sexta-feira, 29 de maio de 2015

Profeta Miquéias


RESUMO:  Miquéias é um profeta de origem judaica. Viveu no Reino de Judá e, nesse ambiente, sentiu o chamado de Deus para denunciar as injustiças que os reis cometiam em favor de uma escravidão para com o povo. Miquéias denuncia, sobretudo, a idolatria e a imoralidade. Viveu no interior, teve uma vida simples e experienciou o que é ser maltratado pelos ricos. Mesmo sabendo das condições corruptas de justiça, ele só ergueu sua voz quando essa atingia o povo. Por isso, é chamado  profeta de uma Nova Esperança. Um Reino aparentemente destruído, Deus, através do profeta, anuncia um tempo novo que irá chegar.

PALAVRAS-CHAVE: Miquéias - profeta - profetismo - chamado - denúncia - pecado - Povo de Deus - esperança.                                                         
                                                                      O PROFETA DA ESPERANÇA                            
                                                                                                                                             
De origem Judaica, Miquéias nasceu em Morasti-Gat, aldeia de Judá, 35 km ao sul  de Jerusalém. Seu nome significa "quem como Deus", viveu no interior e foi profeta do povo simples e da zona rural. O profeta denuncia o pecado [idolatria,imoralidade]. Experimentou as injustiças praticadas pelos ricos e, apesar de conhecer as condições políticas da nação, ele só levantou sua voz quando algo feria a situação moral e religiosa do povo. Pouco se sabe sobre a vida do Profeta  Miquéias, nem como ele foi chamado por Deus. Mas tinha viva consciência de sua vocação profética.
Profetizou no  período entre 750 e 686 a.C., aproximadamente, durante os reinados de Jotão,  Acaz e de Ezequias, reis de Judá (1.1; Jr 26.18).  Pano de fundo da atuação de Miquéias é a queda de Samaria em 722 a. C. e o terror proporcionado pelo inescrupuloso poderio assírio e isso determinou  as suas palavras. De certa forma, anteviu, em visão, a catástrofe de Samaria (722) e de Jerusalém (701) (cf. 1.6; 3.12). Todo esse período, também coincide com a crise do reinado em Israel. Em virtude disso, é época de decadência como povo de Deus. A profunda crise é consequência da quebra do pacto com Iahweh; e quando os  reis quebravam o pacto, todo o povo entrava em crise de vida e de valores. Esta infidelidade para com Deus se manifestava em todos os níveis de relacionamento e de vida do povo. A injustiça e a corrupção andavam de mãos dadas, enraizadas no seu povo, e Miquéias, sentindo-se enviado pelo seu Deus, luta essencialmente pela justiça.
No livro, o profeta traz em sua mensagem uma mistura de julgamento e de esperança: há o anúncio sobre Israel pelos males da sociedade, envolvendo a corrupção e idolatria, mas há também uma proclamação à transformação e exaltação de Israel e Jerusalém, bem como da restauração da nação: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e ande humildemente com o teu Deus." [Mq 6,8].
Miquéias denuncia dois grupos tradicionais e constitutivos do povo de Israel: a) ataca os "seus colegas", os outros profetas - eles não visam a justiça, somente seus próprios interesses e vantagens pessoais [3,5]. Os sacerdotes e profetas, [cf. 3,9-11] aceitam bons pagamentos e se tornam cúmplices dos interesses dos poderosos; b) os chamados "cabeças" e líderes do povo - investem contra os funcionários públicos de Jerusalém,[cf. 3,1.9]. Preocupam-se tão somente em aumentar os seus bens, ter vida fácil e alegrar-se às custas do povo. Ajeitam a justiça para si e comem a carne do povo. Os ricos, por causa da sua ganância, tiram os campos dos pobres [2,1-5] e roubam conscientemente, traindo seus irmãos.]
Miquéias e Amós são contemporâneos, há muita proximidade e suas mensagens convergem. Ambos são defensores incontestes dos pobres e lavradores. São opositores das cidades e de suas instituições de opressão contra o povo da roça. Ambos denunciavam contra as injustiças sociais, políticas e religiosas, defendendo a ética moral e religiosa estabelecida por Javé. Miquéias sabe que a história de Deus com o seu povo é, acima de tudo, história de amor. O próprio juízo também é manifestação do amor de Deus, do desejo de salvação para o povo. Deus destrói toda a falsa segurança do seu povo [5,9-14], com o objetivo de reconduzi-los  à irrestrita confiança nele próprio, em Deus, e no seu agir.
Miquéias, além de si, leva o homem a desinstalar-se e incomodar-se; sua dinâmica deve perpassar toda a história de vida do povo de Deus, em fatos concretos, interagindo  com o  profetismo, tão urgente nos dias de hoje, traduzindo sua mensagem em: "Caminhos de esperança".  

ESCRITO POR: Maria do Carmo; Maria do Socorro; Marisete Barbosa; Lucimar Toledo; Ir. Regina Guimaraes; Dione Afonso; Simone Ribeiro. 

