terça-feira, 31 de janeiro de 2017



Participe do Fórum: Teologia da Retribuição x Teologia da Graça, para esclarecer os diferentes enfoques que ambas as teologias apresentam. Qual é a que mais corresponde à sua formação e experiência pessoal atual?

Ao ver os dois vídeos propostos neste tópico e ler os textos propostos, responda:
 1. Quais “Imagens distorcidas de Deus”, você percebe que são retratadas no contexto em que você vive e atua?

2. Há possibilidade de conciliar a imagem do Deus da graça, com a imagem do Deus da retribuição? Justifique.


 Resposta 1:
"Deus vai te castigar!"
"Deu ama a criança boa e a má ele rejeita!"
Cresci ouvindo isto e confesso: Carreguei comigo, por muito tempo um sentimento de culpa. E isto me prejudicou em vários âmbitos da minha vida; provocando sentimento de insatisfação, rejeição de mim p comigo mesma, e rejeição pelas coisas que realizei. Nada estava bom para mim. Porém, isto tudo, hoje, é passado. Caminhando, buscando o sentido da vida, trabalhando a fé e  esperança junto com a igreja, e hoje, mais do que nunca os estudos da Teologia, abriu para mim um leque de possibilidades que eu desconhecia. Reforçou um olhar diferenciado e positivo da vida, sentimentos, afetos, pessoas, amar-me mais e o outro, entre outras  coisas. O amor é a melhor escolha! Deus é imenso, misericordioso, bom, amável e perdoa sempre...para justos e injustos. Conheci a  própria misericórdia que é o Senhor e tudo mudou! O caminho com Deus se faz caminhando, recebendo dele e doando na mesma proporção ou até mais. Amar sem condições. Deus espera... e sua presença é inevitável ...mesmo quando nem sonhamos que a sua brisa vai chegar.

 Resposta 2:
 Impossível!! Não tem como conciliar. São dois  lados opostos: Deus da graça X deus da retribuição.
 Vejamos: Nosso Senhor morreu crucificado, sofreu muito, e no entanto era  Justo e Santo.Como isto? Deus não negocia, ele é parceiro e perdoa. Para o deus da retribuição um homem bom, respeitável, honesto, honrado, não deve sofrer. Haja vista os falsos profetas que hoje em dia diz aos seus fiéis que: "se vc doar  tudo que  você tem, receberá o dobro em prosperidade"; um "deuzinho" de oferta e procura, se você der você recebe e se não der você nada terá, entre outras ofertas... Para mim duas dimensões e um grande abismo os separa. Resumindo a fala da  Irmã  Romi: "assim como a água  está para a vida, a graça para o homem". A graça é para todos, porém, nem todos a esperam ou reconhecem. Entretanto, mesmo assim Deus permanece e está para todos, mesmo  aos que não o reconhecem. Para os que acreditam, confiam e esperam, mesmo no sofrimento, terão o reino eterno que Jesus preparou.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ah! Como é bom é sentir a doce paz
E o amor que suave me leva a sorrir.
É você chegou qual ladrão me fitou e 
Roubou para si o meu coração.
E agora sem forças eu sou prisioneiro
Do mais belo amor, do Doce Jesus
Do meu bem da cruz.
Jesus.

sábado, 30 de julho de 2016



Atividade (4): Releitura do Êxodo no Evangelho de João
Leia todo o Evangelho de João, e responda:


1)Que símbolos da Teologia do Êxodo, são retomados no Evangelho de João? Qual é o enfoque dado pelo evangelista a cada um deles? 

Precisamos de sete chaves para entender o sentido mais profundo do evangelho de São João, um evangelho riquíssimo que nunca será esgotado tamanha sua profundidade e riqueza:

1ª chave: Personalidade do evangelista
Para entender melhor uma obra literária é preciso conhecer o autor.
João significa Deus faz misericórdia e é conhecido como o discípulo amado.Irmão de Tiago e filho de Zebedeu, pescador . Sua mãe era uma mulher muito ousada e talvez dominante e manipuladora, pois queria que seus filhos sentassem um à direita e outro à esquerda de Jesus.
Assinatura: está presente na cruz(19.26-27)
Fotografia: reclinado no peito de Jesus na última ceia (13,23-25)Símbolo: águia, a qual voa alto e tem uma excepcional visão; reconhece Jesus no Lago de Tiberíades (21,7)
2ª chave: Último a escrever e o faz usando uma linguagem simbólica
O primeiro versículo é como a clave de um pentagrama, o qual dará significado a todo o posterior.
“No princípio era verbo e o verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.”(1,1)
João escreve entre 20 e 25 anos depois de Mateus, e 35 anos depois de Marcos.
Tem 15.416 palavras e 21 capítulos 

3ª chave: Divisão do Evangelho: duas partes

1ª parte: Livro dos Sinais (1,35-12,50)

Para João não existem milagres, mas “sinais” de Jesus, e ele selecionou sete, em que o mais importante não é o que se vê, mas o seu significado.

