segunda-feira, 10 de agosto de 2015

16 de Julho - Nossa Senhora do Carmo







A festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.
Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vêmo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. Suposto isto,causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas.
De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria. 
Santa Teresa, a grande Santa da Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento.
Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.


MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO SIMÃO STOCK


Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.
Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.
A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.
Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.
No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.
A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock.
Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário. “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno". 
Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão. 
Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.
É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.
Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão. 




PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO


Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”. O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina: “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.

O Segundo privilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3, III 1322)
Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII. 


“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se limitou a cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em toda parte são muito grandes, consola também, como piedosamente se crê, aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.


Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições: 


1. Inscrição no registro da Irmandade. 
2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente. 
3. Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória. As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado a praxe de fazer essas devoções diárias.
4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em outras equivalentes. 
5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em honra de Maria Santíssima. (4-1-1908).
A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte. 


REFLEXÕES


O fim, pois, que a irmandade de Nossa Senhora do Carmo se propõe é: propagar o reino de Deus, por meio da devoção a Maria Santíssima, meditar nas virtudes da Mãe de Deus e imitá-las, merecer uma proteção especial de Nossa Senhora, em todos os perigos do corpo e da alma, alcançar-lhe bênção na hora da morte e a libertação das penas do Purgatório. O Escapulário é o hábito da salvação. Para que o possa ser, é preciso que seja a vestimenta da justiça. Se o maior interesse de Maria Santíssima é salvar almas, desejo maior não tem, senão que seus filhos se apliquem à prática das virtudes, do amor de Deus e do próximo, que sejam pacientes, humildes, mansos e puros e trabalhem pela santificação de sua alma.
A história da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é uma epopéia de feitos maravilhosos, na ordem sobrenatural. O escapulário tem sido a salvação de milhares e milhares de cristãos nas suas necessidades espirituais e materiais. Para que nas mãos de Nossa Senhora possa ser efetivamente instrumento de salvação, indispensável é o renascimento espiritual de quem o leva, o cumprimento fiel dos deveres do estado de quem se diz devoto a Nossa Senhora do Carmo. Certamente, não é devoto a Maria Santíssima quem vive em pecado e ofende a Deus sem cessar.


ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO CARMO 


Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Fortificai minha fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade. 


Nossa Senhora do Carmo, libertai as benditas almas do purgatório. Amém! 


(3 Ave-Marias e Glória ao Pai)

