terça-feira, 29 de abril de 2014

Sinal da cruz Parte 1

NA MISSA EXPERIMENTAMOS O AMOR DE CRISTO FISICAMENTE. LIGAMOS O SINAL-DA-CRUZ À FÓRMULA TRINITÁRIA " EM NOME DO PAI, DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO". PARA MUITOS ELA SE TORNOU UMA FIGURA RETÓRICA. COM ISSO RECONHECEMOS QUE DEUS NÃO É DISTANTE E FECHADO, E SIM UM DEUS QUE SE ABRE PARA NÓS, QUE NOS PERMITE PARTICIPAR DO CIRCUITO DO SEU AMOR . PODERÍAMOS TAMBÉM EXPLICITAR ESSA FÓRMULA QUANDO, SEMELHANTEMENTE À IGREJA SÍRIA, NÓS A AMPLIAMOS E, LENTA E CONSCIENTEMENTE, A EXPRESSAMOS JUNTO COM O SINAL-DA-CRUZ: " EM NOME DO PAI QUE A ENGENDROU E NOS CRIOU, E DO FILHO, QUE DESCEU ÀS PROFUNDEZAS DA NOSSA HUMANIDADE, E DO ESPÍRITO SANTO, QUE PASSA O ESQUERDO PARA O DIREITO, QUE TRANSFORMA O INCONSCIENTE E O DESCONHECIDO EM NÓS, PARA QUE SEJA DIRECIONADO A DEUS".(Anselm Grün) - P. 1

Sinal da cruz Parte2

A CHAVE QUE ABRE A PORTA DO ESPAÇO DO AMOR, NO QUAL O FIEL PENETRA DURANTE A EUCARISTIA, É O SINAL DA CRUZ . QUANDO FAZIAM O SINAL-DA-CRUZ, OS ANTIGOS CRISTÃOS QUERIAM DIZER QUE PERTENCIAM A DEUS E NÃO AO MUNDO, QUE NENHUM PODEROSO PODERIA DOMINÁ-LOS. ERA PARA ELES UMA MARCA, UMA DISTINÇÃO. COM ESSE SINAL, ELES MARCAVAM O AMOR DE CRISTO EM SEUS CORPOS. COM O SINAL-DA-CRUZ NÓS NOS BENZEMOS. A PALAVRA ALEMÃ SEGNEN (BENZER) VEM DE SECARE = CORTAR, MARCAR . NO SINAL-DA-CRUZ TOCAMOS PRIMEIRO A TESTA, DEPOIS O VENTRE, DEPOIS O OMBRO ESQUERDO E O DIREITO. COM ISSO QUEREMOS DIZER QUE JESUS CRISTO AMA TUDO EM NÓS, O PENSAMENTO, A VITALIDADE E A SEXUALIDADE, O INCONSCIENTE E O CONSCIENTE . PORTANTO INICIAMOS A EUCARISTIA COM O SINAL DO AMOR, PARA ASSIM JÁ SINALIZARMOS DO QUE SE TRATA . (ANSELM GRÜN)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Meu Mestre, Jesus,
deixo que a dinâmica da Ressurreição tome conta de mim.
Vivo o momento presente, enchendo-o com amor.
“A linha reta é feita de milhões de pequenos pontos unidos uns aos outros.
Também a minha vida é feita de milhões de segundos e minutos unidos uns aos outros.
Coloco em ordem cada ponto e a linha será reta.
Vivo com perfeição cada minuto e a vida será santa.
Como tu Jesus, que fizeste sempre o que agrada a teu Pai.
A minha vida é sempre uma eterna e nova aliança contigo” (Cardeal Van Thuan)

A luz das velas e seus significados.




1 h · 


A LUZ DAS VELAS. Jamais usada como amuleto - Compreenda o significado. Entenda as suas práticas para defender a sua fé.

Temos de diferenciar as velas do altar (para a Missa e para a Exposição do Santíssimo) das velas acesas em veneração a um santo (ou a Deus mesmo). As velas que se acendem no altar são próprias para o culto litúrgico, e a Instrução Geral para o Missal Romano e as rubricas dos demais ritos dão diretrizes para seu uso. Já as usadas nos oratórios e nos altares laterais são para devoção pessoal (pagar uma promessa, pedir uma graça etc).


A vela tem um significado profundo e singelo ao mesmo tempo. Como só ilumina quando se consome, lembra nosso aniquilamento para ser luz do mundo: só poderemos fazer brilhar o Evangelho em nossas vidas se nos gastarmos por Cristo. Por isso, ela é usada em muitos atos litúrgicos e extra-litúrgicos.

