quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ares de adoração

Senhor, eu vim de novo buscar Tua amizade
Mais perto ficar
Tu és incomparável
Não há lugar no mundo onde eu possa encontrar
A Tua força e a Tua beleza
A Tua glória e a Tua unção
A Tua graça e a Tua realeza
Aonde mais? Somente aqui, em Teu coração
Quero respirar os ares da adoração
Quero mergulhar na Tua grandeza
Quero renovar o meu amor por Ti, ó Deus
Saber mais de Ti
Tornar-te amigo meu
Ser intimamente Teu

terça-feira, 22 de abril de 2014

Oração para Comunhão




ORAÇÃO PARA COMUNGAR POR MEIO DA SANTÍSSIMA VIRGEM

(Conforme S.Luís Mª Grignion de Montfort)


Virgem Maria, Santíssima Mãe de Nosso Senhor JESUS CRISTO, saúdo-vos com devoção e reverência. Proclamo-vos Senhora do meu destino e Rainha do meu coração. 


Eu vos amo com toda a ternura do meu ser. 


Venha hospedar-vos em minha casa, como hospedastes na casa de São João. Ficai sempre em meu coração, como estais no Coração de JESUS, Vosso adorável divino Filho. 


Recebei a Jesus Cristo por mim, pois minha alma suspira pelo seu Sacratíssimo Corpo, meu coração deseja ardentemente estar unido a Ele. Quero sempre recebê-Lo com amor e adoração, para alcançar a salvação e a santificação. Vosso Divino Filho é a suave e santa refeição da minha alma. Amém.

terça-feira, 15 de abril de 2014


Retiro Quaresmal - A Vida que vence a Morte (7)
XLI Dia da Quaresma - XXXV de penitência

“Foram contar aos fariseus o que Jesus tinha feito. Os sumos sacerdotes e os fariseus, então, reuniram o sinédrio e discutiam: ‘Que vamos fazer? Este homem faz muitos sinais!’ Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdotes naquele ano, disse: ‘Vós não entendeis nada! Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?’ Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote naquele ano profetizou que Jesus iria morrer pela nação, e não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. A partir desse dia, decidiram matar Jesus” (Jo 11,46-53).

Comentando:

Veja: é assim que termina a história da ressurreição de Lázaro: com a condenação de Jesus à morte!

No início desta narrativa, o Senhor dissera que a doença de Lázaro não era para a morte, mas para que por ela o Filho do Homem fosse glorificado... Frase que parecia tão escandalosa: um Deus que Se glorifica às custas do sofrimento e da morte de alguém! Mas, a agora, o seu significado aparece claro: pela revivificação de Lázaro, Jesus é glorificado porque mostra o Seu poder sobre a morte, mas, mais ainda, e de modo surpreendente, a revivificação de Lázaro será a gota d’água que levará o Sinédrio a decidir que Jesus deve morrer: Ele será levantado da terra na cruz e manifestará a Sua glória: “Pai, chegou a hora: glorifica o Teu Filho!” (Jo 17,1).

Que fique claro: quando o Senhor nosso afirma que aquela doença de Lázaro é para a Sua glória é porque aquela doença e aquela morte vão levar Jesus à morte e, na morte e ressurreição Ele será glorificado: "Embora fosse o Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, Se tornou para todos os que Lhe obedecem princípio de salvação eterna, tendo recebido de Deus o título de Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedec" (Hb 5,8-10). "Vemos Jesus coroado de honra e glória por causa dos sofrimentos da morte! Pela graça de Deus, provou a morte em favor de todos os homens!" (Hb 2,9)

Eis, meu Leitor: não há sofrimento, não há dor que não seja para a glória do Filho de Deus, pois em cada dor nossa está presente a dor Dele, a dor terrível, o abandono tremendo, a morte trágica pelos quais Ele nos salvou da de uma vida sem sentido e da Morte eterna!

Ele venceu e nós podemos cantar: “A morte foi tragada pela vitória; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54s)
Admire! Contemple! Adore tão grande Mistério!

Retiro Quaresmal - A Paixão segundo Mateus (1)
XLI Dia da Quaresma - XXXV de penitência

26,14Um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se eu vos entregar Jesus?” Combinaram trinta moedas de prata. 16E daí em diante, ele procurava uma oportunidade para entregá-Lo.