São Macabeus, Mártires


01 de agosto dia de São Macabeus, Mártires



Macabeu era o segundo nome de Judas, o terceiro filho de Matatias, que foi o primeiro chefe dos judeus na rebelião contra o imperador sírio Antíoco Epifânio. Posteriormente, o nome foi aplicado a todos os familiares e descendentes de Matatias e àqueles que os seguiram na revolta contra o rei da Síria. Entre eles estavam os santos que a Igreja comemora neste dia. Os Macabeus são os únicos mártires do Antigo Testamento que são comemorados pela Igreja. Os judeus se rebelaram porque Antíoco queria lhes impor a religião grega, mas o pretexto para que eclodisse a revolta foi a perseguição que empreendeu Antíoco contra os judeus, como um alento para o seu furor pela derrota que sofreu no Senado romano em sua segunda campanha contra o Egito (168 aC). Com efeito, Antíoco enviou à Jerusalém um general de nome Apolônio, comandando cerca de vinte e dois mil homens com ordem de helenizar a cidade; e se houvesse qualquer resistência de parte dosjudeus, deviam matá-los, sem piedade, e substituí-los por estrangeiros. O mais famoso dos mártires judeus que preferiu morrer em vez de quebrar a lei de Deus, foi Eleazar. Era um ancião de venerável aspecto e um dos principais escribas ou doutores da Lei. Os perseguidores, pensando que o povo iria seguir o exemplo de Eleazar, tentaram de todas as formas seduzirem a que renegasse sua fé, não poupando adulações, ameaças e violência, mas o ancião não cedeu. Alguns dos que testemunharam as torturas, movidos de compaixão, aconselharam que fosse dado a Eleazar um pouco de carne bovina, que não estava proibida pela lei, para que os judeus acreditassem ter comido carne de porco, e o rei ficasse assim satisfeito. Eleazar, porém, se recusou a aceitar este subterfúgio, dizendo que os jovens se sentiriam, portanto, autorizados a violar a lei, uma vez que ele, com noventa anos de idade, teria adotado os ritos dos gentios. Acrescentou, em seguida que, se cometesse semelhante crime, não escaparia, vivo ou morto, das mãos do Todo-Poderoso. Foi então levado para o local de sua execução e, antes de morrer flagelado, Eleazar exclamou: «Senhor, cujo olhar perscruta o mais íntimo do coração, Tu vês a tortura que sofro; minha alma, porém, se regozija de sofrer por causa da Lei, pois que tenho por Ti um santo temor». Ao martírio de Eleazar seguiu os dos outros sete irmãos, que foram torturados, um após o outro e, com invencível coragem e valor, inspirados por sua própria mãe, Solomônia. A morte do mais jovem foi ainda mais cruel do que a de seus irmãos. A mãe, após ter oferecido a Deus em oração a vida de seus filhos, entregou a sua própria vida ao Altíssimo, fiel à sua Lei. A história dos santos sete Mártires Macabeus inspirou Judas Macabeu que liderou a revolta contra Antíoco Epifânio e, com a ajuda de Deus, conquistou a vitória, purificando em seguida o Templo de Jerusalém de toda a idolatria. Todos estes eventos estão registrados no Segundo Livro de Macabeus, que faz parte do conjunto de livros da Escritura Sagrada. Muitas homilias sobre os santos Mártires Macabeus foram feitas por vários Padres da Igreja – São Cipriano de Cartago; Santo Ambrósio de Milão; São Gregório Nazianzeno e São João Crisóstomo. Os sete santos Mártires Macabeus são: Habim, Antônio, Guriah, Eleazar, Eusebio, Hadim (Halim) e Marcello.

Nossa Senhora no Sábado


Nossa Senhora no Sábado

Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

Santo Afonso Maria de Ligório


02 de agosto dia de Santo Afonso Maria de Ligório

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Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Marianella, no Reino de Nápoles, no dia 27 de Setembro de 1696. De rara inteligência, recebeu em 1712 o doutorado em direito civil e canônico. Não lhe faltaram temperamento e dons artísticos: poeta, músico, arquiteto, pintor. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. Compôs um Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, Tu Scendi dalle Stelle, e numerosos outros hinos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado. No ano 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos. Foi ordenado presbítero a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de presbiterado com os pobres e os jovens humildes de Nápoles. Fundou as "Capelas da Tarde", que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos. No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Afonso escreveu diversas obras importantes para a Igreja sobre espiritualidade e teologia 111 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas (Glorias de Maria, Oração, Tratado da Castidade e etc...). Mas, sua maior contribuição para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa. Em 1762, aos 66 anos foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos. No dia 1º de agosto de 1787, morreu entre os seus no Convento de Pagani. Foi canonizado em 1831 pelo Papa Gregório XVI e declarado Doutor da Igreja (1871) e Padroeiro dos Moralistas e Confessores (1950).

quarta-feira, 15 de julho de 2015



Quarto Diário: Salmo 137

Data: 15-07-15

Leitura Orante da Palavra – Citação: Salmo 137

1° passo – Leitura
O que o texto diz?

Fidelidade até no exílio

1* Junto aos canais de Babilônia nos sentamos e choramos, com saudades de Sião.

2 Nos salgueiros de suas margens penduramos nossas harpas.

3* Lá osque nos exilaram pediam canções,nossos raptores queriam diversão: «Cantem para nós um canto de Sião

4 Como cantar um canto de Javé em terra estrangeira?

5 Se eu me esquecer de você, Jerusalém, que seque a minha mão direita.

6 Que a minha língua se cole ao paladar, se eu não me lembrar de você,

e se eu não elevar Jerusalém ao topo da minha alegria!




você fez para nós!