-Primeiro sinal: Bodas em Caná da Galiléia, matrimônio de Deus com o homem (2,1-10)

-Segundo sinal: Cura o filho de um funcionário real em Caná da Galiléia (4,46-54)

-Terceiro sinal: Cura do paralítico na piscina de Betesda (5,1-18)

-Quarto sinal: Multiplicação dos pães, no deserto (6,1-14)

-Quinto sinal: Jesus caminha sobre o mar (6,16-21)

-Sexto sinal: Cura do cego de nascença, no sábado, em Siloé (9,1-7)

-Sétimo sinal: Ressurreição de Lázaro, próximo a Páscoa (11,33-34)

Estes sete sinais mostram a missão de Jesus, porém, Ele mesmo é o ícone de Deus e revela:“Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (3,16)

Por isso, repetia:

“Quem me vê, vê o Pai” (14,9)


3ºENFOQUE
2ª parte: Livro da glorificação na cruz e a hora de Jesus.
A segunda parte do evangelho de São João é a glorificação de Jesus, que está em harmonia com o tema da hora ou Páscoa da “hora” (2,4; 5,25; 7,30; 8,20; 12,23.27; 13,1; 16,2.4.25.32;17,1), a qual é como a contagem regressiva que culmina na cruz.Onde depois será glorificado.

4ª chave: Os sete “EU SOU” de Jesus
Jesus se apresenta sete vezes com a fórmula “EU SOU”, a qual nos lembra a descrição de Deus no monte Sinai e expressa a divindade de Jesus.

2º ENFOQUEEu sou o pão da vida, o verdadeiro pão do céu (6,35.41.48.51) O verdadeiro alimento é Jesus;
-E sou a luz do mundo (8,12) JESUS é a luz;

-Eu sou a porta das ovelhas (10,7.9) Jesus é a porta;

-Eu sou o Bom Pastor (10,11.14) Jesus é o bom pastor;

-Eu sou a ressurreição e a vida (11,25);

-Eu sou o caminho, a verdade e a vida (14,6);

-Eu sou a videira verdadeira (15,1).

5ª chave: Novidade de Jesus

João é dramático: mostra o rompimento e a novidade absoluta do Segundo Testamento. Assim apresenta a novidade radical de Jesus com relação às instituições, personagens e ícones do Primeiro Testamento.

Primeira Novidade: Nova escada de Jacó que comunica o céu com a terra: Gn 28,12-15;

Segunda novidade: Novo homem: Jo 1,30; 19,5;

1º ENFOQUE-Terceira novidade: Páscoa do Novo templo( “Eu destruirei esse templo e em três dia o reconstruirei”): 1Re 8,20.29; Jo 2,19;
Quarta novidade: Novo noivo, que dá o vinho da alegria: Gn 24,4.7.67; Jo 2,1-12; 3,29;

Quinta novidade: Novo cordeiro: Gn 22,8;

Sexta novidade: Novo poço de Jacó: Jo 3,14;

Sétima novidade: Nova serpente do deserto: Jo 3,14

6ª chave: Crucifixão e morte na cruz (19,23.30)

7ª chave: Profissão de fé de Tomé na divindade de Jesus (20,24-31)
O simbolismo de João , pertence à própria estrutura deste Evangelho, organizado, para revelar tudo o que nele se relata: , diálogos e discursos. Assim ,é revelado os milagres são chamados “sinais”, porque revelam a identidade de Jesus, a sua glória, o seu ser divino e o seu poder salvador, como pão (6), luz (9), vida e ressurreição (11), em ordem a crer nele; outras vezes são “obras do Pai”, mas que o Filho também faz (5,19-20.36). Repetindo, AQUI TAMBÉM O enfoque dado por São João aos símbolos do êxodo é que Jesus e sua identidade , sua glória, seu ser divino, seu poder salvador como pão vida e ressurreição SÃO REVELADOS NO BOM SENTIDO “escrachadamente” em JOão. Impossível neste evangelho não descobrir o Messias, o filho de Deus que nos foi dado, o Salvador, o Deus que abre o caminho para a eternidade para os filhos de Deus , o Deus que como Moisés vive o seu êxodo rumo à Jerusalém nos apontando o céu a eternidade, entre outros títulos ou referências feitas a Jesus pelo discípulo amado.

