quarta-feira, 3 de setembro de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Sobre o Relativismo
Minha Santa Igreja Católica Apostólica Romana 3 h ·
Entenda um problema que vem acontecendo dentro da Igreja....
O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem. Nessa ótica tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. É o engano do historicismo. Para seus adeptos, “a pessoa se torna a medida de todas as coisas”, como dizia o filósofo grego Protágoras.
Evidentemente, a Igreja rejeita o relativismo porque há verdades que são permanentes. As verdades da fé e da moral cristã são perenes porque foram dadas por Deus. Cristo afirmou solenemente: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6); “a verdade vos libertará” (Jo 8,32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exatamente “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). São Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4) e que “ a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).
Ora, se negarmos que existe a verdade objetiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz. O Evangelho é o dicionário da Verdade.
Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal são relativos. Isso destrói completamente a moral católica, a qual moldou o Ocidente, e a nossa civilização. Contudo, esse relativismo hoje está penetrando cada vez mais nas universidades, na imprensa e até na Igreja. Ele ignora a lei natural, que é a lei de Deus colocada na consciência de todo ser humano – desde que este dispõe do uso da razão.
Por causa do relativismo moral os governantes propõem leis contra a Lei Natural que Deus colocou no coração de todos os homens. Dessa forma, a palavra do legislador humano vai superando a do Legislador Divino, a qual é a mesma para todos os homens.
O Papa Bento XVI tem falado insistentemente do perigo da “ditadura do relativismo”, que vai oprimindo quem não a aceita. Quem não estiver dentro do “politicamente correto” é anulado, desprezado, zombado com cinismo. Sobre essa mesma ditadura o Sumo Pontífice falou em 18 de abril de 2005 na homilia da Santa Missa preparatória do conclave que o elegeu: “Não vos deixeis sacudir por qualquer vento de doutrina” (Ef 4, 14). “Quantos ventos de doutrina viemos a conhecer nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modalidades de pensamento...! O pequeno barco do pensamento de não poucos cristãos foi freqüentemente agitado por essas ondas, lançado de um extremo para o outro: do marxismo ao liberalismo ou mesmo libertinismo; do coletivismo ao individualismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo... Todos os dias nascem novas seitas e se realiza o que diz São Paulo sobre a falsidade dos homens, sobre a astúcia que tende a atrair para o erro (cf. Ef 4, 14). O ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é, muitas vezes, rotulado como fundamentalismo. Entrementes, o relativismo ou o deixar-se levar para cá e para lá por qualquer vento de doutrina aparece como orientação única à altura dos tempos atuais. Constitui-se assim uma ditadura do relativismo, que nada reconhece de definitivo e deixa como último critério o próprio eu e suas veleidades”.
O relativismo derruba as normas morais válidas para todos os homens; ele é ateu; vê na religião e na moral católicas um obstáculo e um adversário, pois Deus é visto como um escravizador do homem e a moral católica destinada a tornar o homem infeliz.
O relativismo atual coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem; a qual está acima da moral e da religião. Mas se esquece de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje; nunca houve tantos suicídios, nunca se usou tanto antidepressivo e remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual...), destruição da família e da sociedade.
O relativismo é embalado também pelo ceticismo e pelo utilitarismo, os quais só aceitam o que pode ajudar a viver num bem-estar hedonista, aqui e agora. Há uma verdadeira aversão ao sacrifício e à renúncia.
Infelizmente, esse perigoso relativismo religioso, que tudo destrói, penetrou sorrateiramente também na Igreja, especialmente nos seminários e na teologia. Isso levou o Papa João Paulo II a alertar aos bispos na Encíclica “Veritatis Spendor”, de 1992, sobre o perigo desse relativismo que anula a moral católica. No centro da “crise”, o saudoso Pontífice viu uma grave "contestação ao patrimônio moral da Igreja". Ele diz: “Não se trata de contestações parciais e ocasionais, mas de uma discussão global e sistemática do patrimônio moral... Rejeita-se, assim, a doutrina tradicional sobre a lei natural, sobre a universalidade e a permanente validade dos seus preceitos; consideram-se simplesmente inaceitáveis alguns ensinamentos morais da Igreja...” (n. 4). E chama a atenção para o fato grave de que “a discordância entre a resposta tradicional da Igreja e algumas posições teológicas está acontecendo mesmo nos Seminários e Faculdades eclesiásticas" (idem).
No centro da “crise moral”, enfatizada por João Paulo II, ele revela qual é a sua causa – o homem quer ocupar o lugar de Deus: “A Revelação ensina que não pertence ao homem o poder de decidir o bem e o mal, mas somente a Deus” (cf. Gen 2,16-17). Não é lícito que cada cristão queira fazer a fé e a moral segundo o “seu” próprio juízo do bem e do mal.
É por causa desse relativismo moral que encontramos vez ou outra religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo... e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente. Esse mesmo relativismo é a razão que move os contestadores do Papa, do Vaticano, dos Bispos e da hierarquia da Igreja, como se estes tivessem usurpado o poder sagrado e não o recebido do próprio Cristo pelo Sacramento da Ordem. Esse relativismo fez surgir na Igreja a “teologia liberal” de Rudolf Bultman, que por sua vez alimentou uma teologia “da libertação”, que é “feminista”, e agora falam já de uma “teologia gay”..