Referências Bibliográficas:

- https://www.bibliaonline.com.br- Acesso em 23/05/15
- http://www.gotquestions.org/Portugues/Livro-de-Miqueias.html -acesso em 23/05/15
- http://www.teologiaclub.com/site/index.php?pagina=texto&id=165-acesso em 19/05/15
- http://biblia.gospelmais.com.br/miqueias_6:8/
- http://www.gotquestions.org/Portugues/Livro-de-Amos.html- Acesso em 24/05/15
- SCHULTZ, Samuel J. A história de Israel no Antigo Testamento Ed. Vida Nova SP 1. Edição
- CHAMPLIM, Russel Normam. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia . Ed. Candeia 3. Edição 1995 São Paulo
- RAMPIM, José Domingos . Apostila Profetas Exílicos e Pós Exílicos
- Bíblia de Jerusálem. São Paulo: Paulus,2003.
- Paulo,Julio zabateiro Tavares. Miquéias:VOZ DOS SEM -TERRA.comentário bíblico AT. São Paulo,Editora vozes,1996.
- MCKENZIE.J.DICIONÀRIO BÌBLICO.São Paulo:Paulinas,1990.
- L.SICRE,José. A JUSTIÇA SOCIAL DOS PROFETAS.São Paulo :Edições Paulinas,1990.
- WARTH, W. Meditação sobre Miquéias 5 l-4a 5b. In: Calwer Predigthilfen. Vol. 2. Stuttgart, 1963.
- WOLFF, H. W. Mit Micha reden. München, 1978. 

Trabalho realizado em 29-05-2015 pelo  EAD-Sab/Paulinas

sábado, 16 de maio de 2015


domingo, 10 de maio de 2015

At 10,25-26.34-35.44-48
Sl 97
1Jo 4,7-10
Jo 15,9-17


Para bem compreender esta Palavra de Deus que nos é dada neste Domingo VI da Páscoa, é necessário recordar o Evangelho do Domingo passado.


Encontramo-nos ainda no capítulo 15 de São João: aí Jesus revelou-Se como a Videira verdadeira, cujo agricultor é o Pai e cujos ramos somos nós.


Eis, caríssimos: estamos enxertados no Cristo morto e ressuscitados; somos ramos Seus, vivendo da Sua seiva que é o Espírito Santo, “Senhor que dá a Vida”, Espírito de amor derramado em nossos corações. Porque temos o Espírito do Cristo, vivemos do Cristo e, no Espírito, o próprio Cristo Jesus habita em nós e nos vivifica. Recordando essas coisas, podemos compreender o que o Senhor nos fala neste hoje. Vejamos, então!


“Como o Pai Me amou, assim também Eu vos amei. Permanecei no Meu amor”.


De que amor o Senhor nos fala aqui? De um sentimento, de um afeto, de uma simpatia, de uma amizade? Não!


De que amor? Escutemos São Paulo: “O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5). O amor de que fala Jesus é o amor-caridade, o amor de Deus, o amor que é fruto da presença do Espírito de Amor, o Espírito Santo!


Colocai isso na cabeça e no coração: na Escritura, falar de Amor, de Glória, de Presença e de Poder de Deus é falar do Espírito Santo!


Pois, podemos agora compreender a profunda afirmação de Jesus: “Como o Pai Me amou, assim também Eu vos amei”.


Como o Pai amou o Filho? No Espírito de amor! Desde a eternidade, o Santo Espírito é o laço, o vínculo de amor que une o Pai e o Filho numa única e indissolúvel Divindade.


Na Sua vida humana, Jesus foi sempre amado pelo Pai no Santo Espírito. Basta recordar quando o Pai derrama sobre Ele o Espírito, o Jordão, exclamando: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo” (Mt 3,17). Eis: o Pai declara o Seu infinito amor pelo Filho, derramando sobre Ele, feito homem, Seu Espírito de amor! Jesus é o Filho amado porque Nele repousa o Amor-Deus Espírito Santo!


Pois bem, escutemos: “Como o Pai Me amou no Espírito, Eu também vos amei! Dei-vos o Meu Espírito de Amor, que agora habita em vós! Permanecei no Meu Amor, isto é, deixai-vos guiar pelo Meu Espírito, vivei no Meu Espírito!” Vede, irmãos, como agora tudo tem sentido, como as palavras de Jesus são profundas! Vede como tudo isso é verdadeiro! Escutai ainda uma palavra da Escritura: “Nisto reconhecemos que permanecemos Nele e Ele em nós: Ele nos deu o Seu Espírito!” (1Jo 4,13).


E qual é o sinal que temos e vivemos no Espírito? Que frutos esse Espírito de Amor, permanecendo em nós, nos dá?


O primeiro é cumprir os mandamentos: “Se guardardes os Meus mandamentos, é porque permanecereis no Meu amor”. É experimentando o amor de Jesus, vivendo na doçura do Seu Espírito, que podemos compreender a sabedoria dos preceitos do Evangelho e teremos a força e a doçura para cumpri-los. Como o mundo não conhece nem tem o Espírito Santo de amor, não pode compreender nem gostar dos preceitos do Senhor! Por isso esse tão grande choque entre o que a Igreja propõe em nome de Cristo para a nossa vida moral e aquilo que o mundo propõe! Aborto, eutanásia, uso de preservativos, divórcio, relações pré-matrimoniais, relações homossexuais, riqueza, prazer, etc...