Cristo Revelado

O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. Para João, a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro” de Deus (1.29), ele procurou a redenção da humanidade; 2) Através de sua vida e ministério, ele revelou o Pai. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. Na verdade, os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”, testemunham a missão divina do Filho de Deus.

Objetivo e Teologia

Este Evangelho propõe-se confirmar na fé em Jesus, como Messias e Filho de Deus (20,30-31). Destina-se aos cristãos, na sua maioria vindos do paganismo (pois explica as palavras e costumes hebraicos), mas também em parte vindos do judaísmo, com dificuldades acerca da condição divina de Jesus e com apego exagerado às instituições religiosas judaicas que se apresentam como superadas (1,26-27; 2,19-22; 7,37-39; 19,36). Sem polemizar contra os gnósticos docetas, que negavam ter Jesus vindo em carne mortal (1 Jo 4,2-3; 5,6-7), JOÃO não deixa de sublinhar o realismo da humanidade de Jesus (1,14; 6,53-54; 19,34). Por outro lado, é um premente apelo à unidade (10,16; 11,52; 17, 21-24; 19,23) e ao amor fraterno entre todos os fiéis (13,13.15.31-35; 15,12-13).
JOÃO pretende dar-nos a chave da compreensão do mistério da pessoa e da obra salvadora de Jesus, sobretudo através do recurso constante às Escrituras: “Investigai as Escrituras (…): são elas que dão testemunho a meu favor” (5,39). Embora seja o Evangelho com menos citações explícitas do Antigo Testamento, é aquele que o tem mais presente, procurando, das mais diversas maneiras (por métodos deráchicos), extrair-lhe toda a riqueza e profundidade de sentido em favor de Jesus como Messias e Filho de Deus, que cumpre tudo o que acerca dele estava anunciado por palavras e figuras (19,28.30).
Além destes temas fundamentais da fé e do amor, JOÃO contém a revelação mais completa dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação do Verbo, o Filho no seio do Pai, o Filho Unigênito, que nos torna filhos (adotivos) de Deus; a doutrina sobre a Igreja (10,1-18; 15,1-17; 21,15-17) e os Sacramentos (3,1-8; 6,51-59; 20,22-23) e sobre o papel de Maria, a “mulher”, nova Eva, Mãe da nova humanidade resgatada (2,1-5; 19,25-27).
O conteúdo dos textos e os símbolos presentes no Evangelho de João permitem construir sua teologia a partir de dois temas: a criação e o êxodo. Estes temas se entrelaçam ao longo da obra nos permitindo entender o objetivo e a maneira com que Jesus realiza sua missão.

a) Tema da Criação: Este tema é a chave de interpretação da obra de Jesus. A sequência de dias que aparece no início do evangelho (1.19,29,35,43; 2.1) faz com que o anúncio e início da obra de Jesus ocorram no mesmo dia da criação do homem em Gênesis 1, o sexto dia. A razão e o resultado da obra de Jesus seriam, então, terminar a criação, o que culminou com sua morte na cruz. O "Está consumado!" (19.30), duplamente interpretado sob esta ótica, ocorre também no sexto dia, como recorda o autor com outras indicações (12.1: seis dias antes da Páscoa; 19.14,31,42: preparação da Páscoa). Com isso, toda a atividade de Jesus, até sua morte, fica sob o símbolo do "sexto dia", indicando o fim a que se destina: terminar a obra criadora, completando o homem com o Espírito de Deus (19.30; 20.22).
A parte final do evangelho completa o tema da criação por se situar no "primeiro dia" (20.1), que indica o princípio e a novidade da criação terminada.
Temas como "vida" e "luz", centrais no evangelho (1.4-9), assim como o do nascimento (1.13; 3.3-21), estão na linha da criação.

b) Tema do Êxodo: Traz vários de seus elementos: a presença da glória na Tenda do Encontro ou santuário (1.14; 2.19-21), o cordeiro (1.29), a Lei (3.1-21), a passagem do mar (6.1), o monte (6.3), o maná (6.31), a passagem do Jordão (10.40), etc. Este tema também está intimamente relacionado com o tema do Messias (1.17), que, como outro Moisés, tinha que realizar o êxodo definitivo e, por isso também, com o tema da realeza de Jesus (1.49; 6.15; 12.13-19; 18.33-19.22). O "mundo", inimigo de Jesus e dos seus (15.18-16.4), de onde ele e o Pai tiram (15.19; 17.6), faz parte do tema do êxodo e adquire o sentido de terra de escravidão.
A Páscoa, oportunidade para relembrar o êxodo, faz parte das seis festas que enquadram a atividade de Jesus. Delas, a primeira, a terceira e a última são a própria festa da Páscoa (2.13; 6.4; 11.55; 12.1).
Destaca-se a insistência no número seis: sexto dia, sexta hora, seis dias antes da Páscoa, seis festas, seis talhas. Este número indica o incompleto, um preparatório, o período da atividade que visa a um resultado. O número sete aparece somente em uma ocasião, a sétima hora (4.52), e indica o fruto da obra completa: a vida que Jesus dá.