.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Qual deve ser a santidade do padre como mediador entre Deus e os homens
16:52 RODRIGO LUNA NENHUM COMENTÁRIO

De mais, deve o sacerdote ser santo na qualidade de dispensador dos sacramentos: É necessário que não tenha mancha, como despenseiro de Deus. E deve ser como mediador entre Deus e os pecadores: O sacerdote, diz um santo Padre, está colocado entre Deus e a natureza HUMANA : traz-nos os benefícios que vem do Céu, e leva para lá as nossas orações; aplaca a cólera do Senhor e arranca-nos das suas mãos. É por ministério dos sacerdotes que Deus comunica a sua graça aos fiéis nos sacramentos. — É mediante os sacerdotes que os recebe no número dos seus filhos no Batismo, que é de necessidade para a salvação: Quem
não renascer, não pode entrar no reino de Deus. É por ministério deles que Deus cura os doentes e ressuscita os que estão mortos para a graça, isto é, os pecadores, no sacramento da penitência. É por eles que alimenta as almas e lhes conserva a vida da graça, no sacramento da sagrada Eucaristia: Se não comerdes a carne do Filho do homem, não tereis a vida em vós. É por eles que dá aos moribundos a força para vencerem as tentações do inferno, mediante o sacramento da Unção dos Enfermos.
Numa palavra, diz S. Crisóstomo, sem os padres não nos podemos salvar. S. Próspero chama aos padres os intérpretes da vontade divina. O autor da Obra imperfeita apelida-os — os muros da Igreja; Sto Ambrósio, exército ou campo da santidade; e S. Gregório de Nazianzo, os fundamentos do mundo e as colunas da fé. Daqui a palavra de Sto. Euquério: que os padres devem, pelo vigor da sua santidade, transportar o fardo dos pecados do mundo. Ó, como esse fardo é terrível! Rogará por ele (pelo impudico) o sacerdote e pelo seu pecado diante do Senhor, e o Senhor se lhe tornará propício, e lhe perdoará o seu pecado. É por isso que a santa Igreja obriga os sacerdotes à recitação diária do Ofício divino, e à celebração da missa, ao menos algumas vezes no ano. Santo Ambrósio até diz que os padres nunca devem cessar, nem de dia nem de noite, de orar pelo povo.
Mas para obter graças para os outros, é necessário que o sacerdote seja santo. Colocados entre Deus e o povo, diz o Doutor angélico,. devem brilhar aos olhos de Deus por uma boa consciência, e aos olhos dos homens por um bom renome. Porque, segundo a reflexão de S. Gregório, seria grande temeridade apresentar-se alguém diante dum príncipe, para obter o perdão para os seus súditos rebeldes, estando ele culpado do mesmo crime. Quem quer interceder pelos outros, deve ser bem-visto do príncipe; se lhe for odioso, ajunta o mesmo santo, mais fará indignar o seu juiz. Por esta razão, escreve Sto. Agostinho, o padre, orando pelos outros, deve ter junto de Deus um tal mérito, que possa obter dele o que os outros em razão dos seus deméritos não ousariam esperar. Foi o que declarou o papa Hormisdas. Convém que o sacerdote seja mais puro que o povo para orar pelo povo. Mas S. Bernardo lamenta, que haja poucos padres bastantes santos para serem mediadores dignos. E Sto. Agostinho, falando dos maus eclesiásticos, diz: É mais agradável a Deus o ladrar dos cães que a oração de tais clérigos. Refere o Pe. Marchese, no seu “Jornal dos Dominicanos”, que uma serva de Deus, religiosa da sua Ordem, pedia um dia ao Senhor que perdoasse ao povo em atenção aos merecimentos dos padres; ele respondeu-lhe que os padres, pelos seus pecados, mais o irritavam do que aplacavam.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Igreja Católica
Dom Henrique Soares Costa
....
Esta bendita Salvação, enviada pelo Pai, trazida ao mundo pelo Filho feito homem e sempre novamente atuada na Igreja pelo Santo Espírito, é a inteira obra da salvação, verdade que ilumina e conduz à Vida eterna.
Mas, atenção: essa verdade não é simples doutrina, simples afirmações dogmáticas! Essa Verdade bendita é um Pessoa: Jesus Salvador e tudo quanto a Ele diz respeito! A Igreja cresce na Verdade à medida que cresce no conhecimento amoroso e contemplativo do Seu Esposo, Cabeça e Salvador!
Ora, a verdade de Deus, transmitida continuamente na Tradição apostólica, é imutável, pois refere-se a Jesus nosso Senhor, Suas palavras gestos, entregues uma vez por todas à Sua Igreja pelo ministério dos Apóstolos.
