quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Qual deve ser a santidade do padre como mediador entre Deus e os homens
16:52 RODRIGO LUNA NENHUM COMENTÁRIO

De mais, deve o sacerdote ser santo na qualidade de dispensador dos sacramentos: É necessário que não tenha mancha, como despenseiro de Deus. E deve ser como mediador entre Deus e os pecadores: O sacerdote, diz um santo Padre, está colocado entre Deus e a natureza HUMANA : traz-nos os benefícios que vem do Céu, e leva para lá as nossas orações; aplaca a cólera do Senhor e arranca-nos das suas mãos. É por ministério dos sacerdotes que Deus comunica a sua graça aos fiéis nos sacramentos. — É mediante os sacerdotes que os recebe no número dos seus filhos no Batismo, que é de necessidade para a salvação: Quem
não renascer, não pode entrar no reino de Deus. É por ministério deles que Deus cura os doentes e ressuscita os que estão mortos para a graça, isto é, os pecadores, no sacramento da penitência. É por eles que alimenta as almas e lhes conserva a vida da graça, no sacramento da sagrada Eucaristia: Se não comerdes a carne do Filho do homem, não tereis a vida em vós. É por eles que dá aos moribundos a força para vencerem as tentações do inferno, mediante o sacramento da Unção dos Enfermos.
Numa palavra, diz S. Crisóstomo, sem os padres não nos podemos salvar. S. Próspero chama aos padres os intérpretes da vontade divina. O autor da Obra imperfeita apelida-os — os muros da Igreja; Sto Ambrósio, exército ou campo da santidade; e S. Gregório de Nazianzo, os fundamentos do mundo e as colunas da fé. Daqui a palavra de Sto. Euquério: que os padres devem, pelo vigor da sua santidade, transportar o fardo dos pecados do mundo. Ó, como esse fardo é terrível! Rogará por ele (pelo impudico) o sacerdote e pelo seu pecado diante do Senhor, e o Senhor se lhe tornará propício, e lhe perdoará o seu pecado. É por isso que a santa Igreja obriga os sacerdotes à recitação diária do Ofício divino, e à celebração da missa, ao menos algumas vezes no ano. Santo Ambrósio até diz que os padres nunca devem cessar, nem de dia nem de noite, de orar pelo povo.
Mas para obter graças para os outros, é necessário que o sacerdote seja santo. Colocados entre Deus e o povo, diz o Doutor angélico,. devem brilhar aos olhos de Deus por uma boa consciência, e aos olhos dos homens por um bom renome. Porque, segundo a reflexão de S. Gregório, seria grande temeridade apresentar-se alguém diante dum príncipe, para obter o perdão para os seus súditos rebeldes, estando ele culpado do mesmo crime. Quem quer interceder pelos outros, deve ser bem-visto do príncipe; se lhe for odioso, ajunta o mesmo santo, mais fará indignar o seu juiz. Por esta razão, escreve Sto. Agostinho, o padre, orando pelos outros, deve ter junto de Deus um tal mérito, que possa obter dele o que os outros em razão dos seus deméritos não ousariam esperar. Foi o que declarou o papa Hormisdas. Convém que o sacerdote seja mais puro que o povo para orar pelo povo. Mas S. Bernardo lamenta, que haja poucos padres bastantes santos para serem mediadores dignos. E Sto. Agostinho, falando dos maus eclesiásticos, diz: É mais agradável a Deus o ladrar dos cães que a oração de tais clérigos. Refere o Pe. Marchese, no seu “Jornal dos Dominicanos”, que uma serva de Deus, religiosa da sua Ordem, pedia um dia ao Senhor que perdoasse ao povo em atenção aos merecimentos dos padres; ele respondeu-lhe que os padres, pelos seus pecados, mais o irritavam do que aplacavam.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Igreja Católica
Dom Henrique Soares Costa
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Esta bendita Salvação, enviada pelo Pai, trazida ao mundo pelo Filho feito homem e sempre novamente atuada na Igreja pelo Santo Espírito, é a inteira obra da salvação, verdade que ilumina e conduz à Vida eterna.
Mas, atenção: essa verdade não é simples doutrina, simples afirmações dogmáticas! Essa Verdade bendita é um Pessoa: Jesus Salvador e tudo quanto a Ele diz respeito! A Igreja cresce na Verdade à medida que cresce no conhecimento amoroso e contemplativo do Seu Esposo, Cabeça e Salvador!
Ora, a verdade de Deus, transmitida continuamente na Tradição apostólica, é imutável, pois refere-se a Jesus nosso Senhor, Suas palavras gestos, entregues uma vez por todas à Sua Igreja pelo ministério dos Apóstolos.
Mas, essa imutável verdade vai sendo compreendida cada vez mais, cada vez melhor, cada vez de modo mais abrangente pela Igreja através do tempo. Não há como fugir disso: a temporalidade, a progressão, são inerentes ao homem! Como também as limitações da cultura de cada tempo e civilização.
E a Igreja, portadora da Eternidade que entrou no tempo, vai peregrinando, vai compreendendo sempre mais e melhor nos caminhos da história; assim vai exprimindo sempre a mesma Verdade - que não é simplesmente uma teoria ou uma doutrina, mas uma Pessoa: Jesus Cristo - de modos novos e com palavras novas
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Sobre a Igreja Católica

12 h ·
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Assim, a profissão de fé da Igreja não é um velho baú, cheio de verdades teóricas enferrujadas, que devem ser sempre repetidas do mesmo modo, mesmo com a mutabilidade dos tempos e sensibilidades...
Ao invés, nossa santa fé católica é expressa e vivida na viva e constante Tradição apostólica, sempre interpretada de novo sob a guia do Espírito Santo, suscitando sempre novas respostas ante os desafios de cada época, de modo que, cada geração eclesial pode ter a serena certeza de permanecer na mesma "fé uma vez por todas confiada aos santos", sempre igual e sempre nova.
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A Igreja de Cristo, nossa Mãe católica, é peregrina; caminha na história.