Caríssimos, há um abismo entre o sentir do mundo e o sentir do cristão. Somente o cristão, sustentado pelo Santo Espírito de Amor, pode compreender que os mandamentos do Senhor não são pesados, mesmo quando nos parecem difíceis! É o Espírito de Jesus que, habitando em nós, faz-nos permanecer em Jesus e ter prazer e força no cumprimento da Sua santa vontade.


Mas, há ainda outro fruto, outro sinal da presença do Espírito em nós: a alegria interior, mesmo em meio a dificuldades, lutas e provações da vida. Escutai: “Eu vos disse isso, para que a Minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. Onde o Espírito de Jesus ressuscitado está presente, a alegria triunfa, porque a morte, a treva, o pecado foram vencidos. Por isso mesmo, o cristão, ainda que entre provações e dificuldades, poderá sempre manter uma profunda alegria interior – a alegria pascal, fruto da presença do Santo Espírito!


Ainda um último sinal dessa doce presença do Espírito do Ressuscitado em nós: o amor fraterno. “Este é o Meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei!” Jesus nos amou até entregar toda a Sua vida por nós, como remissão pelos nossos pecados. Pois bem, ao nos dar o Seu Espírito de amor, Ele nos dá as condições e a graça para amar assim, como Ele. Isso é tão forte, que a segunda leitura de hoje nos desafia: “Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor. Todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus”.


Ainda uma vez mais, meus caros, é no Espírito de Amor que podemos nascer de Deus no Batismo, é no Espírito de Amor que podemos conhecer a Deus como Pai e a Jesus como o Filho amado!


É o Espírito de Amor que nos reúne, apesar de sermos tão diferentes! Recordai-vos, caríssimos, da primeira leitura: como o Espírito, descendo sobre a família de Cornélio, que era toda pagã, fez com que Pedro, o Chefe da Igreja, aceitasse os primeiros pagãos na Comunidade cristã!


Caríssimos, a Palavra de Deus hoje escutada já nos aponta para Pentecostes, daqui a quinze dias... Prestai atenção como o fruto da morte e ressurreição de Jesus é o Dom do Seu Espírito, que permanece conosco e torna Jesus presente a nós, vivo e vivificante!


Estejamos atentos, meus caros: todos temos o mesmo Espírito de amor e no amor que é esse Espírito devemos viver. A Igreja não é uma comunidade de amiguinhos simpáticos entre si; não é a reunião de pessoas interessantes e bem relacionadas! Nada disso! Somos a Comunidade reunida em Nome de Cristo morto e ressuscitado, nascidos no Batismo no Seu Espírito Santo, Espírito que nos faz amar a Jesus e, por Jesus, amarmo-nos uns aos outros. Assim sendo, sejamos dóceis ao Espírito, permaneçamos em Cristo e arrisquemos viver de amor. Que no-lo conceda Aquele que, à Direita do Pai, deu-nos o Espírito e intercede por nós. Amém.

Postado por Dom Henrique Visão Cristã às 15:23 Nenhum comentário:

sábado, 18 de abril de 2015




Cristã- Dom Henrique Soares da Costa
Visão 
sábado, 11 de abril de 2015
Domingo da Oitava da Páscoa - In albis
At 4,32-35
Sl 117
1Jo 5,1-6
Jo 20,19-31

Há oito dias atrás, no primeiro dia após o Sábado dos judeus, ao anoitecer, Jesus ressuscitado entrou onde estavam os discípulos e lhes disse: “A paz esteja convosco!”

Há oito dias, no Dia da Ressurreição, o nosso Jesus, Vencedor da morte, enviado pelo Pai no Espírito Santo, soprou esse mesmo Espírito sobre Seus discípulos, Sua Igreja, e disse: “Como o Pai Me enviou, também Eu vos envio. Recebei o Espírito Santo!”

Há oito dias atrás, Tomé, teimoso e incrédulo, afirmou peremptoriamente: “Se eu não vir as marcas dos pregos e não puser a mão no Seu lado, não acreditarei!”

Todas essas coisas que ouvimos no Evangelho deste hoje, ocorreram no Domingo de Páscoa, no Dia da Ressurreição, há precisamente uma semana.

Hoje é a Oitava da Festa pascal, o Domingo seguinte.

E como no Domingo passado, também hoje, neste Domingo, o Senhor vem ao encontro dos Seus discípulos e coloca-Se no meio deles.

Será sempre assim: a cada oito dias os cristãos reunidos experimentarão na Palavra proclamada e no Sacrifício eucarístico celebrado, a presença real, viva e atuante Daquele que ressuscitou e caminha conosco, ou melhor, caminha à nossa frente.