9 Feliz quem agarrar e esmagar seus nenês contra o rochedo!


2° passo - Meditação 
O que o texto diz para mim?

1* Junto aos canais de Babilônia nos sentamos e choramos, com saudades de Sião.

2 Nos salgueiros de suas margens penduramos nossas harpas.

3* Lá osque nos exilaram pediam canções,nossos raptores queriam diversão: «Cantem para nós um canto de Sião

4 Como cantar um canto de Javé em terra estrangeira?

O amor de Israel pelo seu Deus deu-lhe a capacidade de tudo exprimir com honestidade, mesmo as reacções mais quentes face às situações de injustiça, tais como aquelas que este pequeno povo, rodeado de vizinhos poderosos, tantas vezes teve de enfrentar. Terá havido outro povo a levar tão longe a sua intimidade com Deus, a ponto de ousar exprimir a revolta até no meio do louvor? O Salmo 137 sobrepõe estes dois sentimentos com uma intensidade impressionante. A violência que jorra do grito do salmista deixa-nos hoje, que estamos sentados mais confortavelmente em sociedades pacificadas, pouco à vontade. Como se pode desejar o massacre dos recém-nascidos de um povo, mesmo sendo ele o opressor? Contudo, não se pode julgar depressa demais e sobretudo de tão longe. A fé também nos ensina que é preciso saber sentar-se e cantar «junto aos rios da Babilónia», ao lado daqueles que perderam a sua dignidade de homens e de mulheres livres. A queda de Israel no ano 586 antes de Cristo e a deportação de uma parte da população é mais do que uma derrota militar: é o risco de ver o próprio povo perder a sua identidade face às humilhações que o vencedor impõe. O salmo 137 foi provavelmente composto por músicos exilados do templo de Jerusalém, que, em sinal de luto, decidiram «suspender as suas harpas nos salgueiros». Embora os seus guardas os forcem a tocar, os músicos recusam utilizar os seus cantos de oração para divertir os que os retêm cativos. Contudo, obrigados a cantar, cantam que jamais poderão cantar numa terra estrangeira. Obrigados a fazer o que não querem, a sua oração, mesmo extorquida, permanece esse último espaço de liberdade onde toda a fatalidade é transformada e onde, para contentar o vencedor, até se chega a cantar-lhe ameaças! Os seus guardas caíram numa armadilha feita por eles próprios. A história mostrará aliás, muitas vezes, a força subversiva do canto. Quantos povos não começaram a sacudir as suas cadeias cantando!

3° passo - Contemplação 
O que a Palavra me leva a experimentar?

4 Como cantar um canto de Javé em terra estrangeira?

*Como pode o louvor nascer do desespero ? Como pode a oração tornar-se numa forma de resistir face ao que parece ser a fatalidade?

Nunca pensei desta forma. Nunca consegui ser alegre nas adversidades e contrariedades, não conseguia lutar e me afundava na tristeza até a depressão. Não sentia a força da Palavra, pois não vivia a mesma. Percebo o Senhor me dizendo, me convidando para fazer diferente desta vez; para “ cantar” em meio a dor, solidão, abandono e choro, “cantar” nas adversidades da minha história de vida. Já está mais que na hora de mudar de rota, olhar, a alma e os pensamentos para o alto céu, tomar uma decisão. Ser mais forte, não vacilar mais, não temer , não fugir e seguir. 

*”Cantar” para mim significa: orar, louvar a Deus mesmo nas tempestades, com a força da sua Palavra.

4° passo - Oração
O que o Palavra me leva a falar com Deus?

Meu Senhor, vou conseguir com a força da Tua Palavra que me acompanha e me ilumina.Obrigada, Deus de amor que me cuida, meu coração transborda de amor por Ti. Vos amo. Amém!

5° passo - Ação
O que a Palavra me leva a viver?