Relacionando os temas, podemos dizer que o desejo de Deus é terminar a criação do homem dando-lhe o princípio de vida que supera.



2)Por que o mistério pascal de Cristo é uma das chaves de releitura do Êxodo, no Evangelho de João?


Posso responder bem objetivamente que todo mistério de Jesus, sua vida e seu sofrimento, o plano de salvação do pai aceito pelo filho e executado por ele mesmo, está  nas “entrelinhas” do antigo testamento, no êxodo de Moisés, todo ele prefigurado lá no passado. Em João esse mistério grandioso e adorável é REVELADO pelo discípulo amado. Partindo dessa resposta  fiz pesquisas e acrescento abaixo para enriquecimento: 

O Evangelho de João é uma reinterpretação da Escritura com ênfase no Livro do Êxodo. A indicações mais claras das tradições do Êxodo em João são encontradas no prólogo de abertura (João 1,1-18). Naturalmente o prólogo é uma introdução ao Evangelho, porém uma introdução que já aparece como síntese de tudo aquilo que irá se discutir durante todo o escrito joanino.
Logo no inicio ecoam as palavras da Torá de Moisés, (“No princípio era o Verbo...” Gn 1,1). Estas palavras já definem claramente a sua sintonia com o ritmo de Moisés.
Lembramos aqui que, para os judeus do tempo de Jesus, a Torá era Moisés e Moisés era a Torá (cf. At 15,21: “Pois, desde os tempos antigos, Moisés tem em cada cidade os seus pregadores, que o leem nas sinagogas todos os sábados”. A personalidade e a entidade se tornaram sinônimos. Falar em Moisés é falar em Pentateuco, é falar em Torá.
Logo, fica claro que a identidade de Moisés no primeiro século estava intimamente ligada à Lei (Torá) dada no monte Sinai. Esse recurso começa no prólogo (“Porque a Lei foi dada por meio de Moisés”, 1,17) e se manifesta em todo o Evangelho.
A frase mais citada do prólogo ( “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós” 1,14), tem uma referência direta com Êxodo 29,43-46). Ela evoca claramente a linguagem do deserto no texto grego. Com o uso da palavra Gr skheno, em Hb. Shakhan de onde vem a palavra Shekhina (fixar a tenda, habitar ou viver numa tenda). Portanto, “habitou entre nós” evoca para seu público mais experiente, mais sábio a Tenda ou Tabernáculo do deserto. Assim, a memória da presença de YHWH localizada na parte interna do Tabernáculo iria evocar o mesmo sentimento na vida e na encarnação de Seu Filho, o Logos, a Palavra. O apocalipse confirma esta ideia quando diz: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens” (Rev 21,3).

Entrando mais no mistério Pascal.