E como Tomé, nós, a cada Domingo, admirados, exclamamos: “Meu Senhor e meu Deus!” E queremos, emocionados, ouvi-Lo novamente dizer a nossa respeito: “Acreditaste porque Me viste, Tomé. Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Bem-aventurados nós, caríssimos meus em Cristo, nós de 21 séculos depois! Bem-aventurados nós que firmemente cremos no Senhor e participamos do Seu Sacrifício eucarístico, ainda que não tenhamos visto o Senhor com os olhos da carne!

São Pedro, quase que fazendo eco às palavras do nosso Salvador, exclama, a nosso respeito também: “A Ele, embora não O tenhais visto, amais; Nele, apesar de não O terdes visto, mas crendo, vos rejubilais com alegria inefável e gloriosa, pois que alcançais o fim da vossa fé, a saber, a salvação das vossas almas!” (1Pd 1,8s)

Eis precisamente aqui a mensagem deste Domingo da Oitava: fazer-nos conscientes do nosso encontro, da nossa comunhão real, íntima, transformante, com o Senhor ressuscitado!

Este encontro que ocorre de modo mais intenso a cada Domingo na Eucaristia – e, por isso mesmo, faltar à Missa dominical é excluir-se da Comunidade dos discípulos, é “ex-comungar-se”, é colocar-se fora da Comunhão com o Ressuscitado e com aqueles aos quais Ele chama de “Meus irmãos”...

Este encontro, que ocorre de modo mais intenso a cada Domingo na Eucaristia, não começou aqui no Sacrifício da Missa; iniciou-se no nosso Batismo, quando recebemos, no símbolo da água, o Espírito Santo do Ressuscitado, passando a viver Nele que, no Seu Espírito, veio realmente viver em nós!

Três misteriosas palavras da Missa de hoje exprimem este mistério. Ei-los:

(1) A palavra da segunda leitura: o Autor sagrado afirma que quem crê em Jesus nasceu de Deus e vive uma vida de amor aos irmãos.

Quem crê em Jesus, diz ele, vence o mundo, vence o pecado, vence a tragédia de uma vida sem sentido, distraída apenas com eventos, futilidades e distraçõezinhas do mundo.

Eis as suas palavras: “Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” E, então, acrescenta de modo belo, forte, surpreendente e misterioso: “Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue. E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade”.

Caríssimos, que palavras impressionantes! Se nossos irmãos protestantes as compreendessem pediam imediatamente a comunhão com a Igreja de Cristo, nossa Mãe católica e apostólica!

Aqui o Autor sagrado está falando do Batismo e da Eucaristia. Vence o mundo quem crê em Jesus; não num Jesus do passado, mas num Jesus que está vivo e na força do Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que Ele derramou sobre nós, vem ao nosso encontro, habita em nosso íntimo.

Como? Pelos sacramentos! É nos sacramentos que recebemos o Espírito Santo, é nos sacramentos que o Senhor entra em comunhão conosco e nós com Ele. Ele vem continuamente, vivo e vivificador pela água do Batismo e o Sangue da Eucaristia!

Nos santos sacramentos, nós experimentamos Jesus, recebemos a Vida de Jesus e podemos testemunhar ao mundo que Jesus está vivo e atuante!

Que realidade tão misteriosa; que graça tão grande: Jesus é o que vem sempre à sua Igreja na água e no sangue; e ambos nos dão o Espírito Santo de Jesus!



(2) A segunda palavra desta liturgia é da oração inicial da Missa deste Domingo.

Aí, a Igreja nos ensinou a pedir ao Pai que compreendêssemos melhor

“o Batismo que nos lavou,
o Espírito que nos deu nova vida
e o sangue que nos redimiu”.



Mais uma vez o Batismo e a Eucaristia que, dando-nos o Espírito de Jesus, nos colocam em comunhão íntima com Ele.

Compreendei: o que a Palavra anuncia e promete, os sacramentos realizam e cumprem! Nos sacramentos – sobretudo nos dois principais: Batismo e Eucaristia – é-nos dada a Vida que Jesus nos adquiriu com Sua morte e ressurreição; e esta Vida divina, eterna, transformadora, divinizante, é o próprio Espírito Santo que nos configura a Cristo, Cordeiro imolado e ressuscitado!



(3) Finalmente, as palavras da Entrada da Missa de hoje, como aparecem no Missal, a chamada Antífona de Entrada” tirada da Primeira Epístola de são Pedro: “Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação! (2,2).

A Igreja pensa nos que foram batizados na Vigília Pascal, nossos irmãozinhos em Cristo, criancinhas no Senhor. Que recebendo a cada Domingo a Eucaristia, puro alimento espiritual, possam – eles e nós – crescer na salvação.

Aliás, nestes dias da Oitava, a Igreja, nas suas orações litúrgicas, sempre tinha o pensamento voltado para esses recém-nascidos, esses “neófitos”, que foram gerados na pia batismal, útero bendito da Mãe católica, na santa Vigília Pascal. Nos primórdios da nossa fé, os renascidos em Cristo passavam estes oito dias vestidos de branco e hoje, precisamente, após a Missa, depunham a veste alva, a veste batismal! Daí chamar-se este Domingo da Oitava de “in albis”: o Domingo nas vestes brancas, o Domingo dos que foram alvejados nas águas batismais!