Me comprometo  a sair do silêncio, abrir meu coração e minha boca para “cantar” ao meu Senhor; Deus de amor, pois, só Ele é digno de toda honra, glória e louvor.

terça-feira, 14 de julho de 2015





Data: 14-07-15

Leitura Orante da Palavra – Citação: Is. 49,1-17

1° passo – Leitura
O que o texto diz?

Vocação e missão do Servo de Javé -* 1 Ilhas, escutem; prestem atenção, povos distantes. Eu ainda estava no ventre materno, e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e elepronunciou o meu nome. 2 Ele fez da minha língua uma espada afiada e me escondeu com a sombra de sua mão; ele me transformou numa seta pontiaguda e me guardou na sua caixa de flechas. 3 Ele medisse: «Você é o meu servo, Israel, e eu me orgulho de você». 4 Eu então respondi: «Cansei-me inutilmente, gastei minhas forças à toa, em nada. Enquanto isso, quem defendia os meus direitos era Javé, o meu pagamento estava na mão de Deus». 5 Agora fala Javé, que desde o ventre me formou para ser o seu servo, para eu lhe trazer de volta Jacó e reunir Israel para ele. (Serei glorificado aos olhos de Javé;Deus é a minha força.) 6 Ele diz: «É muito pouco você tornar-se o meu servo, só para reerguer as tribos de Jacó, só para trazer de volta os sobreviventes de Israel. Faço de você uma luz para as nações, paraque a minha salvação chegue até os confins da terra». 7 Assim diz Javé, o redentor e Santo de Israel, para aqueles cuja vida não vale nada, que são desprezados pelas nações, que são escravos dos poderosos: «Os reis verão e ficarão de , os chefes se ajoelharão, porque Javé é fiel, e o Santo de Israel escolheu você».

8 Assim diz Javé: Na ocasião favorável eu respondi a você, e no dia da salvação eu o ajudei; preparei e designei você para ser a aliança do povo, para reerguer o país, para redistribuir as propriedadesarrasadas, 9 para dizer aos cativos: «Saiam!» E aos que estão nas trevas: «Venham para fora


14 Sião dizia: «Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!» 15 Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não meesquecerei de você. 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim. 17 Aqueles que vão reconstruir você apertam o passo; os que a derrubaram e destruíram seforam embora.









2° passo - Meditação -O que o texto diz para mim?

13 Céus, gritem de alegria! Terra, alegre-se! Montanhas, rompam em aclamações, pois Javé consola o seu povo e se compadece dos seus pobres.14 Sião dizia: «Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!» 15 Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não meesquecerei de você. 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim 17 Aqueles que vão reconstruir você apertam o passo; os que a derrubaram e destruíram seforam embora.

Parece que Deus se esqueceu do seu povo. Neste momento, ele está exilado na Babilónia, abatido, nostálgico, deprimido. Sião, a sua terra natal, está muito longe, vazia e em ruínas.Esta experiência histórica, feita a dada altura pelo povo de Deus, pode trazer luz a experiências semelhantes que podem acontecer a qualquer grupo ou pessoa: a situação é desconfortável; tudo parece absurdo; Deus parece distante; a oração, se não foi abandonada, torna-se lamentação: «Deus esqueceu-se de mim.»

Pela boca do profeta, Deus responde a esta lamentação com muita força e uma delicadeza infinita. Se pensamos que Deus nos esquece, enganamo-nos redondamente. Deus compara-se a uma mãe (as imagens bíblicas de Deus não são exclusivamente masculinas) cuja atenção para com o filho nunca desfalece: o cuidado de Deus é ainda mais fiel. Noutra imagem, Deus grava o nome do seu povo não num monumento exterior, mas nas palmas das suas mãos, das quais não se pode separar. O estado das muralhas da cidade, em ruínas, não significa que Deus esteja ausente ou que já não cuida dele: não, o povo está sempre na sua presença, vai ser reconstruído e voltar a viver.O anúncio que o profeta faz do amor atento de Deus já transforma a situação, mesmo antes do regresso concreto do exílio. É uma boa notícia, e a alegria que ela traz já transborda do povo, derramando-se sobre as montanhas, a terra e em todo o universo.