12 h ·
Algumas notas sobre a Igreja...
A Igreja de Cristo, nossa Mãe católica, é peregrina; caminha na história.
Isto faz parte da sua essência, pois que ela é continuadora e testemunha da obra salvífica de Deus que, sendo eterno e imutável, entrou no tempo dos homens, primeiro na história de Israel, o Povo eleito da Antiga Aliança e, na plenitude dos tempos, de modo pleno, em Jesus Cristo, nosso Deus, Cabeça e princípio da Igreja e Salvador da humanidade.
A Igreja, portanto, na potência do Santo Espírito, continua as palavras e gestos salvíficos do Cristo Senhor, Autor e Consumador da salvação da humanidade e da inteira criação.
O que o Cristo Senhor anuncia na pregação da Sua Igreja, Ele mesmo realiza nas ações sacramentais, sobretudo no santíssimo Sacrifício eucarístico.
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domingo, 20 de julho de 2014
Experiência do Deus vivo
Dom Henrique Soares da Costa
13 h ·
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São Boaventura, explica, então, tratando dessa incrível experiência do Deus vivo:
"Estamos diante de uma realidade mística e profundíssima:
ninguém a conhece, a não ser quem a recebe;
ninguém a recebe, se não a deseja;
nem a deseja, se não for inflamado, até à medula, pelo fogo do Espírito Santo, que Cristo enviou ao mundo.
Por isso, o Apóstolo diz que essa sabedoria mística é revelada pelo Espírito Santo (cf. 1Cor 2,13)".
Vejamos paulatinamente:
1.Essa realidade é chamada de mística. No cristianismo, místico é o que é "misterioso", isto é, o que se refere ao Mistério de Deus! É, portanto, uma realidade "mística e profundíssima" precisamente porque nos joga no "Mar sem fundo" de que falava Santa Catarina de Sena! Santo Agostinho, nas suas Confissões, descreve admiravelmente a experiência mística que ele mesmo teve:
"Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob Tua guia e o consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio (cf. Sl 29,11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a Luz imutável.
Não era como a luz terrena e evidente para todo ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma Luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto.
Também não estava acima de minha mente como óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque Ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por Rla. Quem conhece a verdade, conhece esta Luz".
2. São Boaventura afirma também que ninguém conhece tal experiência a não ser quem a recebe! É verdade, pois que se trata de algo que ultrapassa todo sentido, inteligência, pensamento, sentimento! Sendo uma experiência mais íntima de uma mísera fagulha do mistério Daquele que está para além de toda percepção, somente pode ser "conhecida" por quem a recebe!
3. Mas, apesar de ser gratuita, iniciativa pura do Senhor, é preciso preparar-se para ela pelo desejo: "Ninguém a recebe, se não a deseja!" Como se deseja tal experiência? Deseja-se como se deseja o Senhor: abrindo para Ele o coração, praticando Seus mandamentos, fazendo a Sua vontade, procurando sinceramente romper com todo pecado revisar toda imperfeição, disciplinando os afetos e sentidos... Isto é, concretamente, desejar Deus e Seu Reino, é preparar-se para Ele é para os Seus dons!
Mas, atenção: o Senhor não tem obrigação de moscar nada: tudo é graça! Que Ele soberanamente concede a quem quer, quando quer e como quer!
4. Mas, para que se deseje assim o Senhor, para que desse modo se anele por Sua graça, é necessário que alguém seja atraído pelo próprio Senhor! E é o santo Espírito do Ressuscitado Quem nos atrai. Santo Inácio de Antioquia, no início do século II, quando ia para o martírio, exclamava: "Só há agora uma fonte de água viva que murmura em mim: Vem para o Pai!" Essa Fonte bendita é o Santo Espírito!
Aqui haveria tanto a ser dito!
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sábado, 19 de julho de 2014
São Luis Maria Grignion de Montfort
Padre Paulo Ricardo
23 h ·
"Em 1990, eu não sabia nada acerca da pessoa de São Luis Maria Grignion de Montfort. Chegando à região da Vendée vindo de Bourgogne, recém nomeado bispo de Luçon, não tinha senão algumas imagens vagas como as de um pregador itinerante que colocava palavras piedosas em cantos populares e que se tornava rapidamente insuportável para os bispos cujas dioceses percorria como um electrão livre, indispondo a maioria das vezes os sacerdotes das regiões onde pregava.
Graças a numerosos padres Monfortanos, às Filhas da Sabedoria e aos irmãos de São Gabriel, descobri um gigante da fé, uma incansável testemunha de Jesus: o sacerdote magro que caminha e nunca deixa de andar ao ritmo do seu Senhor com o bastão na mão e as galochas nos pés. Como Jesus, não possui pedra onde repousar a cabeça. Ele vive a sua missão apaixonadamente. Ele não para. Ele caminha, ele segura a cruz, ele fala; ele não para se não para rezar; o seu ardor nos deixa sem fôlego; pensamos que ainda está lá mas ele já está aqui. Seu segredo? Ele é simples: ama a Cristo apaixonadamente; ele ama o povo ardentemente, sobretudo os mais simples: ele ama a Igreja filialmente. Dizer que ele ama a Cristo, é muito pouco: ele é habitado pelo próprio Cristo; ele é cheio do Cristo, ele transborda Cristo, ele é demasiado pequeno para a sua Graça.
Monsenhor François Garnier - Arcebispo de Cambrai, França.
Tradução Irmã Lúcia Vitória do imaculado Coração de Maria - Fraternidade Arca de Maria.
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