terça-feira, 14 de julho de 2015





Data: 14-07-15

Leitura Orante da Palavra – Citação: Is. 49,1-17

1° passo – Leitura
O que o texto diz?

Vocação e missão do Servo de Javé -* 1 Ilhas, escutem; prestem atenção, povos distantes. Eu ainda estava no ventre materno, e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e elepronunciou o meu nome. 2 Ele fez da minha língua uma espada afiada e me escondeu com a sombra de sua mão; ele me transformou numa seta pontiaguda e me guardou na sua caixa de flechas. 3 Ele medisse: «Você é o meu servo, Israel, e eu me orgulho de você». 4 Eu então respondi: «Cansei-me inutilmente, gastei minhas forças à toa, em nada. Enquanto isso, quem defendia os meus direitos era Javé, o meu pagamento estava na mão de Deus». 5 Agora fala Javé, que desde o ventre me formou para ser o seu servo, para eu lhe trazer de volta Jacó e reunir Israel para ele. (Serei glorificado aos olhos de Javé;Deus é a minha força.) 6 Ele diz: «É muito pouco você tornar-se o meu servo, só para reerguer as tribos de Jacó, só para trazer de volta os sobreviventes de Israel. Faço de você uma luz para as nações, paraque a minha salvação chegue até os confins da terra». 7 Assim diz Javé, o redentor e Santo de Israel, para aqueles cuja vida não vale nada, que são desprezados pelas nações, que são escravos dos poderosos: «Os reis verão e ficarão de , os chefes se ajoelharão, porque Javé é fiel, e o Santo de Israel escolheu você».

8 Assim diz Javé: Na ocasião favorável eu respondi a você, e no dia da salvação eu o ajudei; preparei e designei você para ser a aliança do povo, para reerguer o país, para redistribuir as propriedadesarrasadas, 9 para dizer aos cativos: «Saiam!» E aos que estão nas trevas: «Venham para fora


14 Sião dizia: «Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!» 15 Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não meesquecerei de você. 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim. 17 Aqueles que vão reconstruir você apertam o passo; os que a derrubaram e destruíram seforam embora.









2° passo - Meditação -O que o texto diz para mim?

13 Céus, gritem de alegria! Terra, alegre-se! Montanhas, rompam em aclamações, pois Javé consola o seu povo e se compadece dos seus pobres.14 Sião dizia: «Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!» 15 Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não meesquecerei de você. 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim 17 Aqueles que vão reconstruir você apertam o passo; os que a derrubaram e destruíram seforam embora.

Parece que Deus se esqueceu do seu povo. Neste momento, ele está exilado na Babilónia, abatido, nostálgico, deprimido. Sião, a sua terra natal, está muito longe, vazia e em ruínas.Esta experiência histórica, feita a dada altura pelo povo de Deus, pode trazer luz a experiências semelhantes que podem acontecer a qualquer grupo ou pessoa: a situação é desconfortável; tudo parece absurdo; Deus parece distante; a oração, se não foi abandonada, torna-se lamentação: «Deus esqueceu-se de mim.»

Pela boca do profeta, Deus responde a esta lamentação com muita força e uma delicadeza infinita. Se pensamos que Deus nos esquece, enganamo-nos redondamente. Deus compara-se a uma mãe (as imagens bíblicas de Deus não são exclusivamente masculinas) cuja atenção para com o filho nunca desfalece: o cuidado de Deus é ainda mais fiel. Noutra imagem, Deus grava o nome do seu povo não num monumento exterior, mas nas palmas das suas mãos, das quais não se pode separar. O estado das muralhas da cidade, em ruínas, não significa que Deus esteja ausente ou que já não cuida dele: não, o povo está sempre na sua presença, vai ser reconstruído e voltar a viver.O anúncio que o profeta faz do amor atento de Deus já transforma a situação, mesmo antes do regresso concreto do exílio. É uma boa notícia, e a alegria que ela traz já transborda do povo, derramando-se sobre as montanhas, a terra e em todo o universo.





3° passo - Contemplação 
O que a Palavra me leva a experimentar?