Rezemos hoje para que todos os neófitos sejam fieis ao Cristo que os chamou, guardem fielmente a santíssima fé católica e apostólica, sem esmorecerem, sem se acovardarem, sem fazer concessões ao mundo e ao Diabo!

Rezemos também por nós mesmos, já há tempos batizados: que tomemos consciência renovada da graça de ser cristãos e, com o puro leite espiritual da Palavra e da Eucaristia, cresçamos sempre mais na salvação que o Senhor Jesus nos conquistou e nos ofereceu!

Portanto, caríssimos, se vivemos mergulhados nesse mistério tão grande, que é a real e íntima comunhão com o Senhor ressuscitado, se experimentamos Sua força e Sua graça nos sacramentos, se Nele, Vencedor da morte, somos criaturas nova, então vivamos de modo novo! E não somente de modo individual, mas como Comunidade dos salvos e redimidos por Cristo.

Vede, irmãos meus, o exemplo descrito na Primeira leitura, a Igreja católica de Jerusalém, logo após a Ressurreição e o Dom do Espírito: nós éramos “um só coração e uma só alma”, sabíamos repartir amor e bens, colocando a vida em comum, e toda a nossa vida comunitária era uma clara proclamação da novidade, da alegria e da esperança de quem sabia e vivia a Ressurreição do Senhor.

Dois mil anos após, não damos mais a impressão de um bando de discípulos sonolentos e cansados? Não parecemos mais uns conformados e desanimados, mornos pelo peso do tempo? Nossa vida, será que não exprime mais comodismo e falta de fé, que aquela feliz exultação de quem tem sempre Jesus diante dos olhos?

Sabeis o motivo disso, meus caros? Falta de comunhão viva com o Senhor na Sua Palavra, na oração e, sobretudo, nos sacramentos!

Muitos de nós temos uma fé fria, formal, burocrática, teórica. Não é a ideia, mas o amor que dá sentido e gosto à vida!

Caros meus, aprendamos a nos reaproximar de Jesus! Ele está vivo aqui, na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos, na vida! Se aprendermos a vê-Lo, mais uma vez, cheios de pasmos, exclamaremos como o duro Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”

Que Ele, Cordeiro imolado, Redivivo para sempre, no-lo conceda por Sua graça. Amém

terça-feira, 17 de março de 2015


O Cordão de São José


São José, Pai virginal de Jesus, Esposo da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, e guarda do Filho de Deus, patrono Universal da Santa Igreja, protetor e modelo dos operários, modelo e protetor das famílias e conforto dos atribulados, rogai sempre por nós que recorremos a Vós.


ORIGEM, FINALIDADE, MODO DE USAR E BENEFÍCIOS

O Cordão de São José teve usa origem na Bélgica, mais precisamente, na cidade de Anvers, onde se localizava o convento das Agostinianas. Conta-se que Sóror Isabel Sillevorts foi, em determinada ocasião, atacada do “mal de pedra”, sem que todos os recursos da medicina, empregados para curá-la, surtissem qualquer efeito. Devota de São José, Sóror Isabel, animada da mais firme confiança no Patrocínio deste Glorioso Santo, conseguiu que um Sacerdote lhe benzesse um cordão, cingindo-o à cintura, em homenagem ao grande Patriarca, abandonando, dessa forma, os recursos da terapêutica e iniciando, com todo o fervor, uma Novena de Súplica ao Esposo puríssimo da Virgem Maria, Mãe de Deus. Alguns dias depois, mais precisamente em 10 de junho de 1649, quando, entre fortes dores, fazia ao Santo as mais ardentes súplicas, Sóror Isabel se vê livre de um cálculo de dimensões muito grandes, ficando, assim, completamente curada. A repercussão do milagre foi muito grande e rápida, fazendo com que aumentasse, nos habitantes de Anvers, a devoção a São José, que já não era pequena. Em 1842, na Igreja de São Nicolau, em Verona, por ocasião dos piedosos exercícios do mês de São Paulo, foi esse fato publicado, causando grande repercussão e muitas pessoas enfermas cingiram-se com o cordão bento e experimentaram o valioso auxílio do Glorioso Patriarca, o Santíssimo José. O uso do Cordão de São José foi crescendo cada vez mais e, hoje, ele não é só procurado para alívio das enfermidades corporais, mas, também, e com igual sucesso, para os perigos da alma. Devemos, também, salientar que, o Cordão de São José é utilizado como uma arma poderosa, contra o demônio da impureza. Devido à sua comprovada eficácia contra os males corporais, espirituais e morais, a Santa Sé autorizou a Devoção do Cordão de São José, permitindo até que fosse usado pública e solenemente. Permitiu, também, a Santa Sé a fundação da Confraria e Arquiconfraria do Cordão de São José, elevando uma delas à categoria de PRIMÁRIA. Em setembro de 1859, dando provimento a uma petição do Bispo de Verona, a Sagrada Congregação dos Ritos aprovou a fórmula da Bênção do Cordão de São José. O Cordão de São José deve ser confeccionado com linho ou algodão bem alvejado. A pureza e a alvura desses materiais nos hão de indicar a candura e a virginal pureza de São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, Mãe de Deus.