Mas, essa imutável verdade vai sendo compreendida cada vez mais, cada vez melhor, cada vez de modo mais abrangente pela Igreja através do tempo. Não há como fugir disso: a temporalidade, a progressão, são inerentes ao homem! Como também as limitações da cultura de cada tempo e civilização.
E a Igreja, portadora da Eternidade que entrou no tempo, vai peregrinando, vai compreendendo sempre mais e melhor nos caminhos da história; assim vai exprimindo sempre a mesma Verdade - que não é simplesmente uma teoria ou uma doutrina, mas uma Pessoa: Jesus Cristo - de modos novos e com palavras novas
...
Sobre a Igreja Católica

12 h ·
...
Assim, a profissão de fé da Igreja não é um velho baú, cheio de verdades teóricas enferrujadas, que devem ser sempre repetidas do mesmo modo, mesmo com a mutabilidade dos tempos e sensibilidades...
Ao invés, nossa santa fé católica é expressa e vivida na viva e constante Tradição apostólica, sempre interpretada de novo sob a guia do Espírito Santo, suscitando sempre novas respostas ante os desafios de cada época, de modo que, cada geração eclesial pode ter a serena certeza de permanecer na mesma "fé uma vez por todas confiada aos santos", sempre igual e sempre nova.
..
A Igreja de Cristo, nossa Mãe católica, é peregrina; caminha na história.

12 h ·
Algumas notas sobre a Igreja...
A Igreja de Cristo, nossa Mãe católica, é peregrina; caminha na história.
Isto faz parte da sua essência, pois que ela é continuadora e testemunha da obra salvífica de Deus que, sendo eterno e imutável, entrou no tempo dos homens, primeiro na história de Israel, o Povo eleito da Antiga Aliança e, na plenitude dos tempos, de modo pleno, em Jesus Cristo, nosso Deus, Cabeça e princípio da Igreja e Salvador da humanidade.
A Igreja, portanto, na potência do Santo Espírito, continua as palavras e gestos salvíficos do Cristo Senhor, Autor e Consumador da salvação da humanidade e da inteira criação.
O que o Cristo Senhor anuncia na pregação da Sua Igreja, Ele mesmo realiza nas ações sacramentais, sobretudo no santíssimo Sacrifício eucarístico.
...
domingo, 20 de julho de 2014
Experiência do Deus vivo
Dom Henrique Soares da Costa
13 h ·
...
São Boaventura, explica, então, tratando dessa incrível experiência do Deus vivo:
"Estamos diante de uma realidade mística e profundíssima:
ninguém a conhece, a não ser quem a recebe;
ninguém a recebe, se não a deseja;
nem a deseja, se não for inflamado, até à medula, pelo fogo do Espírito Santo, que Cristo enviou ao mundo.
Por isso, o Apóstolo diz que essa sabedoria mística é revelada pelo Espírito Santo (cf. 1Cor 2,13)".
Vejamos paulatinamente:
1.Essa realidade é chamada de mística. No cristianismo, místico é o que é "misterioso", isto é, o que se refere ao Mistério de Deus! É, portanto, uma realidade "mística e profundíssima" precisamente porque nos joga no "Mar sem fundo" de que falava Santa Catarina de Sena! Santo Agostinho, nas suas Confissões, descreve admiravelmente a experiência mística que ele mesmo teve:
"Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob Tua guia e o consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio (cf. Sl 29,11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a Luz imutável.
Não era como a luz terrena e evidente para todo ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma Luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto.
Também não estava acima de minha mente como óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque Ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por Rla. Quem conhece a verdade, conhece esta Luz".
2. São Boaventura afirma também que ninguém conhece tal experiência a não ser quem a recebe! É verdade, pois que se trata de algo que ultrapassa todo sentido, inteligência, pensamento, sentimento! Sendo uma experiência mais íntima de uma mísera fagulha do mistério Daquele que está para além de toda percepção, somente pode ser "conhecida" por quem a recebe!
3. Mas, apesar de ser gratuita, iniciativa pura do Senhor, é preciso preparar-se para ela pelo desejo: "Ninguém a recebe, se não a deseja!" Como se deseja tal experiência? Deseja-se como se deseja o Senhor: abrindo para Ele o coração, praticando Seus mandamentos, fazendo a Sua vontade, procurando sinceramente romper com todo pecado revisar toda imperfeição, disciplinando os afetos e sentidos... Isto é, concretamente, desejar Deus e Seu Reino, é preparar-se para Ele é para os Seus dons!
Mas, atenção: o Senhor não tem obrigação de moscar nada: tudo é graça! Que Ele soberanamente concede a quem quer, quando quer e como quer!
4. Mas, para que se deseje assim o Senhor, para que desse modo se anele por Sua graça, é necessário que alguém seja atraído pelo próprio Senhor! E é o santo Espírito do Ressuscitado Quem nos atrai. Santo Inácio de Antioquia, no início do século II, quando ia para o martírio, exclamava: "Só há agora uma fonte de água viva que murmura em mim: Vem para o Pai!" Essa Fonte bendita é o Santo Espírito!
Aqui haveria tanto a ser dito!
...
Assinar:
Postagens (Atom)