Volto no tempo e me coloco junto ao povo que lamenta, faço parte desse povo, sou um deles, sou filha. Penso nas experiências de dor e e abandono que estou vivendo, em que me parece Deus ter esquecido de mim. E minha vida, nos momentos de solidão e choro, se torna um rio de lágrimas, angústias e lamento feito ao povo da Palavra de Is 49. Nossas experiências são semelhantes, apenas mudou os tempos, mas os problemas continuam , as dores também.Porém, ao mesmo tempo sou levada a perceber pela Palavra, o imenso amor de Deus por mim, seu socorro mesmo quando eu não compreendo, quando me diz: 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim.



4° passo - Oração
O que o Palavra me leva a falar com Deus?

Então, Senhor! Só posso dizer a vós que : quão grande és Tu, quão imenso é o seu amor que tatuou-me na palma de sua mão. Quanto amor me inunda a mente e o coração!! Obrigada por sua presença e amor!

5° passo - Ação 
O que a Palavra me leva a viver?



Me comprometo a ir em direção ao próximo, para ajudá-los. Pessoas que se sintam hostilizadas ou «no exílio» a compreender este amor que transforma.


Vocação e missão do Servo de Javé -* 1 Ilhas, escutem; prestem atenção, povos distantes. Eu ainda estava no ventre materno, e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e elepronunciou o meu nome. 2 Ele fez da minha língua uma espada afiada e me escondeu com a sombra de sua mão; ele me transformou numa seta pontiaguda e me guardou na sua caixa de flechas. 3 Ele medisse: «Você é o meu servo, Israel, e eu me orgulho de você». 4 Eu então respondi: «Cansei-me inutilmente, gastei minhas forças à toa, em nada. Enquanto isso, quem defendia os meus direitos era Javé, o meu pagamento estava na mão de Deus». 5 Agora fala Javé, que desde o ventre me formou para ser o seu servo, para eu lhe trazer de volta Jacó e reunir Israel para ele. (Serei glorificado aos olhos de Javé;Deus é a minha força.) 6 Ele diz: «É muito pouco você tornar-se o meu servo, só para reerguer as tribos de Jacó, só para trazer de volta os sobreviventes de Israel. Faço de você uma luz para as nações, paraque a minha salvação chegue até os confins da terra». 7 Assim diz Javé, o redentor e Santo de Israel, para aqueles cuja vida não vale nada, que são desprezados pelas nações, que são escravos dos poderosos: «Os reis verão e ficarão de , os chefes se ajoelharão, porque Javé é fiel, e o Santo de Israel escolheu você».

8 Assim diz Javé: Na ocasião favorável eu respondi a você, e no dia da salvação eu o ajudei; preparei e designei você para ser a aliança do povo, para reerguer o país, para redistribuir as propriedadesarrasadas, 9 para dizer aos cativos: «Saiam!» E aos que estão nas trevas: «Venham para fora

Volta para a pátria -* Como rebanho, eles pastarão em todos os caminhos, em qualquer colina seca encontrarão pastagem. 10 Não passarão fome nem sede; não serão molestados pelo calor nem pelo sol,pois aquele que se compadece deles os conduzirá e os guiará para onde fontes de água. 11 Transformarei meus montes em caminhos, minhas estradas serão niveladas. 12 Vejam! Uns vêm de longe, outrosdo norte e do ocidente, e outros da terra de Siene. 13 Céus, gritem de alegria! Terra, alegre-se! Montanhas, rompam em aclamações, pois Javé consola o seu povo e se compadece dos seus pobres.

14 Sião dizia: «Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!» 15 Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não meesquecerei de você. 16 Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim. 17 Aqueles que vão reconstruir você apertam o passo; os que a derrubaram e destruíram seforam embora.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

PENSAMENTOS DE ANGELA DE FOLIGNO

PENSAMENTOS DE ANGELA DE FOLIGNO

"Sem a luz de Deus ninguém se salva. Ela ajuda o homem a dar os primeiros passos; ela o leva ao topo da perfeição. Por isso, aquele que quiser começar a possuir esta luz de Deus, reze".

"Sua vida pode ser, mesmo quando sua língua está em silêncio, um límpido espelho...".

"Quanto mais você rezar, mais luz receberá; e quanto mais luz receber mais profundamente verá o sumo bem e a bondade dele definida em todas as coisas. E, quanto melhor e mais profundamente ver, mais o amará; e quanto mais o amar, mais será feliz; e quanto mais for feliz, mais compreenderá Deus e será capaz de entendê-lo".

"A oração deverá ser feita na medida do possível, numa situação de serenidade de espírito e, portanto, é possível, no silêncio e com a alma livre de qualquer ansiedade".