No quarto Evangelho, João Batista apresenta Jesus como “Cordeiro de Deus” (1,36). Mas afinal de contas, de que cordeiro se trata? Não há nenhuma sombra de dúvida que se refere ao cordeiro da Páscoa (Ex 12).
Claro, o Êxodo e a Páscoa foram considerados ao longo dos séculos antes de Cristo o padrão e o protótipo da Redenção Messiânica. De fato, é pressuposto do Novo Testamento como um todo, e por excelência nos Evangelhos, que a morte de Jesus é o ato redentor que inaugura o novo Êxodo escatológico da salvação.
E é talvez aqui, em João, onde essa expectativa chega à sua mais gloriosa consumação.
Lembretes da Páscoa permeiam o contexto (13,1; 18, 28.39; 19,14). A festa da Páscoa fornece aos leitores uma estrutura teológica com a qual interpretar a paixão de Jesus.
Na celebração da festa, o cordeiro pascal escolhido devia ser perfeito ou sem mácula. Para verificar este fato, as famílias tinham que manter o cordeiro com eles durante quatro dias, em seguida, matá-lo no crepúsculo (Ex 12,5-10). É dentro deste contexto que a declaração de Pilatos, em 19,6 é muito significativa: "Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu não acho culpa Nele." Em outras palavras, como o cordeiro, sem defeito, ele é apto para ser sacrificado.
Lembramos que, de acordo com o Evangelista, Jesus foi crucificado no dia da preparação da Páscoa (19,31.42), que era o décimo quarto dia de Nisan de acordo com a cronologia de João (Ex 12,6). Isto aconteceu ao mesmo tempo que os israelitas fiéis estariam abatendo seus cordeiros para a celebração da Páscoa. O facto de os guardas não quebrarem as pernas de Jesus (19,33) estava diretamente relacionado com o prescrito tratamento do cordeiro pascal e é explicitamente confirmada em 19,36 (Ex 12,46 "É para ser comido em uma única casa; vocês não devem levar nenhuma parte da carne fora da casa, nem é para quebrar qualquer osso dele." Cf. Nm 9,12).
Sendo assim,o evangelho de João é uma releitura fundante do êxodo e que vai culminar no Mistério Pascal de Jesus. O Evangelista João em seu típico simbolismo integra diversos símbolos do êxodo em seus textos bíblicos. Faz paralelo com o êxodo de Moisés, situando graça e verdade trazida por Jesus(Jo 1,17). Em Ex 3,14 é atribuído a Deus o título de "Eu Sou", em João é o próprio Cristo que se identifica com o mesmo título, Jo 4,26. Os sinais que Javé realizou em favor do povo hebreu são retomados nos 7 sinais realizados por Cristo, esquematizando todo o E. de João. A Páscoa Judaica é interpretada na simbologia do Cordeiro Pascal(Jo 1,29); o Maná alimento para o povo do deserto é retomado em Jesus como o Pão da Vida(Jo 6,22-59); a Água da rocha que saciou a sede d povo hebreu, retomada em Jesus como Fonte de água viva(Jo 3,5;4,14); a Serpente de B. levantada por Moisés, em Jesus levantado na cruz e é salvação para os que creem(Jo 3,14-15); o domínio de Moisés sobre o mar vermelho é atualizado em Jesus que caminha sobre as águas(Jo 6,16-21). Citei aqui, apenas alguns elementos de ligação entre o Êxodo e o Evangelho de Joao. Todavia, em cada capitulo do seu Evangelho nós podemos encontrar elementos do Êxodo como pano de fundo para todo o relato.


Bibliografia:
-SILVA,Valmor da. Deus Ouve o Clamor de um Povo- Teologia do Êxodo. São Paulo Paulinas,2004.
-Texto em PDF: Introdução e Fundamentos do Êxodo por Ir. Romi Auth fsp.
-Para ler o Evangelho de João-Jakler Nichele Nunes.
- <http> :// prazerdapalavra.com.br/bíblias/panoramas
- Fonte: Jesus nos quatro evangelhos – José H. Prado Flores
-BORTOLINI, J. Como ler o Evangelho de São João. São Paulo: Paulus, 1997.
-BRUCE, F. F. João, introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1987.
-CARSON, D. A. O Comentário de João. São Paulo: Shedd, 2007.
-MATEOS, J; Barreto, J. O Evangelho de São João. São Paulo: Paulinas, 1987.
-MAZZAROLO, I. Nem aqui, nem em Jerusalém. O Evangelho de João. Rio de Janeiro: Mazzarolo Editor, 2001.
-STERN, D. H. Comentário Judaico do Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2008.

sábado, 18 de junho de 2016


16 DE JUNHO DE 2016

Tesouro de Exemplos - Parte 133

A METADE DE UM PÃO PARA 50 RELIGIOSAS


S. Clara, abadessa do convento de S. Damião, porfiava com S. Francisco na observância da pobreza, de tal modo que, as vezes, não havia nada para a refeição.
De uma feita, a hora do almoço, Irmã Cecilia, a ecônoma, corre triste a mostrar a abadessa o único pão que havia em casa. Um pão para 50 religiosas!...
— Minha filha, — disse-lhe S. Clara, — divida o pão em duas partes: uma metade mande aos nossos bons Irmãos esmoleiros, os quais com certeza estão necessitados como nós; a outra metade, vocé a divida em cinquenta fatias, que tantas são as Irmãs.
— Mas, Madre — replica a ecônoma — para dar de comer a 50 religiosas com a metade de um pão, seria mister que Deus renovasse para nós as maravilhas operadas outrora em favor da multidão faminta...
— E por que duvidar, minha filha? vá — diz-lhe a Santa com um sorriso angélico — vá e com espirito de fé faça tudo como lhe ordenei.
Depois, reunidas no refeitório todas as Irmas, pôs-se a rezar junto com elas; e eis que, durante a oração, as fatias de pão cresciam maravilhosamente nas mãos de Irma Cecilia que as distribuía.
Todas as Irmãs ficaram abundantemente servidas e não cessavam de dar graças a santa abadessa e mais ainda ao bom Deus, que renovara diante de seus olhos o prodígio da multiplicação dos pães.