3° passo - Contemplação 
O que a Palavra me leva a experimentar?

Volto no tempo e me coloco junto ao povo que lamenta, faço parte desse povo, sou um deles, sou filha. Penso nas experiências de dor e e abandono que estou vivendo, em que me parece Deus ter esquecido de mim. E minha vida, nos momentos de solidão e choro, se torna um rio de lágrimas, angústias e lamento feito ao povo da Palavra de Is 49. Nossas experiências são semelhantes, apenas mudou os tempos, mas os problemas continuam , as dores também.Porém, ao mesmo tempo sou levada a perceber pela Palavra, o imenso amor de Deus por mim, seu socorro mesmo quando eu não compreendo, quando me diz: 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim.



4° passo - Oração
O que o Palavra me leva a falar com Deus?

Então, Senhor! Só posso dizer a vós que : quão grande és Tu, quão imenso é o seu amor que tatuou-me na palma de sua mão. Quanto amor me inunda a mente e o coração!! Obrigada por sua presença e amor!

5° passo - Ação 
O que a Palavra me leva a viver?



Me comprometo a ir em direção ao próximo, para ajudá-los. Pessoas que se sintam hostilizadas ou «no exílio» a compreender este amor que transforma.


Vocação e missão do Servo de Javé -* 1 Ilhas, escutem; prestem atenção, povos distantes. Eu ainda estava no ventre materno, e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e elepronunciou o meu nome. 2 Ele fez da minha língua uma espada afiada e me escondeu com a sombra de sua mão; ele me transformou numa seta pontiaguda e me guardou na sua caixa de flechas. 3 Ele medisse: «Você é o meu servo, Israel, e eu me orgulho de você». 4 Eu então respondi: «Cansei-me inutilmente, gastei minhas forças à toa, em nada. Enquanto isso, quem defendia os meus direitos era Javé, o meu pagamento estava na mão de Deus». 5 Agora fala Javé, que desde o ventre me formou para ser o seu servo, para eu lhe trazer de volta Jacó e reunir Israel para ele. (Serei glorificado aos olhos de Javé;Deus é a minha força.) 6 Ele diz: «É muito pouco você tornar-se o meu servo, só para reerguer as tribos de Jacó, só para trazer de volta os sobreviventes de Israel. Faço de você uma luz para as nações, paraque a minha salvação chegue até os confins da terra». 7 Assim diz Javé, o redentor e Santo de Israel, para aqueles cuja vida não vale nada, que são desprezados pelas nações, que são escravos dos poderosos: «Os reis verão e ficarão de , os chefes se ajoelharão, porque Javé é fiel, e o Santo de Israel escolheu você».

8 Assim diz Javé: Na ocasião favorável eu respondi a você, e no dia da salvação eu o ajudei; preparei e designei você para ser a aliança do povo, para reerguer o país, para redistribuir as propriedadesarrasadas, 9 para dizer aos cativos: «Saiam!» E aos que estão nas trevas: «Venham para fora

Volta para a pátria -* Como rebanho, eles pastarão em todos os caminhos, em qualquer colina seca encontrarão pastagem. 10 Não passarão fome nem sede; não serão molestados pelo calor nem pelo sol,pois aquele que se compadece deles os conduzirá e os guiará para onde fontes de água. 11 Transformarei meus montes em caminhos, minhas estradas serão niveladas. 12 Vejam! Uns vêm de longe, outrosdo norte e do ocidente, e outros da terra de Siene. 13 Céus, gritem de alegria! Terra, alegre-se! Montanhas, rompam em aclamações, pois Javé consola o seu povo e se compadece dos seus pobres.

14 Sião dizia: «Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!» 15 Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não meesquecerei de você. 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim. 17 Aqueles que vão reconstruir você apertam o passo; os que a derrubaram e destruíram seforam embora.