"Não dormia. Ele chamou-me e disse-me que aplicasse os meus lábios sobre a ferida do seu lado. Pareceu-me que aplicava os meus lábios, e que bebia sangue, e neste sangue ainda quente eu compreendi que ficava lavada. Eu senti pela primeira vez uma grande consolação, misturada uma grande tristeza, porque tinha a Paixão diante dos meus olhos. E solicitei do Senhor a graça de derramar o meu sangue por Ele como Ele tinha derramado o seu para mim".

“Quando a morte te arrancar deste mundo, cheio de vaidades e luxos sem razão, e chegardes a Minha Presença para ser julgada... vendo os pecados que os homens cometeram ao olhar para o teu corpo escassamente coberto, tu própria ficarás envergonhada”.

"Se você já estiver no caminho da perfeição e quiser que esta luz aumente em você, reze; se você já alcançou a perfeição e quer mais luz para poder nela perseverar, reze; se você quisera fé, reze; se quiser a esperança, reze; se quiser a caridade, reze; se quiser a pobreza, reze; se quiser a obediência, a castidade, a humildade, a mansidão, a fortaleza, reze. Qualquer virtude que você queira, reze".

"É bom e muito agradável a Deus que tu ores com o fervor da graça divina, que veles e te fatigues ao realizar toda ação boa; mas é mais agradável e aceitável ao Senhor se, faltando a graça, não diminuas tuas orações, tuas vigílias, tuas boas obras. Atue sem a graça da mesma maneira como o fazias quando a possuías… tu fazes tua parte, filho meu, e Deus fará a sua. A oração forçada, violenta, é muito agradável a Deus".

"Seria mais tolerável para mim sofrer todas as dores, suportar as torturas mais horrorosas dos mártires, que me ver exposta às tentações diabólicas contra a pureza".

"Colocastes a humildade de coração e a mansidão por fundamento e firme raiz de todas as virtudes... Por isso, Senhor, quisestes que, de vós, principalmente, as aprendêssemos... Dai-me a graça de estabelecer-me em tal alicerce! Fundada nesta base, esforce-me por crescer. Se for a humildade meu alicerce, será minha conversação toda angelical, pura, benigna e pacifica. Serei benévolo e agradável a todos, e com todos mostrar-me-ei amável... Ó humildade, quantos bens trazes, tu que fazes pacíficos e serenos os que te possuem!”

"O supremo bem da alma é a paz verdadeira e perfeita... Quem quer, portanto, perfeito repouso trate de amar a Deus com todo o coração, pois Deus mora no coração. Ele é o único que dá e que pode dar a paz".

"Sepultei-me na paixão de Cristo, e me deu a esperança de que nela encontraria minha libertação".

"Ó nada desconhecido, ó nada desconhecido! Não pode a alma ter melhor visão neste mundo do que contemplar o próprio nada e habitar nele como a cela de um cárcere".

“Ó Deus-Homem doloroso, ensinai-me a considerar e imitar o exemplo de vossa vida e a aprender de vós, ó modelo de toda perfeição!... Fazei-me correr atrás de vós com todo o afeto de minha alma, para chegar, com vossa guia, felizmente, à cruz".

“Ó Jesus, vossa primeira companhia na terra foi a pobreza voluntária, contínua, perfeita, suprema... Quisestes viver e ser pobre de todas as coisas temporais... Das coisas deste mundo só quisestes a extrema indigência, com penúria, fome e sede, frio e calor, muita fadiga, dureza e austeridade... Quisestes viver pobre de parentes e amigos e de todo afeto deste mundo... Enfim, vos despojastes de vós mesmo, exteriormente despido de vosso poder, sabedoria e glória".

"Eu, Ângela de Foligno, tive que atravessar muitas etapas no caminho da penitencia e conversão. A primeira foi me convencer de como o pecado é grave e danoso. A segunda foi sentir arrependimento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus. A terceira me confessar de todos os meus pecados. A quarta me convencer da grande misericórdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados. A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos nós. A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucarístico. A sétima aprender a orar, especialmente rezar com amor e atenção o Pai Nosso. A oitava procurar e tratar de viver em contínua e afetuosa comunhão com Deus".