Comentando:

Quem é o responsável pela morte de Jesus?
Podemos afirmar que os judeus têm responsabilidade: não creram Nele e seus chefes - sobretudo os saduceus - O entregaram à morte de modo desonesto e vergonhoso. Não há escapatória: os chefes judeus – particularmente o Sumo Sacerdote – agem em nome do inteiro povo! Jesus foi entregue à morte pelos judeus!

Mas, podemos afirmar também sem receio que os romanos foram responsáveis pela morte do Senhor: somente Pilatos, Governador romano da Judeia, poderia condenar alguém à morte. E ele condenou Jesus, em nome da autoridade romana.
Então, o pagão Pilatos e a Roma imperial, pagãos entre pagãos, foram responsáveis pela morte do Salvador. Jesus foi entregue à morte pelos romanos, os pagãos, não-judeus!

Mas, quem entregou Jesus aos chefes judeus? Onde começou tudo? Num de nós, num irmão nosso, num discípulo de Jesus: “Um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: “Que me dareis se eu vos entregar Jesus?” Tremendo: Jesus foi entregue à morte por um cristão! Um cristão entregou Jesus aos chefes judeus, que O entregaram aos pagãos romanos!

Eis, meu Leitor, que mistério: ninguém (judeus, pagãos, cristãos) está isento da morte de Nosso Senhor: Ele foi entregue por todos e por todos Se entregou livremente, deixou-Se entregar!
Os judeus, de modo geral, não creram Nele, os romanos não O conheciam, mas Judas, mas nós, nós O conhecemos, nós sabemos quem Ele é... E, no entanto, entregamo-Lo, vendemo-Lo pelo preço de um escravo!

– Senhor, tem piedade de nós!

...

É impressionante a gravidade, a seriedade do pecado de Judas: “Ai daquele por quem o Filho do Homem for entregue! Melhor seria que tal homem nunca tivesse nascido!” Palavras misteriosíssimas, que revelam a gravidade do pecado!
Hoje, quando temos a tendência de minimizar o pecado e jogar levianamente tudo na conta de misericórdia de Deus, deveríamos ponderar seriamente sobre esta palavra! Por um lado, essa traição miserável serve ao desígnio de Deus: “O Filho do Homem Se vai, conforme está escrito a Seu respeito”; mas nem por isso o ato de Judas é desculpado ou apresentado como menos grave! Aqui aparece, como em tantas outras passagens da Escritura, o misterioso e incompreensível encontro entre a providência do Senhor Deus e a verdadeira liberdade do ser humano...

Irmãos, cuidemos de evitar o pecado, cuidemos de evitá-lo mesmo nas pequenas ocasiões, para que não aconteça que nossa consciência se vá relaxando e, pouco a pouco, Deus esteja tão obscurecido em nós que nada mais julguemos pecado...
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Retiro Quaresmal - A Paixão segundo Mateus (3)
XLII Dia da Quaresma - XXXVI de penitência
Mt 26,30-35

30Depois de cantarem o salmo, saíram para o Monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse aos discípulos: “Esta noite, todos vós vos escandalizareis a Meu respeito. Pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão”. 32Mas, depois de ressuscitar, Eu irei à vossa frente para a Galiléia”.
33Pedro lhe disse: “Mesmo que todos se escandalizem, eu jamais”. 34Jesus lhe declarou: “Em verdade Eu te digo: esta noite, antes que o galo cante, três vezes Me negarás”. 35Pedro respondeu: “Ainda que eu tenha de morrer contigo, não Te negarei”. E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Comentando:

“Depois de cantarem o salmo, saíram para o Monte das Oliveiras”... Na verdade, trata-se não de um salmo só, mas do conjunto de salmos chamado Hellel (= louvor; daí vem o termo Helleluiah = louvai o Senhor), que se cantava nas grandes festas e, especialmente, ao fim da ceia pascal judaica. São os salmos 112/113 – 117/118. Vale a pena rezar esses salmos, para colocar-se em sintonia com os sentimentos do Senhor: a Páscoa de Israel, que saíra do Egito atravessando o tremendo Mar para entrar na Terra Prometida é a moldura para a Páscoa do Senhor nosso, que saiu da kénosis, do abaixamento em que Se encontrava neste mundo, atravessando o tremendo mar da morte, para entrar na Terra Prometida da Glória do Pai...