Numa das extremidades, o Cordão tem Sete nós que representam as sete tristezas e as sete alegrias do Glorioso São José. Por fim, deve o Cordão de São José ser bento com bênção própria, por sacerdotes que tenham faculdades para isto, dentre eles, o Padre Pedro Antonio Bach, da Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion. O Cordão de São José, desde que esteja bento, pode ser usado das seguintes formas: Usá-lo cingido à cintura sob a roupa (o cordão maior), no pulso (o cordão menor) ou tê-lo bem guardado para ser usado por ocasião de dores e sofrimentos físicos, aplicando-o com fé na parte enferma do corpo, como costumamos fazer com medalhas do Senhor Jesus e de Nossa Senhora, rezando, então, a São José, sete vezes o Glória ao Pai. Pode, também, ser usado no carro, nos livros escolares, na carteira de documentos, na carteira de motorista, no travesseiro etc. Pode, também, ser colocado na cabeceira do doente e no pulso. As pessoas que usarem, habitualmente, o Cordão de São José terão a graça da boa morte. Aqueles que o trouxerem, constantemente, consigo, terão proteção, especialmente, na guarda e na defesa da sublime virtude da castidade, em qualquer de seus três graus e categorias. O Cordão de São José pode e deve ser usado pelas gestantes que o levarão cingido à cintura, protegendo-as do perigo de aborto, nos partos difíceis etc, como comprovam centenas de fatos. Deve-se rezar, diariamente, Sete Glórias ao Pai em honra das sete dores e das sete alegrias de São José, ou qualquer outra oração a São José. O Papa Pio IX enriqueceu esta fácil e benéfica devoção, com várias indulgências plenárias e parciais.
INDULGÊNCIAS:

Dias nos quais se lucram indulgências plenárias trazendo consigo o cordão: No dia do recebimento do Cordão; No Natal (25/12); Na festa de Nossa Senhora Mãe de Deus e Circuncisão (01/01); Na festa de Reis (06/01); na festa da Páscoa, na festa da Ascensão, na festa de Pentecostes e na festa de Corpus Christi; Na Festa do Sagrado Coração de Jesus; Na festa do Imaculado Coração de Maria (22/08); Na Festa da Assunção de Nossa Senhora (15/08); na Festa dos Esponsais de São José (23/01) e na Festa de São José (19/03); Na festa de São José Operário (01/05); e em perigo de morte.

Condições para ganhar as indulgências plenárias:

a) Confissão;

b) Comunhão;

c) Um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai, nas intenções do Santo Padre o Papa.

Deve-se rezar diariamente sete Glórias ao Pai em honra das sete dores e das 7 alegrias de São José, ou qualquer outra oração a São José como, por exemplo, as seguintes orações:

ORAÇÃO RECORDANDO AS SETE PRINCIPAIS TRISTEZAS E AS SETE PRINCIPAIS ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ (conforme os sete nós do cordão) 1) Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim, como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta tristeza e por esta alegria, vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte, semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

2) Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para ser o Pai adotivo do Verbo emanado, a tristeza que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus menino, se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a Angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores de glória celeste.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória. 3) Ó obedientíssimo executor das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor-Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.

Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expirar cheios de júbilo com o nome de Jesus no coração e na boca.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória. 4) Ó fidelíssimo Santo, que tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer, vos causou mortal angústia, também vos encheu de suma alegria pela salvação e gloriosa ressurreição que, igualmente, predisse teria de resultar para inumeráveis almas.

Por esta tristeza e por esta alegria, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da SS. Virgem, sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória.
5) Ó vigilantíssimo custódio, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto sofrestes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga com Ele para o Egito. Mas, qual não foi também vossa alegria o por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos egípcios.
Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos que, afastando para longe de nós o infernal tirano, especialmente, com a fuga das ocasiões perigosas, sejam extirpados do nosso coração todos os idílios de afetos terrenos e que, inteiramente dedicados ao serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e, na alegria do seu amor, expiremos.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
6) Ó anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso a vossos mandados, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, contudo, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria.
Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso coração todo temor nocivo, de gozar a paz da consciência, de viver seguros com Jesus e Maria e também de morrer assistidos por eles.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.
7) Ó exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdeste, sem culpa vossa, o Menino Jesus, e com grande angústia houvestes de procurá-lo por três dias até que, com sumo júbilo, gozastes do que era vossa vida, achando-o no Templo entre os doutores.

Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca se suceda perder a Jesus por culpa grave; mas, se por desgraça o perdermos, com tão grande dor o procuremos que o achemos favorável, especialmente em nossa morte, para passarmos a gozá-la no céu e lá cantarmos convosco suas divinas misericórdias.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Rogai por nós, Santíssimo José. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Ó Deus, que por Vossa inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de Nossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Assim seja.
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA FAMÍLIA – Grande Santo, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede vós, vo-lo pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de vivermos e morremos no amor de Jesus, de Maria e do Vosso. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém. Pai Nosso e Ave Maria.
ORAÇÃO PELOS AGONIZANTES – São José, Pai adotivo de Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Virgem Maria, rogai por nós e pelos agonizantes deste dia (ou desta noite).