Read more: http://www.saopiov.org/2016/06/tesouro-de-exemplos-parte-133.html#ixzz4ByVTPRyL

quarta-feira, 30 de março de 2016

O dia no qual cães encontraram “alguém” vivo dentro do Sacrário

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O site Norte Americano  www.americaneedsfatima.org revelou um fato impressionante ocorrido no ano de 1995 durante visita do Papa João Paulo II aos Estados Unidos.
A descrição foi feita pelo Padre Albert J. Byrne no artigo “Nature’s Evidence of the Real Presence” (“Uma evidência natural da Presença Real” – link acima).
Conta o Padre que o Papa decidiu fazer uma visita não programada ao Santíssimo Sacramento durante sua passagem pelo Seminário de Santa Maria, em Baltimore. No entanto, a Capela não havia sido inspecionada pelo aparato de segurança do Sumo Pontífice. Cães treinados para encontrar pessoas em escombros de catástrofes foram levados à Capela de modo a verificarem se havia alguém escondido e que pudesse causar algum problema ao Santo Padre.
O que aconteceu em seguida foi impressionante. Os cães pararam diante do Sacrário e ficaram imóveis, com olhar fixo, cheirando e se recusando a sair do local, conforme foram treinados a fazer diante de pessoas vivas cobertas por escombros. Para eles, não havia dúvida: alguém estava escondido no Sacrário.
Os cães só deixaram o local após receberem o comando específico de seus treinadores para tal fim.
Apostolado Catecismo da Igreja Católica

ELE VIVE, ELEVIVE, E PRESENTE AQUI ESTÁ!!!!!!!!!!!!!! JESUS CRISTO VIVE E É O SENHOR!!!!

sexta-feira, 18 de março de 2016


Santa Brígida: infiltração na Igreja atrai a ira de Deus.
Nossa Senhora obtém a restauração da Igreja Militante






Santa Brígida de Suécia

Santa Brígida (também “Brigita”) da Suécia (1303-1373) foi mãe de oito filhos. Após ficar viúva, tornou-se religiosa e fundou a Ordem do Santíssimo Salvador, mais conhecida como Ordem das Brigidinas.

Ela promoveu a reforma da Igreja que começava a dar sinais de decadência com o fim da Idade Média.

Foi também grande mística, favorecida com visões e revelações relativas à Igreja.

Na nossa época, atingida por males derivados daquela mesma decadência da Igreja, os escritos místicos da Santa atraem especialmente o interesse dos católicos perplexos pela crise religiosa e eclesiástica universal.

Santa Brígida é co-padroeira da Europa.

A seguir publicamos o capítulo 5 do primeiro de seus livros que onde Nosso Senhor lhe apresenta a natureza e a proveniência da crise da Igreja.

Nosso Senhor fustiga os perniciosos erros que com hipócrita manipulação da misericórdia justificam a prática constante do pecado.

Os inimigos infiltrados na Igreja em nome dessa hipocrisia perseguem e ferem ferozmente os bons.

Essa falsa pregação acompanhada de uma perseguição sorrateira ao bem, em verdade, atrai a cólera divina.

Mas Nossa Senhora obtém a verdadeira misericórdia para os bons e Deus decide reedificar a Igreja Militante, premiando aos bons e fazendo sentir o rigor de sua justiça para os maus e hipócritas impenitentes.

A concordância desta visão com os anúncios do Segredo de La Salette salta aos olhos e dispensa comentários.


Livro 1 - Capítulo 5

Visão de Santa Brígida em Nosso Senhor lhe apresenta uma nobre fortaleza que simboliza a Igreja Militante infiltrada pelos seus inimigos. Mas, lhe mostra que essa Igreja merecedora da punição da justiça será reconstruída em virtude das orações da gloriosa Virgem e dos Santos.


A cidadela da Igreja corrompida pelos inimigos



Santa Brígida de Suécia
Eu sou o Criador de todas as coisas. Sou o Rei da gloria e o Senhor dos anjos.

Construí para Mim uma nobre fortaleza e tenho colocado nela os meus eleitos.

Meus inimigos têm corrompido seus fundamentos e tem dominado meus amigos amarrando-os ao pelourinho a ponto de fazem sair a medula dos ossos de seus pés. Suas bocas são apedrejadas e são torturados pela fome e a sede.

