então vistes. Quem me dera ter morrido e nunca mais Vos ter ofendido!


I. Jesus na cruz! Que espetáculo foi para os anjos do céu verem um Deus crucificado! Que impressão nos deve também fazer contemplarmos o Rei do céu suspenso num patíbulo, coberto de chagas, desprezado e amaldiçoado de todos, em agonia e morrendo de dor, sem consolação! Ó céus, porque é que padece tanto o divino Salvador, inocente e santo: padece para pagar as dívidas dos homens. Onde se viu jamais tal espetáculo? O Senhor morrer por seus servos! O Pastor morrer por suas ovelhas! O Criador sacrificar-se todo pelas suas criaturas!


Jesus na cruz! Eis aí o homem de dores, predito por Isaías: virum dolorum. Ei-lo sobre esse madeiro infame, atormentado exterior e interiormente. Exteriormente está dilacerado pelos açoites, pelos espinhos e pelos cravos; de toda a parte corre o sangue e cada um de seus membros tem o seu sofrimento particular. Interiormente está aflito e triste, desolado e abandonado de todos, até de seu próprio Pai. – Mas o que mais o atormenta no meio de tantas dores é a vista horrenda de todos os pecados, que ainda depois de sua morte seriam cometidos pelos homens remidos ao preço de seu sangue.


Sim: os ódios, os pecados impuros, os furtos, as blasfêmias, os sacrilégios, numa palavra, todos os pecados se apresentaram então aos olhos de Jesus Cristo e cada um deles, com a sua malícia própria, veio, qual fera cruel, dilacerar-lhe o Coração. – Queixava-se então Jesus: É assim, ó homens, que se me pagais o meu amor? Ah, se vos soubesse agradecidos, morreria satisfeito! Mas, o ver tantos pecados depois de tantas dores; tamanha ingratidão depois de tão grande amor – eis o que me faz morrer de pura tristeza. – Ah, meu Redentor! Entre esses ingratos me vistes também a mim com todos os meus pecados.


II. Meu amabilíssimo Jesus! Eu também concorri grandemente para Vos atormentar na cruz, sobre a qual estáveis morrendo por mim. Oxalá tivesse eu morrido e jamais Vos tivesse ofendido! Meu Jesus e minha esperança, assusta-me a morte pela lembrança de que então terei de dar contas de todas as injúrias com que paguei o amor que me haveis tido; anima-me, porém, a vossa morte e me faz esperar o perdão. Pesa-me de todo o coração de vos ter desprezado. Se pelo passado não Vos amei, quero amar-Vos durante todo o resto da minha vida, e quero ser e padecer tudo para Vos agradar. Ajudai-me, meu Redentor, que morrestes na cruz por meu amor.


Senhor, dissestes que, quando fôsseis exaltado sobre a Cruz, havíeis de atrair-Vos todos os corações: Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum (1). Pela vossa morte na Cruz já arrebatastes ao vosso amor tantos corações, que por Vós deixaram tudo, bens, pátria, parentes e vida. Suplico-Vos, arrebatai também o meu coração, que, pela vossa graça já suspira por Vos amar; não permitais que ainda ame o lodo da terra, como no passado tenho feito.


Quem me dera, ó meu Redentor, ver-me despojado de todo afeto terrestre, afim de que, esquecendo tudo, só me lembre de Vós e só a Vós ame! Espero tudo da vossa graça. Conheceis a minha impotência; ajudai-me, eu vô-lo peço, pelo amor que Vos fez aceitar uma morte tão dolorosa no monte Calvário. Ó morte de Jesus, ó amor de Jesus, apossai-vos de todos os meus pensamentos, de todos os meus afetos, e fazei que de hoje em diante não pense em outra coisa senão em amar a Jesus. Amabilíssimo Senhor, atendei-me pelos merecimentos de vossa morte. – atendei-me também vós, ó Maria, que sois Mãe de misericórdia. Rogai a Jesus por mim; as vossas súplicas podem fazer-me santo e é isso o que espero. (I 728.)
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1. Io. 12, 32. 

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 17-19.)

Grifos nossos.