V: São José, padroeiro dos agonizantes.

R: Rogai por nós.
LEMBRAI-VOS, ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó meu doce protetor, São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro e não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja

NOVENA DE SÃO JOSÉ



Novena de São José









Esta oração foi encontrada no quinquagésimo ano de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em 1505 ela foi enviada pelo Papa ao Imperador Carlos quando ele estava indo para uma batalha. (Quem quer que leia esta oração ou a escute ou a mantenha junto de si jamais deverá morrer de morte repentina, ou ser afogado, nem mesmo veneno fará mal algum a eles; e muito menos cairão eles nas garras do inimigo, ou se queimarão em alguma chama ou serão mortos em batalha).



Diga esta oração por NOVE MANHÃS para obter alguma graça que você deseja.

Orações Iniciais para todos os dias.

Oh! São José, cuja proteção é tão grande, tão forte, tão imediata diante do trono de Deus, coloco em vossas mãos todos os meus interesses e desejos.

Oh! São José, auxilie-me com sua poderosa intercessão, e obtenha para mim do seu divino Filho todas as bênçãos espirituais, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor, para que, tendo-me comprometido aqui, sob seu poder celestial, eu possa oferecer minhas graças e homenagens ao mais amável dos Pais.




Oh São José, jamais me canso de contemplar a ti e a Jesus a dormir em seus braços;
Não me atrevo a me aproximar enquanto Ele repousa junto do teu coração.
Abraçe-O em meu nome e beije-O ao meu último suspiro.


São José, Patrono das almas partidas.
Rogai por mim.

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.
Amém e Amém.


(continua)


Oh glorioso São José, fiel seguidor de Jesus Cristo, a ti elevamos nossos corações e nossas mãos para implorar vossa poderosa intercessão em obter do benigno coração de Jesus todos os auxílios e graças necessárias ao nosso bem-estar espiritual e carnal, particularmente pela graça de uma morte feliz e o especial favor que agora vos pedimos (mencionar pedido).


Oh! guardião dos encarnados do mundo, sentimo-nos animados e confiantes de que vossas orações em nosso favor serão graciosamente ouvidas ao trono de Deus.
Oh! glorioso São José, pelo amor que tendes por Jesus Cristo e pela glória do Seu nome, escutai as nossas orações e dai-nos o que pedimos. Amém.



Primeiro Dia

Oh! glorioso São José, com sentimentos de inlimitada confiança, vos imploramos que abençoe esta novena que começamos em vossa honra.

"Vós jamais sois invocado em vão" dizia Santa Teresa do Menino Jesus.

Fazei por mim, portanto, o mesmo o que fizestes pela esposa do Sagrado Coração de Jesus e graciosamente escutai-me assim como a ela escutou. Amém.

São José, rogai por nós!


Segundo Dia

Oh! abençoado São José, pai carinhoso, fiel guardião de Jesus, casto esposo da Mãe de Deus, nós oramos e vos imploramos que ofereça a Deus, o Pai, Seu divino filho, banhado em sangue na Cruz por nós, pecadores, e pelo trino nome sagrado de Jesus obtenhais do Pai eterno o favor pelo qual imploramos vossa intercessão (mencionar pedido).

Pelos esplendores da eternidade, não vos esqueçais das dores daqueles que rezam, daqueles que choram;

Permitai que, através de vossas orações e as de vossa sacratíssima esposa, o Coração de Jesus seja comovido à piedade e ao perdão. Amém.

São José, rogai por nós!


Terceiro Dia

Abençoado São José, acendei em nossos gélidos corações uma faísca da vossa caridade.

Que Deus seja sempre o primeiro e único objeto de nossas afeições.

Mantenha nossas almas sempre na graça santificada e, se tivermos a infelicidade de perdê-la, dai-nos a força para repô-la imediatamente através de sincero arrependimento.

Ajudai-nos para que o amor de nosso Deus nos mantenha sempre unidos a Ele. Amém.

Oh! glorioso São José, pelo amor que tendes por Jesus Cristo e pela glória de Seu nome, escutai as nossas preces e concedei-nos o que vos pedimos.

São José, rogai por nós!

Quarto Dia

São José, orgulho do Céu, esperança infalível para nossas vidas, e apoio àqueles na terra, graciosamente aceitai nossa oração de louvor.

Fostes nomeado esposo da casta Virgem pelo Criador do mundo.

Ele quis que vós fôsseis chamado "pai" do Mundo e nos servisse como agente de nossa salvação.

Que o Deus trino que outorgou a vós honras celestiais, seja louvado para sempre.

E que Ele nos conceda pelos vossos méritos o gozo da vida abençoada e uma favorável resposta aos nossos pedidos. Amém.

São José, rogai por nós!