Segundo Mateus, é no Monte das Oliveiras que Jesus faz a dramática revelação: naquela noite, naquela escuridão, naquela hora do poder das Trevas (cf. Lc 22,53): “Esta noite, todos vós vos escandalizareis e Meu respeito!”
Veja, meu Leitor: esta frase diz respeito aos discípulos, a mim, a você, aos cristãos: naquela noite de provação, naquela noite em que o Senhor foi traído, vilipendiado, tornado presa de Seus inimigos, os Seus discípulos tropeçaram (= escandalizaram-se) por causa Dele...
Que vergonha para nós! Quantas vezes, nas trevas, naquelas situações e acontecimentos que nos machucam e que não compreendemos, temos a tentação de nos escandalizar com o Senhor, de desconfiar do Seu amor, da Sua providência e até mesmo da Sua existência...

– Senhor, por misericórdia, faze que nas noites da vida eu não me escandalize por Tua causa e não Te renegue!
Perdoa, Senhor, pela fraqueza de nossa fé, pela debilidade do nosso amor! Kyrie, eleison!
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Retiro Quaresmal - A Paixão segundo Mateus (4)
XLII Dia da Quaresma - XXXVI de penitência
Mt 26,36-46

36Jesus chegou com eles a uma propriedade chamada Getsêmani e disse aos discípulos: “Sentai-vos, enquanto Eu vou orar ali!” 37Levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu e começou a ficar triste e angustiado. 38Então lhes disse: “Sinto uma tristeza mortal! Ficai aqui e vigiai Comigo!” 39Ele foi um pouco mais adiante, caiu com o rosto por terra e orou: “Meu pai, se possível, que este cálice passe de Mim. Contudo, não seja feito como Eu quero, mas como Tu queres.”
40Quando voltou para junto dos discípulos, encontrou-os dormindo. Disse então a Pedro: “Não fostes capazes de ficar vigiando uma só hora Comigo? 41Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
42Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: “Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, seja feita a Tua vontade!” 43Voltou novamente e encontrou os discípulos dormindo, pois seus olhos estavam pesados. 44Deixando-os, afastou-se e orou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45Então voltou para junto dos discípulos e disse: “Ainda dormis e descansais? Chegou a hora! O Filho do Homem está sendo entregue às mãos dos pecadores. 46Levantai-vos, vamos! Aquele que vai Me entregar está chegando”.

Comentando:

Terminada a Ceia, Jesus dirige-Se ao Monte das Oliveiras. Já está tudo decidido: ao entregar-Se no Seu Corpo e Sangue na Eucaristia, Ele selou Sua sorte: o que fez naquela Ceia derradeira terá de fazer na carne de Sua vida: entregar-Se e Seu corpo será suspenso na cruz, alquebrado pela flagelação e a dor, Seu sangue, sinal da Sua vida, será derramado até a morte, para a remissão dos pecados do mundo...
No Monte das Oliveiras, do lado do Monte que fica de frente para Jerusalém, Jesus entra num pequeno jardim de oliveiras, chamado de Getsêmani, ou seja, “lagar de azeite”. Provavelmente ali existiria uma prensa para fabricar óleo... o óleo da unção, do Messias... Lugar muito significativo para a agonia do Ungido de Deus, do Rei de Israel, do Salvador da humanidade!

A tremenda realidade que o Senhor tinha pela frente não era uma brincadeira, um faz-de-conta: Ele, Deus verdadeiro e perfeito, Pessoa divina, realmente assumiu a natureza humana, sendo homem verdadeiro. Agora sentia todo o pavor que a morte nos causa – e mais ainda nele, pois essa morte tem o trágico do pecado do mundo; é uma morte obscura, que envolve traição, trama, maldade, violência, desprezo, ignomínia! Toda a natureza humana de Jesus nosso Senhor rebela-se contra a possibilidade de morrer.
Faz parte de nossa natureza, pois fomos criados para a vida, não para a morte! O instinto de sobrevivência do Senhor era igual ao nosso: Seu corpo, Seus reflexos, Sua vontade humana, tudo reage à ideia de morte, e morte violenta... Ele procura refúgio no regaço do Pai: procura-O na oração! Que exemplo para nós! Ele, o Filho de Deus precisou rezar procurando conformar Sua vontade humana àquela do Pai!
Pense nisso, meu Leitor, e seja assíduo e fiel à oração, se realmente quiser viver na vontade de Deus! Sem a oração, só vemos a nossa vontade e, pior ainda, a confundimos com a santa vontade de Deus... Quem não reza é ateu, pois, na prática, vive como se Deus não existisse!