sexta-feira, 13 de março de 2015

ORAÇÃO PARA PARECER-SE COM JESUS

ORAÇÃO PARA PARECER-SE COM JESUS
Ó Jesus,
ajuda-me a espalhar o teu perfume
aonde quer que vá.
Inunda a minha alma
com o teu espírito e vida.


Penetra-me e possui o meu ser;
que toda a minha vida
seja uma irradiação da tua.

Ilumina através de mim,
e permanece tão dentro de mim,
que toda pessoa com quem eu entre em contato,
possa sentir a tua presença em minha alma.

Permite que não vejam a mim,
mas somente a Ti, Jesus!

Fica comigo,
e começarei a resplandecer como Tu,
a brilhar tanto, que possa ser
luz para os outros.

A luz, Jesus, virá toda de Ti,
nada dela será minha;
serás Tu quem resplandecerá
sobre os outros através de mim.

Brilhando sobre os que me rodeiam,
permite-me louvar-te como te agrada.
Permite-me pregar-te sem pregar,
não com palavras,
mas por meio do meu exemplo,
da força de atração,
da influência harmônica de tudo o que eu fizer
da inefável plenitude do amor
que existe por Ti em meu coração.

Amém.

(Oração que as Missionárias da Caridade da Madre Teresa de Calcutá rezam depois da missa de cada dia)

quarta-feira, 11 de março de 2015


" Enquanto vivemos, lutamos; se continuamos a lutar é porque não nos rendemos e de que o Espírito bom habita em nós. E se a morte não te encontrar como vencedor, deve encontrar-te como lutador."
Santo Agostinho


RELIGIÃO 21.11.2014 Uma carta de mais de mil anos dá testemunho: os cristãos são a alma do mundo






Early Christians_© Public Domai

















RELIGIÃO 21.11.2014

Uma carta de mais de mil anos dá testemunho: os cristãos são a alma do mundo


Maior joia da literatura cristã primitiva, a Carta a Diogneto nos conta como viviam os primeiros cristãos© Public Domain


Durante muitos e longos séculos, um elegante manuscrito composto em grego permaneceu ignorado no mais abissal dos silêncios. O texto, de origens até hoje misteriosas, só foi encontrado, e por acaso, no longínquo ano de 1436, em Constantinopla, junto com vários outros manuscritos endereçados a um certo “Diogneto”.

Se não há certeza sobre o seu autor, sabe-se que o destinatário do escrito era um pagão culto, interessado em saber mais sobre o cristianismo, aquela nova religião que se espalhava com força e vigor pelo Império Romano e que chamava a atenção do mundo pela coragem com que os seus seguidores enfrentavam os suplícios de uma vida de perseguições e pelo amor intenso com que amavam a Deus e uns aos outros.

O documento que passou para a posteridade como "a Carta a Diogneto" descreve quem eram e como viviam os cristãos dos primeiros séculos. Trata-se, para grande parte dos estudiosos, da “joia mais preciosa da literatura cristã primitiva”.

Confira a seguir os seus parágrafos V e VI, que compõem o trecho mais célebre deste tesouro da história cristã:

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.

Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é sua pátria, e cada pátria é para eles estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Compartilham a mesa, mas não o leito; vivem na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas, com a sua vida, superam todas as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, ainda assim, condenados; são assassinados, e, deste modo, recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, recebem a glória; são amaldiçoados, mas, depois, proclamados justos; são injuriados e, no entanto, bendizem; são maltratados e, apesar disso, prestam tributo; fazem o bem e são punidos como malfeitores; são condenados, mas se alegram como se recebessem a vida. Os judeus os combatem como estrangeiros; os gregos os perseguem; e quem os odeia não sabe dizer o motivo desse ódio.

Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo; os cristãos, por todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são visíveis no mundo, mas a sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, mesmo não tendo recebido dela nenhuma ofensa, porque a alma a impede de gozar dos prazeres mundanos; embora não tenha recebido injustiça por parte dos cristãos, o mundo os odeia, porque eles se opõem aos seus prazeres desordenados. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; os cristãos estão no mundo, como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo. A alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos, maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.

domingo, 8 de março de 2015


Sobre a Via – Sacra

Sobre a Via – Sacra

Ide e Anunciai




O Catecismo Jovem – Youcat- (§277) ensina: " Seguir as 14 Estações da Via-Sacra de Jesus, contemplando e orando, é um exercício muito antigo de piedade da Igreja, especialmente realizado no tempo da Quaresma e na Semana Santa. As 14 Estações da Via-Sacra são: 1ª. Jesus é condenado à morte; 2ª. Jesus toma a cruz sobre os seus ombros; 3ª. Jesus cai pela primeira vez; 4ª. Jesus encontra a sua Mãe; 5ª. Simão de Cirene ajuda Jesus; 6ª. A Verônica enxuga o rosto de Jesus; 7ª. Jesus cai pela segunda vez; 8ª. Jesus encontra as mulheres de Jerusalém; 9ª.Jesus cai pela terceira vez; 10ª.Jesus é despido de suas vestes; 11ª.Jesus é pregado na cruz; 12ªJesus morre na cruz; 13ª. Jesus é retirado da cruz; 14ª.O corpo de Jesus é colocado no sepulcro".

Via-Sacra, Via Crucis ou Exercício da Via-Sacra – "Consiste em que os fiéis percorram, mentalmente, a caminhada de Jesus a carregar a cruz desde o Pretório de Pilatos até o Monte Calvário, meditando simultaneamente à Paixão de Cristo. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (do século XI ao século XIII): Os fiéis que, então, percorriam, na Terra Santa, os lugares sagrados da Paixão de Cristo, quiseram reproduzir, no Ocidente, a peregrinação feita ao longo da via dolorosa em Jerusalém". (Site Cléofas)

O Catecismo (§1674) ensina: "O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos Santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc".

O Padre Luizinho disse que "o exercício da Via-Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus. Compreende Quatorze Estações ou etapas, cada uma das quais apresenta uma cena da paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo. A Via-Sacra é um exercício espiritual onde quem reza faz uma mini-peregrinação na vida de Jesus Cristo contemplando os mistérios de nossa salvação". (Comunidade Canção Nova)

Conclusão

"A tradição cristã deu vida a várias manifestações de piedade popular, procissões e representações sagradas, que têm por finalidade imprimir cada vez mais profundamente no coração dos fiéis sentimentos de verdadeira participação no sacrifício redentor de Cristo. Entre elas sobressai a Via Crucis, prática piedosa que no decorrer dos anos se enriqueceu por numerosas expressões espirituais e artísticas relacionadas com a sensibilidade das diversas culturas". (Papa Emérito Bento XVI – Março de 2008)

Oração

Senhor Jesus, pelo caminho de dor e sofrimento percorrido por Ti na Tua Paixão e Morte na Cruz, dá-nos força em todos os momentos de sofrimento e dor. Que Nossa Senhora, sua Mãe, nos auxilie a levar a nossa própria cruz no calvário da vida. Nossa Senhora Consoladora dos aflitos, rogai por nós!

Testemunho de Vida

A Via-Sacra dos Jovens na Praia de Copacabana (Rio de Janeiro), durante a Jornada Mundial da Juventude, foi muito especial. Todos puderam ver e serem tocados pela força da Cruz de Cristo. A encenação do sofrimento e morte de Jesus na Via Crucis, nos leva a meditar sobre o quanto o Pai nos amou e foi misericordioso para conosco, a ponto de entregar seu Filho único para nossa salvação. Obrigado Senhor Jesus!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo
A IGREJA É PARA TODOS, MAS NÃO PODE SER PARA TUDO

NA PAZ, A VERDADE / NA PAZ, A VERDADE

Um dos valores matriciais da convivência é o respeito.

Deste respeito não hão de ficar fora o espaço sagrado e os actos sagrados. Nem será preciso invocar normas. Bastará seguir o bom senso.


Todos sabem que a experiência religiosa é, por excelência, uma experiência de escuta.