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Livro do Deuteronômio 30,1-14

Dt 30,1 E será que, sobrevindo-te todas estas coisas,
a benção ou a maldição, que tenho posto diante de ti,
e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar
o SENHOR teu Deus,
Dt 30,2 E te converteres ao SENHOR teu Deus,
e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje,
tu e teus filhos, com todo o teu coração,
e com toda a tua alma,
Dt 30,3 Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro,
e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as
nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus.
Dt 30,4 Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu,
desde ali te ajuntará o SENHOR teu Deus, e te tomará dali;
Dt 30:5 E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais
possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará
mais do que a teus pais.
Dt 30,6 E o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração,
e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR
teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma,
para que vivas.
Dt 30,7 E o SENHOR teu Deus porá todas estas maldições
sobre os teus inimigos, e sobre os teus odiadores,
que te perseguiram.
Dt 30,8 Converter-te-ás, pois, e darás ouvidos à voz do SENHOR;
cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno.
Dt 30,9 E o SENHOR teu Deus te fará prosperar em toda a obra das
tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais,
e no fruto da tua terra para o teu bem;
porquanto o SENHOR tornará a alegrar-se em ti
para te fazer bem, como se alegrou em teus pais,
Dt 30,10 Quando deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus,
guardando os seus mandamentos e os seus estatutos,
escritos neste livro da lei, quando te converteres
ao SENHOR teu Deus com todo o teu coração,
e com toda a tua alma.
Dt 30,11 Porque este mandamento, que hoje te ordeno,
não te é encoberto, e tampouco está longe de ti.
Dt 30,12 Não está nos céus, para dizeres:
Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga,
e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 
 Dt 30,13 Nem tampouco está além do mar, para dizeres:
Quem passará por nós além do mar, para que no-lo
traga, e no-lo faça ouvir,
para que o cumpramos?
Dt 30,14 Porque esta palavra está mui perto de ti,
na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.

segunda-feira, 8 de junho de 2015



7 DE JUNHO DE 2015

Comungai Bem - Padre Luiz Chiavarino.

COMUNGAI BEM, PORQUE A COMUNHÃO BEM FEITA NOS PÕE COM ÍNTIMA RELAÇÃO COM OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO


D. — Como, Padre, a comunhão nos põe também em relação com o Rosário?
M. — Certamente. Examinemos mistério por mistério e assim poderemos tirar conclusões salutares que nos sirvam de estímulo e consolo.
Contemplando, no primeiro mistério gozoso, a Anunciação do Arcanjo Gabriel à Santíssima Virgem Maria, nossa mente detém-se em considerar aquela magnífica saudação que conferiu à Santíssima Virgem a grande missão da maternidade divina e na qual ela, em sua profunda humildade, se declarou escrava do Senhor.
Nenhum mistério há mais apropriado do que este para fortificar nossa fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Se Jesus se dignou e quis habitar no seio puríssimo de Maria, por que não se dignará também de baixar a nossos altares para permanecer dia e noite nos sacrários?
O primeiro fato foi confirmado por um anjo; o segundo nos é ensinado e confirmado pela Igreja, que no dizer de São Paulo, merece ainda maior credibilidade.
Além disso, nenhum mistério há como esse para demonstrar como a Comunhão enobrece nossas almas tanto de confundir nossa indiferença e apatia.
Sempre que vamos comungar recebemos o mesmo Jesus Cristo que um dia baixou ao seio virginal de Maria.
Podemos considerar-nos como os homens mais felizes e ditosos deste vale de lágrimas; mas ao mesmo tempo estimemo-nos como servos inúteis, a fim de rechaçarmos nosso amor próprio que tanto prejudica nossa alma.
No segundo mistério, enquanto contemplamos a visita de Maria a sua prima Santa Isabel, pensemos na solicitude com que Maria vai à casa de sua prima; admiremos sua grande caridade e humildade trabalhando por três meses no serviço doméstico.
Este mistério demonstra claramente a finalidade que teve em mira o Salvador ao tornar-se nosso alimento e a prontidão com que vem a nossas almas a fim de as santificar e cumular de graças. Por que não imitamos nós também a generosidade caritativa de Jesus e Maria, indo com presteza aliviar as necessidades do próximo, comunicando-lhe a doçura e caridade que experimentamos na alma quando vamos receber a Sagrada Comunhão?
No terceiro mistério gozoso, contemplamos o nascimento de Jesus em Belém, e aqui podemos demorar-nos em três considerações: a repulsa dos habitantes de Belém, a visita dos pastores e as adorações dos magos.
Oh! Infelizmente, quantas almas há ainda hoje às quais Jesus pede hospitalidade e elas respondem: Não há lugar! Não estamos dispostos, não temos tempo, não temos vontade, e ao mesmo tempo lhe viram as costas e o despedem como a pessoa indesejada.
Ao contrário, quantos pobres e humildes como os pastores, recorrem confiantes a Ele. E não só os pobres e abandonados vão visitá-lo, mas também ricos e nobres, como os magos, vão recebê-lo na Eucaristia.
Que consolo experimentamos ao verificar que, se os pigmeus têm vergonha de prostrar-se diante de Jesus Sacramentado, se os novos Herodes e Pilatos o perseguem, Jesus na Eucaristia continua sempre triunfante e de dia para dia engrossam as fileiras dos que o recebem cotidianamente.
No quarto mistério gozoso, ao contemplar a apresentação de Jesus no templo nos braços do santo velho Simeão, temos diante dos olhos a cena mais eucarística do Rosário, que com razão nos faz exclamar: Ditoso o templo que teve a ventura de abrigar em seu interior o Menino Jesus, e, mais ditoso ainda aquele santo sacerdote que pôde apertar entre os braços e estreitar junto ao coração aquela criança divina! Pois bem, nossas igrejas nada têm para invejar do antigo templo de Jerusalém, pois que todos os dias o mesmo Jesus desce sobre seus aliares e dia e noite permanece encerrado em seus sacrários. E, por acaso, temos que invejar o santo velho Simeão? Ele somente estreitou entre os braços o Menino Jesus e nós o recebemos dentro de nosso coração; ele fez isso uma única vez e nós podemos recebê-lo quantas vezes quisermos; ele teve que devolvê-lo a Maria ao passo que nós ficamos sempre com Ele.
D. — Para isso, Padre, deveríamos ter a mesma fé daquele ancião.
M. — Se não temos a mesma fé, por que não a pedimos ao Senhor todos os dias até a hora da morte?
Como será doce e suave a morte se for procedida pela recepção da Comunhão como Viático!
D. — Ah! Padre, naquele instante supremo não pode haver melhor consolação.
M. — Mas como poderão fazer uma boa Comunhão aqueles que durante a vida trataram a Jesus como um estranho e o receberam somente uma vez por ano? Será impossível. Aqueles em vez que durante a vida receberam frequentemente a Jesus receberão Dele grande conforto na hora da morte.
No quinto mistério, ao contemplarmos o encontro do Menino Jesus no templo de Jerusalém, devemos pensar na aflição de José e Maria quando O perderam e a alegria que experimentaram quando O encontraram.
E onde foram encontrá-lo? No templo falando e discutindo sobre as coisas divinas. E isto foi para nos ensinar que devemos ir recebê-lo nas igrejas, lá onde Ele se encontra realmente presente noite e dia, à espera de nossa visita, sempre disposto a ouvir nossas queixas e atender nossos pedidos. Lá onde Ele mora continuamente, saindo somente para consolar e confortar os doentes moribundos.
D. — O quinto mistério gozoso não lembra também o regresso de Jesus a Nazaré e a sua submissão incondicional a José e Maria?
M. — De certo que lembra. E precisamente o que mais devemos admirar na Eucaristia é essa submissão. Obediente nas mãos dos sacerdotes; submissão a todos os devotos que se apresentam para comungar; obediente até aos seus inimigos, sacrílegos, que Dele se aproximam para roubá-lo e traí-lo vergonhosamente, E nós, em vez de imitarmos essa admirável obediência, tantas vezes permanecemos surdos aos seus chamados, não prestamos atenção aos mandatos e conselhos da Igreja e dos Sumos Pontífices, ficando meses e meses sem nos alimentarmos desse manjar divino que é a Santa Comunhão.
D. — Padre, quanto a mim, prometo que de hoje em diante não será mais assim. Continue a explicar-me a relação que há entre os mistérios dolorosos e a SSma. Eucaristia.