Qual o sentido das velas do Altar? Nós as acendemos durante a Missa para mostrar que somos como elas, que se consomem quando prestam seu serviço. Assim devemos ser nós: cumprir nossa missão (a da vela é iluminar e aquecer) e, para isso, nos gastar (para iluminar e aquecer, a vela vai se consumindo, se destruindo). Mais ainda, a consumação da vela representa a entrega de Cristo por nós, pois foi morrendo que nos deu a vida eterna. Ora, a Missa não é justamente a Cruz tornada presente? Nada mais coerente do que ter as velas se consumindo no altar como lembrança do sacrifício que se realiza, como sinal do que está acontecendo. O "sacrifício" da vela é um símbolo do sacrifício de Jesus que se imola por nós na Missa. E também um símbolo dos nossos sacrifícios, meritórios se unidos ao de Cristo.

Mas o santo só intercede por nós mediante o voto? Mediante a vela? Claro que não! O santo intercede com ou sem voto a ele feito. O voto é mais uma demonstração de nosso afeto, de nossa devoção, do que um condicionamento para a ação do intercessor. Mais uma gratidão do que uma recompensa (até porque o santo já tem a maior de todas as recompensas: a visão beatífica). A finalidade da promessa (seja ela de acender uma vela ou qualquer outra) é a nossa devoção, não um aumento da eficácia do santo.

Acender velas pelos mortos é um modo, outrossim, de, simbolicamente, desejar-lhes a luz, a Luz Eterna, que é Deus.

domingo, 27 de abril de 2014

Catequese Pascal 3



Catequese pascal - 3

Depois, falando do outro sacramento pascal por excelência, a Eucaristia, eis o que dizia o antigo texto catequético:
“Recebemos com toda a convicção o Corpo e o Sangue de Cristo. Porque sob a forma de pão é o Corpo que te é dado, e sob a forma de vinho, é o Sangue que te é entregue. Assim, ao receberes o Corpo e o Sangue de Cristo, te transformas com Ele num só corpo e num só sangue. Deste modo, tendo assimilado em nossos membros o Seu Corpo e o Seu Sangue, tornamo-nos portadores de Cristo, tornamo-nos, como diz São Pedro, ‘participantes da natureza divina’ (2Pd 1,4)”.

Pois bem, com estes pensamentos no coração e na mente, proporei algumas meditações pascais sobre a Primeira Epístola da São Pedro. Espero dar conta do propósito, apesar das minhas ocupações... Que sejam para a edificação e fortalecimento da fé dos irmãos no Ressuscitado, razão do meu ministério!
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Catequese Pascal 2



Catequese pascal - 2

Referindo-se ao santo Batismo, as Catequeses feitas por um dos Bispos de Jerusalém do século IV, assim ensinava, exprimindo perfeitamente a fé do Novo Testamento e da Igreja apostólica:

“Num mesmo instante, morrestes e nascestes, e aquela água de salvação tornou-se para vós, ao mesmo tempo, sepulcro e mãe”.
Depois, recordando a santa Crisma, confirmação batismal, o venerável texto cristão explicava: “Batizados em Cristo e revestidos de Cristo, vós vos tornastes semelhantes ao Filho de Deus.
Com efeito, Deus que nos predestinou para a adoção de filhos, tornou-nos semelhantes ao corpo glorioso de Cristo. Feitos, portanto, participantes do corpo de Cristo, com toda razão sois chamados ‘cristãos’, isto é, ungidos; pois foi de vós que Deus disse: ‘Não toqueis nos Meus ungidos’ (Sl 104,15).
Tornastes-vos ‘cristãos’ no momento em que recebestes o selo do Espírito Santo; e tudo isto foi realizado sobre vós em imagem, uma vez que sois imagem de Cristo. Depois que subistes da fonte sagrada , o óleo do crisma vos foi administrado, imagem real daquele com o qual o Cristo foi ungido, e que é, sem dúvida, o Espírito Santo!

Vós fostes ungidos com o óleo do crisma, tornando-vos participantes da natureza de Cristo e chamados a conviver com Ele. Não julgueis que este crisma é um óleo simples e comum. Depois da invocação [do Santo Espírito], é um dom de Cristo e do Espírito Santo, tornando-se eficaz presença da Divindade. Simbolicamente, unge-se com ele a fronte e os outros membros. E enquanto o corpo é ungido com o óleo visível, o homem é santificado pelo Espírito que dá a Vida”.
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