Assim, os inimigos perseguem o seu Senhor. Meus amigos estão agora gemendo e suplicando ajuda; a justiça pede vingança, mas a misericórdia invoca o perdão.

A Corte celeste vota pela execução da terrível justiça divina

Então, Deus disse à Corte Celestial ali presente:

– “O que pensais dessas pessoas que têm assaltado minha fortaleza?”.

Eles, a uma voz responderam:

– “Senhor, toda a justiça está em Ti e em Ti vemos todas as coisas. A Ti foi dado todo juízo, Filho de Deus, que existes sem princípio nem fim, Tu és seu Juiz”.

E Ele disse:

– “Como todos sabeis e vedes em Mim, pelo bem da Minha Esposa, decidam qual é a sentença justa”.

Eles disseram:

– “Isto é justiça: Que aqueles que derrubaram os muros sejam castigados como ladrões; que aqueles que persistem no mal, sejam castigados como invasores, que os cativos sejam libertados e os famintos saciados”.


Nossa Senhora pede misericórdia
Então Maria, a Mãe de Deus que a princípio havia permanecido em silencio, disse:

– “Meu Senhor e Filho querido, tu estiveste em meu ventre como verdadeiro Deus e homem. Tu te dignaste a santificar-me a mim que era um vaso de argila. Eu te suplico, tem misericórdia deles uma vez mais!”

O Senhor respondeu a sua Mãe:

– “Bendita seja a palavra de tua boca! Como um suave perfume sobe até Deus. Tu és a glória e a Rainha dos anjos e de todos os santos, porque Deus foi consolado por ti e a todos os santos deleitas. E porque tua vontade tem sido a Minha desde o começo de tua juventude, uma vez mais cumprirei o teu desejo”.


Deus promete a restauração da Igreja Militante
Então Ele disse à Corte Celestial:

– “Porque haveis lutado valentemente, pelo bem da vossa caridade, terei piedade por ora.

“Vede, reedificarei meu muro pelos vossos rogos.

“Salvarei e curarei os oprimidos pela força e os honrarei cem vezes pelo abuso que sofreram.

“Se os que fazem violência pedem misericórdia, terão paz e misericórdia. Aqueles que a desprezam, sentirão Minha justiça”

quarta-feira, 9 de março de 2016

LEITURA II – 1 Tes 5,16-24
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses
Irmãos:
Vivei sempre alegres, orai sem cessar,
dai graças em todas as circunstâncias,
pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus.
Não apagueis o Espírito,
não desprezeis os dons proféticos;
mas avaliai tudo, conservando o que for bom.
Afastai-vos de toda a espécie de mal.
O Deus da paz vos santifique totalmente,
para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo –
se conserve irrepreensível
para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É fiel Aquele que vos chama
e cumprirá as suas promessas.
AMBIENTE
Tessalónica era, no século I da nossa era, a cidade mais importante da Macedónia. Porto marítimo e cidade de intenso comércio, era uma encruzilhada religiosa, na qual os cultos locais coexistiam lado a lado com todo o tipo de propostas religiosas vindas de todo o Mediterrâneo.
A cidade foi evangelizada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária, muito provavelmente no Inverno dos anos 49-50. Paulo chegou a Tessalónica acompanhado de Silvano e Timóteo, depois de ter sido forçado a deixar a cidade de Filipos. O tempo de evangelização foi curto – talvez uns três meses; mas foi o suficiente para fazer nascer uma comunidade cristã numerosa e entusiasta, constituída maioritariamente por pagãos convertidos. No entanto, a obra de Paulo foi brutalmente interrompida pela reacção da colónia judaica… Os judeus acusaram Paulo de agir contra os decretos do imperador e levaram alguns cristãos diante dos magistrados da cidade (cf. Act 17,5-9). Paulo teve de deixar a cidade à pressa, de noite, indo para Bereia e, depois, para Atenas (cf. Act 17,10-15).
Entretanto, Paulo tinha a consciência de que a formação doutrinal da comunidade cristã de Tessalónica ainda deixava muito a desejar. A jovem comunidade, fundada há pouco tempo e ainda insuficientemente catequizada, estava quase desarmada nesse contexto adverso de perseguição e de provação (cf. 1 Tes 3,1-10). Preocupado, Paulo enviou Timóteo a Tessalónica, a fim de saber notícias e encorajar os tessalonicenses na fé (cf. 1 Tes 3,2-5). Quando Timóteo voltou e apresentou o seu relatório, Paulo estava em Corinto. Confortado pelas informações dadas por Timóteo, o apóstolo decidiu escrever aos cristãos de Tessalónica, felicitando-os pela sua fidelidade ao Evangelho. Aproveitou também para esclarecer algumas dúvidas doutrinais que inquietavam os tessalonicenses e para corrigir alguns aspectos menos exemplares da vida da comunidade.
A Primeira Carta aos Tessalonicenses é, com toda a probabilidade, o primeiro escrito do Novo Testamento. Apareceu na Primavera-Verão do ano 50 ou 51.
O texto que hoje nos é proposto faz parte das exortações com que Paulo encerra a carta. Depois dos ensinamentos sobre a segunda vinda do Senhor (cf. 1 Tess 4,13-18) e de um convite veemente a esperar, vigilantes, esse momento final da história humana (cf. 1 Tess 5,1-11), Paulo apresenta alguns elementos concretos que os tessalonicenses devem ter sempre em conta e que devem marcar a existência cristã nesse tempo de espera (cf. 1 Tess 5,12-28).
MENSAGEM
Como é que os cristãos devem, então, viver esse tempo de espera do Senhor?
No texto que a segunda leitura deste domingo nos propõe, Paulo não apresenta grandes desenvolvimentos nem reflexões muito elaboradas… No entanto, o apóstolo apresenta sugestões muito úteis para a vida cristã e para a construção da comunidade.
Paulo começa por pedir aos tessalonicenses que vivam alegres e que pautem a sua vida por uma intensa oração, sobretudo a oração de acção de graças. O cristão é sempre uma pessoa livre e feliz, consciente da presença salvadora e libertadora de Deus ao seu lado, que contempla permanentemente esse horizonte último de vida eterna e de felicidade definitiva que Deus lhe reserva e que, por isso, agradece e louva ao seu Senhor.
Depois, o apóstolo pede também aos tessalonicenses que abram o coração ao Espírito e que não desprezem os seus dons. Esta referência pode significar que as experiências carismáticas começavam a criar problemas na comunidade… Provavelmente, nem toda a gente entendia e estava aberta às interpelações que o Espírito fazia através de alguns membros da comunidade… O novo, o espontâneo, o criativo, chocavam com o rotineiro, o estabelecido, o pré-fixado. Paulo recomenda aos cristãos de Tessalónica que saibam tudo analisar com cuidado e discernimento, sem preconceitos, de coração aberto à novidade de Deus, guardando “o que é bom” e afastando-se de “toda a espécie de mal”.
Uma comunidade construída de acordo com estes princípios – que vive a sua existência histórica com alegria e serenidade, que louva o seu Senhor e que está permanentemente atenta para discernir e aceitar os dons do Espírito – é uma comunidade “santa” e irrepreensível, preparada para acolher, em qualquer momento, o Senhor que vem.
ACTUALIZAÇÃO
Considerar, na reflexão, os seguintes desenvolvimentos:
• A existência cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. Na sua peregrinação pela história, mergulhados na alegria e na tristeza, no sofrimento e na esperança, os crentes não podem perder de vista essa meta final que dá sentido a toda a caminhada. O caminho cristão deve ser percorrido na atenção e na vigilância, procurando viver com coerência os compromissos assumidos no dia do Baptismo e na fidelidade às propostas de Deus.
• De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, esse caminho deve ser percorrido na alegria… O cristão é alegre, porque sabe para onde caminha e está certo de que no final da caminhada encontra os braços amorosos de Deus que o acolhem e o conduzem para a felicidade plena, para a vida definitiva. Nem os sofrimentos, nem as dificuldades, nem as incompreensões, nem as perseguições podem eliminar essa alegria serena de quem confia no encontro com o Senhor. É essa alegria serena e essa paz que marcam a nossa existência e que brilham nos nossos olhos, ou somos seres derrotados, desiludidos, que se arrastam pela vida mergulhados no desespero e na solidão, sem rumo e ao sabor da corrente e das marés?
• De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, esse caminho deve ser percorrido também num diálogo nunca acabado com Deus. O crente é alguém que “ora sem cessar” e “dá graças em todas as circunstâncias” pelos dons de Deus, pela sua presença amorosa, pela salvação que Deus não cessa de oferecer em cada passo da caminhada. Sabemos encontrar espaços para o diálogo com Deus? Sabemos sentir-nos gratos por esses dons que, a cada instante, Deus nos oferece?
• De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, esse caminho deve ser percorrido, ainda, numa atitude de permanente atenção aos dons e aos desafios do Espírito. Sabemos estar atentos às propostas de Deus, ou deixamo-nos prender num esquema de instalação, de rotina, de preconceitos que não nos deixam acolher e responder aos desafios e à novidade de Deus?