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Profeta Miquéias


RESUMO:  Miquéias é um profeta de origem judaica. Viveu no Reino de Judá e, nesse ambiente, sentiu o chamado de Deus para denunciar as injustiças que os reis cometiam em favor de uma escravidão para com o povo. Miquéias denuncia, sobretudo, a idolatria e a imoralidade. Viveu no interior, teve uma vida simples e experienciou o que é ser maltratado pelos ricos. Mesmo sabendo das condições corruptas de justiça, ele só ergueu sua voz quando essa atingia o povo. Por isso, é chamado  profeta de uma Nova Esperança. Um Reino aparentemente destruído, Deus, através do profeta, anuncia um tempo novo que irá chegar.

PALAVRAS-CHAVE: Miquéias - profeta - profetismo - chamado - denúncia - pecado - Povo de Deus - esperança.                                                         
                                                                      O PROFETA DA ESPERANÇA                            
                                                                                                                                             
De origem Judaica, Miquéias nasceu em Morasti-Gat, aldeia de Judá, 35 km ao sul  de Jerusalém. Seu nome significa "quem como Deus", viveu no interior e foi profeta do povo simples e da zona rural. O profeta denuncia o pecado [idolatria,imoralidade]. Experimentou as injustiças praticadas pelos ricos e, apesar de conhecer as condições políticas da nação, ele só levantou sua voz quando algo feria a situação moral e religiosa do povo. Pouco se sabe sobre a vida do Profeta  Miquéias, nem como ele foi chamado por Deus. Mas tinha viva consciência de sua vocação profética.
Profetizou no  período entre 750 e 686 a.C., aproximadamente, durante os reinados de Jotão,  Acaz e de Ezequias, reis de Judá (1.1; Jr 26.18).  Pano de fundo da atuação de Miquéias é a queda de Samaria em 722 a. C. e o terror proporcionado pelo inescrupuloso poderio assírio e isso determinou  as suas palavras. De certa forma, anteviu, em visão, a catástrofe de Samaria (722) e de Jerusalém (701) (cf. 1.6; 3.12). Todo esse período, também coincide com a crise do reinado em Israel. Em virtude disso, é época de decadência como povo de Deus. A profunda crise é consequência da quebra do pacto com Iahweh; e quando os  reis quebravam o pacto, todo o povo entrava em crise de vida e de valores. Esta infidelidade para com Deus se manifestava em todos os níveis de relacionamento e de vida do povo. A injustiça e a corrupção andavam de mãos dadas, enraizadas no seu povo, e Miquéias, sentindo-se enviado pelo seu Deus, luta essencialmente pela justiça.
No livro, o profeta traz em sua mensagem uma mistura de julgamento e de esperança: há o anúncio sobre Israel pelos males da sociedade, envolvendo a corrupção e idolatria, mas há também uma proclamação à transformação e exaltação de Israel e Jerusalém, bem como da restauração da nação: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e ande humildemente com o teu Deus." [Mq 6,8].
Miquéias denuncia dois grupos tradicionais e constitutivos do povo de Israel: a) ataca os "seus colegas", os outros profetas - eles não visam a justiça, somente seus próprios interesses e vantagens pessoais [3,5]. Os sacerdotes e profetas, [cf. 3,9-11] aceitam bons pagamentos e se tornam cúmplices dos interesses dos poderosos; b) os chamados "cabeças" e líderes do povo - investem contra os funcionários públicos de Jerusalém,[cf. 3,1.9]. Preocupam-se tão somente em aumentar os seus bens, ter vida fácil e alegrar-se às custas do povo. Ajeitam a justiça para si e comem a carne do povo. Os ricos, por causa da sua ganância, tiram os campos dos pobres [2,1-5] e roubam conscientemente, traindo seus irmãos.]
Miquéias e Amós são contemporâneos, há muita proximidade e suas mensagens convergem. Ambos são defensores incontestes dos pobres e lavradores. São opositores das cidades e de suas instituições de opressão contra o povo da roça. Ambos denunciavam contra as injustiças sociais, políticas e religiosas, defendendo a ética moral e religiosa estabelecida por Javé. Miquéias sabe que a história de Deus com o seu povo é, acima de tudo, história de amor. O próprio juízo também é manifestação do amor de Deus, do desejo de salvação para o povo. Deus destrói toda a falsa segurança do seu povo [5,9-14], com o objetivo de reconduzi-los  à irrestrita confiança nele próprio, em Deus, e no seu agir.
Miquéias, além de si, leva o homem a desinstalar-se e incomodar-se; sua dinâmica deve perpassar toda a história de vida do povo de Deus, em fatos concretos, interagindo  com o  profetismo, tão urgente nos dias de hoje, traduzindo sua mensagem em: "Caminhos de esperança".  