Quinto Dia

Oh! sagrado São José, que lição vossa vida é para nós, somos sempre tão ávidos por aparecer, tão ansiosos para ostentar aos olhos dos homens as graças que devemos inteiramente à liberalidade de Deus.

Além do favor especial pelo qual declaramos nesta novena (mencionar pedido), concedei que possamos atribuir a Deus a glória de todas as coisas, que amemos a vida humilde e silenciosa, que não desejemos nenhuma outra posição senão a que nos foi concedida pela Providência e que sempre sejamos dóceis intrumentos nas mãos de Deus. Amém.

São José, rogai por nós!

Sexto Dia

Oh! glorioso São José, nomeado pelo Pai Eterno como o guardião e protetor da vida de Jesus Cristo, o conforto e o apoio de Sua Sagrada Mãe, e o instrumento em Seu grande propósito para a redenção da humanidade; vós que tivésseis a felicidade de viver com Jesus e Maria, e de morrer em Seus braços, sê comovido pela confiança que depositamos em vós, e obtenha para nós, do Todo Poderoso, o favor particular que humildemente pedimos pela vossa intercessão (mencionar pedido). Amém.

São José, rogai por nós!

Sétimo Dia

Oh! fiel e prudente São José, vigiai nossa fraqueza e nossa inexperiência; concedei-nos a prudência que nos faz lembrar de nosso fim, que dirige nossos passos e nos protege de todo perigo.

Rogai por nós, então, Oh grande Santo, e através de seu amor por Jesus e Maria, e do Seu amor por vós, concedei o favor que vos pedimos nesta novena (mencionar pedido). Amém.

São José, rogai por nós!

Oitavo Dia

Oh! abençoado José, a quem foi concedido não apenas ver e ouvir o Deus que muitos reis ansiaram em ver e não viram;

Ouvir e não ouviram; mas também carregá-Lo em vossos braços, abraçá-Lo, vesti-Lo, e guardar e defendê-Lo, vinde em nosso auxílio e intercedei junto a Ele para olhar favoravelmente nosso pedido (mencionar pedido). Amém.

São José, rogai por nós!

Nono Dia
Oh! bondoso São José, ajudai-nos a ser como vós, amável com aqueles cuja fraqueza sustenta-se sobre eles;

Ajudai-nos a dar àqueles que buscam vosso auxílio, a força para que eles permaneçam inabaláveis.

Dai-nos vossa fé, que possamos ver o verdadeiro brilho sobre as vitórias das forças do bem.

Dai-nos vossa esperança para que permaneçamos seguros, intocáveis pela dúvida, firmes para suportar.

Concedei-nos vosso amor que, enquanto os anos aumentarem, que um coração compreensivo traga-nos paz.

Permitai-nos vossa pureza que, a hora da morte encontre-nos intocados pelo sopro do mal.

Permitai vosso amor de operário que não recusemos a vida que nos chama ao trabalho honesto.

Dai-nos vosso amor de pobreza para que vivamos satisfeitos, independente da riqueza.

Dai-nos vossa coragem para que sejamos fortes;

Dai-nos vossa mansidão para confessar nossos pecados.

Dai-nos vossa paciência para qe possamos possuir o reinos de nossas almas sem angústia.

Ajudai-nos, querido Santo, a viver para que, quando morrermos possamos passar convosco para junto de Jesus e Seus amigos.

Oh! Gloriosos São José, escutai as nossas preces e intercedei pelos nossos pedidos. Amém.


São José, Rogai por nós

sexta-feira, 13 de março de 2015

ORAÇÃO PARA PARECER-SE COM JESUS

ORAÇÃO PARA PARECER-SE COM JESUS
Ó Jesus,
ajuda-me a espalhar o teu perfume
aonde quer que vá.
Inunda a minha alma
com o teu espírito e vida.


Penetra-me e possui o meu ser;
que toda a minha vida
seja uma irradiação da tua.

Ilumina através de mim,
e permanece tão dentro de mim,
que toda pessoa com quem eu entre em contato,
possa sentir a tua presença em minha alma.

Permite que não vejam a mim,
mas somente a Ti, Jesus!

Fica comigo,
e começarei a resplandecer como Tu,
a brilhar tanto, que possa ser
luz para os outros.

A luz, Jesus, virá toda de Ti,
nada dela será minha;
serás Tu quem resplandecerá
sobre os outros através de mim.

Brilhando sobre os que me rodeiam,
permite-me louvar-te como te agrada.
Permite-me pregar-te sem pregar,
não com palavras,
mas por meio do meu exemplo,
da força de atração,
da influência harmônica de tudo o que eu fizer
da inefável plenitude do amor
que existe por Ti em meu coração.

Amém.

(Oração que as Missionárias da Caridade da Madre Teresa de Calcutá rezam depois da missa de cada dia)

quarta-feira, 11 de março de 2015


" Enquanto vivemos, lutamos; se continuamos a lutar é porque não nos rendemos e de que o Espírito bom habita em nós. E se a morte não te encontrar como vencedor, deve encontrar-te como lutador."
Santo Agostinho