Daí que o ambiente no espaço sagrado deva primar pelo silêncio.


Quem tem fé compreenderá com facilidade. E quem não tem fé também perceberá sem dificuldade.

É por isso que se pede que, antes das celebrações e como forma de ambientação, haja silêncio na igreja, na sacristia e até à volta do templo.


Sei que não é por mal, mas, nos últimos tempos, chega-se a uma igreja e o que avulta é o ruído.

A vontade de conversar sobrepõe-se ao direito de meditar. Parece que se pode falar com todos menos com Deus. Parece que se ouve toda a gente, menos a voz de Deus.


Como se isto não bastasse, já se vêem pessoas a entrar com bonés e chapéus, com fatos de praia, a beber, a comer (sobretudo gelados), a mastigar (rebuçados ou pastilhas elásticas), a atender o telemóvel ou a consultar a net.

Isto colide frontalmente com a natureza do lugar e das celebrações que nele decorrem.


Sobra, ainda, um problema para quem tem a missão de conduzir o povo de Deus.

Se intervém, arrisca-se a ser incompreendido e até maltratado. Se não intervém, acaba por consentir o que não pode aprovar. Ou seja, é uma situação sempre delicada.


Acresce que, à medida que o tempo passa, há uma tendência para transformar a excepção em regra.

Já se agenda quase todo o tipo de actividades para as igrejas.


Não raramente, prevalece a impressão de que a igreja é para tudo, excepto para aquilo que ela existe: rezar. Até parece que o incorrecto tem mais espaço que o correcto. E que o errado encontra maior acolhimento que o certo.

Aliás, quem é apontado como estando errado acaba por ser quem tenta corrigir o erro.


A Igreja é para todos, mas não é para tudo.

Só que é complicado gerir as situações concretas e os factos que muitos dão como consumados.


Apesar de tudo, creio não ser impossível restituir a dignidade aos lugares e a beleza às celebrações.

Para glória de Deus. E bem-estar de todos!

Confessai-vos Bem - Padre Luiz Chiavarino.

Dor e propósito

D. — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos?
M. — A dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para
cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo
não se pode realizar sem água, também não é possível o Sacramento da Penitência sem dor...
D. — Então todos aqueles cuja principal preocupação é a procura dos pecados, e que
pouco se importam de excitar a dor, não fazem boas confissões?
M. — Fazem todos confissões sacrílegas ou nulas; sacrílegas quando se conhece a
própria falta de dor; nula se se ignora o fato. É verdade que a boa vontade de se confessar
bem, e na diligência em fazer bem o exame a dor está incluiria; portanto não há motivos para
sustos.
D. — Como é que se deve fazer para excitar a dor dos pecados?
M. — Deitemos um olhar para o inferno, merecido com os nossos pecados;
contemplemos o Paraíso, perdido, com os nossos pecados. Deitemos um olhar para o
crucifixo, onde Jesus agoniza por causa das nossas culpas. Pensemos que Deus é tudo e nós
nada; que de uma hora para outra pode abandonar-nos; que muitos, mais moços do que nós,
já estão no inferno e que, se nós ainda estamos aqui, é porque Ele usa conosco de
misericórdia.
Era uma quinta feira santa. Um oficialzinho elegante chegou ao confessionário e, sem
mais nada, foi dizendo:
— Padre, desculpe a minha franqueza: sou militar; não vim aqui para me confessar,
mas somente para satisfazer o desejo de minha mãe e de minhas irmãs, que me observam do
banco. Elas querem que eu comungue na Páscoa, mas eu não creio nisso, até me rio.
— Então o senhor se ri da religião e dos Sacramentos?
—Sim, Padre, eu me rio da religião e dos Sacramentos.
— Ri-se também da verdade eterna, do inferno e do Paraíso?
— Sim senhor, Padre, rio disso também.
— Sendo assim, o senhor mesmo pode compreender que não posso absolvê-lo,
nem mandá-lo para a Comunhão.
— Mas eu tenho que comungar para contentar à minha mãe e ás minhas irmãs.
— Bem, façamos então assim: o senhor trate de temporizar com sua mãe e com suas
irmãs. Diga-lhes que o Confessor lhe impôs uma penitência antes de
Comungar. Enquanto isso, o senhor, cumprirá a penitência que lhe vou dar e voltará
aqui.
— Quê penitência vai me dar se não me confessei?
— Quê importa? O senhor, vindo aqui simula uma confissão. Penso que não quer
fazer caçoada de mim, portanto fará a penitência: quero que me prometa como bom soldado.
— Seja como quiser: farei a penitência; mas qual?
—Nestas três noites o senhor renunciará o clube e os divertimentos e, assim que se
deitar, deverá dizer: Meu Deus, eu creio em Vós, mas me rio da Vossa Religião e dos Vossos
Sacramentos. Creio em Vós, mas me rio da morte e do juízo final. Creio... mas me rio do
inferno e da eternidade. Depois disso dormirá tranqüilo; fá-lo-á?
— Padre eu lho prometo: palavra de soldado, palavra de rei!
Levanta-se e Vai embora.
Sábado à noite ei-lo de novo no confessionário ajoelha-se, e:
— Padre, exclama, eu sou o oficial da penitência; eu a cumpri e venho para dizer-lhe
que, pensando seriamente, não sinto mais vontade de rir de tudo aquilo: pelo contrário, temo
tudo. Tenha a bondade de me ajudar a fazer uma boa confissão.
O efeito desejado estava obtido. O pensamento dos "Novíssimos" tinha conseguido o
arrependimento do militar, que, no fundo, ainda conservava a fé, mas uma fé adormecida
pela má vida a que se tinha entregue, e da qual, em face de Deus, da morte e da eternidade,
se tinha envergonhado.
D. — Padre, de quantas espécies pode ser essa dor?
M. — Pode ser de duas espécies: dor perfeita também chamada contrição, e dor
imperfeita, também chamada atrição. Aquele que se arrepende dos pecados só por medo dos
castigos nesta e na outra vida, ou seja, movido por amor interessado, tem só atrição, essa dor
é moeda legal, mas é cobre. Aquele que pelo contrário, se arrepende porque ofende a Deus,
nosso Pai, ou seja, movido por um amor filial, tem a contrição perfeita, que é moeda de ouro.
D. — É importante ter-se a contrição perfeita?
M. — É importantíssimo, porque, aliada ao propósito nos c confessarmos assim que
for possível, ela obtém a remissão mesmo antes da confissão: se alguém morresse em tal
estado salvar-se-ia.
D. — E pode-se comungar?
M. — Não, para a comunhão, a confissão prévia é indispensável.
D. — Mas, Padre, se depois a gente mudar de propósito e não confessar, esses
pecados revivem?
M. — Não, um pecado perdoado não revive mais; mas a pessoa comete uma grave
omissão pela qual será sempre responsável.
Portanto, cada vez que por desgraça você cometer um pecado mortal, faça logo o ato
de contrição perfeita com o propósito de se confessar o mais breve possível, afim de
tranqüilizar a sua consciência.
D. — Padre, é necessário sentir a dor dos pecados?
M. — Não, não é necessário sentir essa dor como se sente dor de cabeça ou de
dentes; basta tê-la no coração.
— O quê está fazendo, menino? Perguntou o confessor a um garoto que, enquanto
esperava para a confissão dava com a cabeça na parede.
— Oh, Padre, estou tratando de sentir a dor dos meus pecados!
D. — Coitadinho... talvez era ainda inocente!... E o quê é propósito?
M. — É a vontade resoluta de não cometer o pecado e fugir das ocasiões. É uma
conseqüência da dor sendo impossível conceber-se uma verdadeira dor dos pecados, sem se
estar, ao mesmo tempo resolvido a não mais os cometer.
D. — Como deve ser o propósito?
M. — Deve ser eficaz, ou seja, devemos desligar-nos por completo e a todo o custo
de cometê-lo novamente; e isto sem protestos nem rodeios ou intenções pouco honestas.
Um tal confessava que tinha roubado uns feixes de lenha.
— Quantos? perguntou o confessor.
— Padre, eu tirei cinco, mas o senhor pode calcular sete.
— Como! são cinco ou sete?
— Eu explico Padre. Dos sete feixes que encontrei tirei cinco, mas hoje à noite irei
buscar os outros dois. Confesso-me antecipadamente; por isso o senhor pode calcular sete.
Uma moça que tinha acabado de se confessar, perguntou depois de receber a
absolvição:
— Padre, posso comungar hoje?
— Pode sim, e não só hoje como amanhã e nos dias seguintes.
— Ah, amanhã já não poderei mais porque marquei um encontro no baile hoje á noite
e não posso faltar.
— Você falou em baile? Mas você não acabou agora mesmo de prometer a Jesus que
não O ofenderia mais e que evitaria as ocasiões?
— Padre, eu prometi para o passado e não para o futuro!
Eis aí. A maior parte das vezes promete-se para o passado, isto é, não se promete
nada, e assim, a história se repete sempre: confissões e pecados, pecados e confissões. Mas,
confessar-se sem se emendar é o caminho certo para a perdição.
D. — De quê modo podemos manter esse propósito?
M. — 1) Não devemos confiar muito nas nossas próprias forças, mas devemos pedir
constantemente a Deus o auxílio da sua graça.
2) Devemos impor-nos, a cada recaída, uma penitência que, além de contribuir para a
expiação do pecado, servirá também para conservar-nos vigilantes.
3) Devemos voltar à confissão o mais breve e frequentemente possível para
enfraquecermos o demônio e sairmos vitoriosos sobre ele no futuro.
Os missionários da África contam que, naquele continente, há um animal pouco
maior do que o gato comum; justamente por isso é chamado gato selvagem. Esse animal é
continuamente assaltado pelas serpentes que abundam na região; muitas vezes trava
combates com elas, mas sai quase sempre vencedor. É que ele tem o seu segredo: conhece
uma erva cujas virtudes contra a mordedura de cobra são extraordinárias. Assim que se sente
mordido, corre para se esfregar nessa erva e volta pronto para a luta. Ferido uma, duas, três
vezes, recorre sempre ao mesmo remédio e sara sempre. Dessa maneira, continua a lutar até
arrancar a cabeça do inimigo.
Nós também estamos em luta contínua com a serpente infernal que, por todos os
meios e com todos os gêneros de pecados nos tenta e nos impele para o mal. Queremos a
vitória? O remédio infalível é a confissão freqüente. O demônio não terá então mais nenhum
poder sobre nós.
D. Padre, e os que prometem sempre e nunca mantêm?
M. — São pobres infelizes cujo fim será certamente bem triste, porque com Deus não
se brinca!
Havia muito tempo que uma mãe amorosa, que vivia no temor de Deus, exortava o
filho, malandro e viciado, a mudar de vida. Ele prometia sempre, mas eram promessas ao
vento.
Da ultima vez que a pobre mãe, mais com lágrimas do que com palavras, lhe
suplicou que se convertesse o filho disse:
— "Pois bem, estou resolvido a seguir os seus conselhos; eu também estou
envergonhado e cansado desta minha vida tão má; tenha paciência por mais estes 3 dias de
carnaval, e depois farei penitência". O infeliz jovem pensava que dessa maneira podia ajustar
contas com Deus, preparando-se, com novos pecados, para se confessar e se converter.
Mas com Deus não se brinca. Passaram-se os três dias ocupados em pagodes e vícios.
Na noite da terça-feira ele volta para casa a altas horas da madrugada, cansado do longo
baile. Poucos instantes depois, ouvem barulho no seu quarto; entram apressados e acham-no
estendido no chão sufocado por uma golfada de sangue. Assim se acabaram os seus projetos
de conversão e os seus propósitos falazes.
O inferno está cheio dessas pessoas que prometem emendar-se sem nunca cumprir a
promessa.
D. — E os que dizem: não posso, não posso?!
M. - Esses são ainda mais infelizes: isso é sinal de que já são escravos das mais
vergonhosas paixões.
D. — Parece-me que quem deseja ardentemente sempre pode; não é mesmo, Padre?
M. — É verdade, porque Deus nunca nega a sua graça aos que a procuram
sinceramente, e porque a potência do nosso querer também é grande. Posso prová-lo com um
fato histórico.
O General Cambronne morto como um herói em 1842, durante a batalha de
Waterloo, quando ainda era simples soldado, estando embriagado, esbofeteou um capitão.
Julgado pelo conselho de guerra foi condenado à morte.
O Coronel, que lhe conhecia a bravura como soldado, interveio em seu favor e
obteve-lhe a graça: porém, chamando-o para uma conversa particular, o fez prometer que
nunca mais se embriagaria. Cambronne disse, então:
— Coronel, devo-lhe a vida; o que me pede é pouco, e, para fazer um propósito
eficaz juro que nunca mais provarei nem vinho nem licores.
Passaram-se vinte e dois anos; o soldado era agora general, e, tendo acompanhado
Napoleão de Canes à Paris, foi convidado para jantar pelo seu Coronel, que já estava
aposentado. Aceitou o convite, mas durante: o jantar, não provou vinho. O Coronel que já
tinha esquecido o que se passara havia tantos anos, perguntou a razão. Cambronne lembroulhe
então a promessa feita há vinte e dois anos e à qual se tinha conservado
escrupulosamente fiel.
Oh, se no propósito da confissão imitássemos a fidelidade de Cambronne! E se se
cumprem as promessas feitas aos homens, por que não cumprir as que se fazem a Deus?
D. — Então, as confissões e as absolvições sem o propósito firme e eficaz de fugir do
pecado e das ocasiões, são nulas?
M. — São nulas porque, mesmo que o Confessor diga cem vezes: "eu te absolvo",
Jesus Cristo que lê nos corações dirá cem vezes: "eu te condeno".
D. — Então é certo o provérbio que diz: Confessar-se vale menos do que nada, se a
confissão feita não refaz a gente.



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UMA ANÁLISE BÍBLICA DA AVE MARIA

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UMA ANÁLISE BÍBLICA DA AVE MARIA
08MAR
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INTRODUÇÃO:
A Igreja desenvolveu a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na Pessoa de Cristo manifestada em seus mistérios” como diz o Catecismo da Igreja Católica.
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A oração aos santos e a Maria é possível (Apoc 8,3-4), pois para os cristãos desde os primeiros séculos da Igreja, aqueles que morrem no Senhor vivem para o Senhor e estão diante dele na glória do céu,
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Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele” (Lc 20, 37-38) (Fl 1, 21, 23) (Lc 9, 28 ss), (LC 23, 42-43)e estão aguardando o desfecho final da história da humanidade (Apoc 6,9-11)
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Diante de Deus, os seus santos são como os anjos no céu (Mt 22, 30),
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Intercedendo pelos homens sem cessar (Apoc 7,13-15) (II Mac 15,12-15), por meio do único mediador da salvação, Jesus,
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Porque só há um MEDIADOR” entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” – (I Timóteo 2:5).
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REFUTAÇÃO:
Esse trecho de Timóteo, mal interpretado pelos não católicos, é usado como argumento para dizer que os SANTOS não podem interceder por nós,
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O que é um erro, pois o que Timóteo quer dizer é que Jesus é o mediador da salvação dos homens, porém por meio dele podemos oferecer nossas orações também(I Timóteo 2:1).
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Por isso a bíblia em várias passagens mostra que os santos podem interceder por nós, e são nossos mediadores, pois quem ora pelo outro está sendo mediador entre o outro e Deus (Dt 5, 5), (Jer 15, 1 ss).
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NOTAS:
E o próprio Timóteo diz que “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações e intercessões e ações de graça em favor de todos os homens” (I Timóteo 2:1)
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se podemos orar em vida, também podemos orar na presença do senhor após a morte (Fl 1, 21, 23), (II Mac 15,12-15),(Lc 16, 19 e ss), (Lc 20, 37-38), (Apoc 6,9-11), (Apoc 8,3-4).
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Até na parábola do rico avarento, Jesus nos mostrou a possibilidade dessa intercessão (Lc 16, 19 e ss).
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A mediação de Maria e dos santos é possível (II Mac 15,12-15),
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assim como é possível que oremos por nossos irmãos na terra(Tgo 5, 16), (I Tm 2, 1-5).
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No antigo Testamento, já vemos sinais dessa possibilidade, só completa com a redenção de Cristo e sua entrada no céu:
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“E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se” (Jer 15, 1 ss).
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(Dt 5, 5): “Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós”.
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“Tomai sete touros… e ide a meu servo Job… o meu servo Job… orará por vós e admitirei propício a sua face” (Job 42, 8)
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Onias (…) estava com as mãos estendidas, INTERCEDENDO por toda a comunidade dos judeus.
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Apareceu a seguir um homem notável (…) Esse é aquele que MUITO ORA pelo povo e por toda cidade santa, é Jeremias, o Profeta de Deus.”
(2Mac 15,12-14)
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ISSO SE CHAMA: (INTERCESSÃO)
A PROVA:
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Apocalipse 8: 3. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão.Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os SANTOS no altar de ouro, que ESTÁ adiante do TRONO.
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4. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as ORAÇÕES DOS SANTOS, diante de Deus.
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5. Depois disso, o anjo tomou o turíbulo, encheu-o de brasas do altar e lançou-o por TERRA; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos.
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O Profeta Isaías fala que os anjos intercedem por nós – Isaías 62,6-7 ISSO DEMONSTRA UNIÃO .
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E MAIS…
O Profeta Daniel fala da intercessão dos Anjos pelo povo e a história humana – Daniel 10,18-22;11,1
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A BÍBLIA DIZ QUE MOISÉS ACUSA NOTAS QUEM ACUSA INTERCEDE:
VEJA:
O Santo Moisés acusa no céu o povo que não acreditava em Jesus – João 5,45
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A BÍBLIA DIZ QUE:
Os Santos julgarão os homens pecadores no último dia, NOTAS:
_______
Só poderão julgar porque acompanham de alguma forma a história da humanidade (Lucas 11,30-32; 22,28-30)
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BÍBLIA DIZ QUE FORAM DADO PODER AOS 24 ANCIÕES DE JULGAR:
APOCALIPSE 20:4
VEJA:
Olhei e vi alguns tronos, e foi entregue o poder de julgar aos que neles se assentaram;
_______
LUCAS CHAMA DE SANTOS QUE PROFETAS QUE JÁ TINHAM PARTIDO DESSA VIDA VEJA:
_______
como falara pelos seus SANTOS PROFETAS ,
na antiguidade),
Lucas 1:70
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A BÍBLIA MOSTRA EM APOCALIPSE:
Que os ANCIÕES estaão “ao redor do TRONO DE DEUS” (Ap 4,4) e OS SANTOS servem a Deus diante do seu TRONO.
________
Ap 7,15: – “Por isso, ESTÃO DIANTE DO TRONO DE DEUS E O SERVEM, DIA E NOITE, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda.”
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Ap 8,3: – “[…]<>, que <<ESTÁ ADIANTE DO TRONO
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A BÍBLIA AFIRMA QUE OS SANTOS E OS PROFETAS CANTAM E GLORIFICAM A DEUS:
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Celebrem o que se deu com ela, ó céus!
Celebrem, ó SANTOS , APÓSTOLOS E PROFETAS!
Deus a julgou, retribuindo-lhe
o que ela fez a vocês ‘ “.
Apocalipse 18:20
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E A BÍBLIA MOSTRA MARIA A MULHER REVESTIDA DE SOL NO LIVRO DE APOCALIPSE COM O SEU TÍTULO MULHER:
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POR ISSO ESTÁ ESCRITO:
Que um grande (SINAL) apareceu no céu: UMA (MULHER) vestida de (SOL), a (LUA) debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (APOCALIPSE 12,1).

Autor: Edmilson Silva