ESCRITO POR: Maria do Carmo; Maria do Socorro; Marisete Barbosa; Lucimar Toledo; Ir. Regina Guimaraes; Dione Afonso; Simone Ribeiro. 

Referências Bibliográficas:

- https://www.bibliaonline.com.br- Acesso em 23/05/15
- http://www.gotquestions.org/Portugues/Livro-de-Miqueias.html -acesso em 23/05/15
- http://www.teologiaclub.com/site/index.php?pagina=texto&id=165-acesso em 19/05/15
- http://biblia.gospelmais.com.br/miqueias_6:8/
- http://www.gotquestions.org/Portugues/Livro-de-Amos.html- Acesso em 24/05/15
- SCHULTZ, Samuel J. A história de Israel no Antigo Testamento Ed. Vida Nova SP 1. Edição
- CHAMPLIM, Russel Normam. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia . Ed. Candeia 3. Edição 1995 São Paulo
- RAMPIM, José Domingos . Apostila Profetas Exílicos e Pós Exílicos
- Bíblia de Jerusálem. São Paulo: Paulus,2003.
- Paulo,Julio zabateiro Tavares. Miquéias:VOZ DOS SEM -TERRA.comentário bíblico AT. São Paulo,Editora vozes,1996.
- MCKENZIE.J.DICIONÀRIO BÌBLICO.São Paulo:Paulinas,1990.
- L.SICRE,José. A JUSTIÇA SOCIAL DOS PROFETAS.São Paulo :Edições Paulinas,1990.
- WARTH, W. Meditação sobre Miquéias 5 l-4a 5b. In: Calwer Predigthilfen. Vol. 2. Stuttgart, 1963.
- WOLFF, H. W. Mit Micha reden. München, 1978. 

Trabalho realizado em 29-05-2015 pelo  EAD-Sab/Paulinas

sábado, 16 de maio de 2015


domingo, 10 de maio de 2015

At 10,25-26.34-35.44-48
Sl 97
1Jo 4,7-10
Jo 15,9-17


Para bem compreender esta Palavra de Deus que nos é dada neste Domingo VI da Páscoa, é necessário recordar o Evangelho do Domingo passado.


Encontramo-nos ainda no capítulo 15 de São João: aí Jesus revelou-Se como a Videira verdadeira, cujo agricultor é o Pai e cujos ramos somos nós.


Eis, caríssimos: estamos enxertados no Cristo morto e ressuscitados; somos ramos Seus, vivendo da Sua seiva que é o Espírito Santo, “Senhor que dá a Vida”, Espírito de amor derramado em nossos corações. Porque temos o Espírito do Cristo, vivemos do Cristo e, no Espírito, o próprio Cristo Jesus habita em nós e nos vivifica. Recordando essas coisas, podemos compreender o que o Senhor nos fala neste hoje. Vejamos, então!


“Como o Pai Me amou, assim também Eu vos amei. Permanecei no Meu amor”.


De que amor o Senhor nos fala aqui? De um sentimento, de um afeto, de uma simpatia, de uma amizade? Não!


De que amor? Escutemos São Paulo: “O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5). O amor de que fala Jesus é o amor-caridade, o amor de Deus, o amor que é fruto da presença do Espírito de Amor, o Espírito Santo!


Colocai isso na cabeça e no coração: na Escritura, falar de Amor, de Glória, de Presença e de Poder de Deus é falar do Espírito Santo!


Pois, podemos agora compreender a profunda afirmação de Jesus: “Como o Pai Me amou, assim também Eu vos amei”.


Como o Pai amou o Filho? No Espírito de amor! Desde a eternidade, o Santo Espírito é o laço, o vínculo de amor que une o Pai e o Filho numa única e indissolúvel Divindade.


Na Sua vida humana, Jesus foi sempre amado pelo Pai no Santo Espírito. Basta recordar quando o Pai derrama sobre Ele o Espírito, o Jordão, exclamando: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo” (Mt 3,17). Eis: o Pai declara o Seu infinito amor pelo Filho, derramando sobre Ele, feito homem, Seu Espírito de amor! Jesus é o Filho amado porque Nele repousa o Amor-Deus Espírito Santo!


Pois bem, escutemos: “Como o Pai Me amou no Espírito, Eu também vos amei! Dei-vos o Meu Espírito de Amor, que agora habita em vós! Permanecei no Meu Amor, isto é, deixai-vos guiar pelo Meu Espírito, vivei no Meu Espírito!” Vede, irmãos, como agora tudo tem sentido, como as palavras de Jesus são profundas! Vede como tudo isso é verdadeiro! Escutai ainda uma palavra da Escritura: “Nisto reconhecemos que permanecemos Nele e Ele em nós: Ele nos deu o Seu Espírito!” (1Jo 4,13).


E qual é o sinal que temos e vivemos no Espírito? Que frutos esse Espírito de Amor, permanecendo em nós, nos dá?


O primeiro é cumprir os mandamentos: “Se guardardes os Meus mandamentos, é porque permanecereis no Meu amor”. É experimentando o amor de Jesus, vivendo na doçura do Seu Espírito, que podemos compreender a sabedoria dos preceitos do Evangelho e teremos a força e a doçura para cumpri-los. Como o mundo não conhece nem tem o Espírito Santo de amor, não pode compreender nem gostar dos preceitos do Senhor! Por isso esse tão grande choque entre o que a Igreja propõe em nome de Cristo para a nossa vida moral e aquilo que o mundo propõe! Aborto, eutanásia, uso de preservativos, divórcio, relações pré-matrimoniais, relações homossexuais, riqueza, prazer, etc...


Caríssimos, há um abismo entre o sentir do mundo e o sentir do cristão. Somente o cristão, sustentado pelo Santo Espírito de Amor, pode compreender que os mandamentos do Senhor não são pesados, mesmo quando nos parecem difíceis! É o Espírito de Jesus que, habitando em nós, faz-nos permanecer em Jesus e ter prazer e força no cumprimento da Sua santa vontade.


Mas, há ainda outro fruto, outro sinal da presença do Espírito em nós: a alegria interior, mesmo em meio a dificuldades, lutas e provações da vida. Escutai: “Eu vos disse isso, para que a Minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. Onde o Espírito de Jesus ressuscitado está presente, a alegria triunfa, porque a morte, a treva, o pecado foram vencidos. Por isso mesmo, o cristão, ainda que entre provações e dificuldades, poderá sempre manter uma profunda alegria interior – a alegria pascal, fruto da presença do Santo Espírito!


Ainda um último sinal dessa doce presença do Espírito do Ressuscitado em nós: o amor fraterno. “Este é o Meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei!” Jesus nos amou até entregar toda a Sua vida por nós, como remissão pelos nossos pecados. Pois bem, ao nos dar o Seu Espírito de amor, Ele nos dá as condições e a graça para amar assim, como Ele. Isso é tão forte, que a segunda leitura de hoje nos desafia: “Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor. Todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus”.


Ainda uma vez mais, meus caros, é no Espírito de Amor que podemos nascer de Deus no Batismo, é no Espírito de Amor que podemos conhecer a Deus como Pai e a Jesus como o Filho amado!


É o Espírito de Amor que nos reúne, apesar de sermos tão diferentes! Recordai-vos, caríssimos, da primeira leitura: como o Espírito, descendo sobre a família de Cornélio, que era toda pagã, fez com que Pedro, o Chefe da Igreja, aceitasse os primeiros pagãos na Comunidade cristã!


Caríssimos, a Palavra de Deus hoje escutada já nos aponta para Pentecostes, daqui a quinze dias... Prestai atenção como o fruto da morte e ressurreição de Jesus é o Dom do Seu Espírito, que permanece conosco e torna Jesus presente a nós, vivo e vivificante!


Estejamos atentos, meus caros: todos temos o mesmo Espírito de amor e no amor que é esse Espírito devemos viver. A Igreja não é uma comunidade de amiguinhos simpáticos entre si; não é a reunião de pessoas interessantes e bem relacionadas! Nada disso! Somos a Comunidade reunida em Nome de Cristo morto e ressuscitado, nascidos no Batismo no Seu Espírito Santo, Espírito que nos faz amar a Jesus e, por Jesus, amarmo-nos uns aos outros. Assim sendo, sejamos dóceis ao Espírito, permaneçamos em Cristo e arrisquemos viver de amor. Que no-lo conceda Aquele que, à Direita do Pai, deu-nos o Espírito e intercede por nós. Amém.

Postado por Dom Henrique Visão Cristã às 15:23 Nenhum comentário: